Prefeitura é responsável por reparar buracos

Não tem sido raras as reclamações por parte de moradores de Braço do Norte com relação à recuperação de ruas que são abertas pela Casan para a manutenção de dutos de abastecimento de água ou de esgotamento sanitário. A queixa consiste no fato de que, após a companhia executar o serviço, o buraco continua aberto por semanas.
O que poucos sabem é que Casan e Prefeitura possuem um contrato e que é o Município o ente encarregado de realizar a recuperação da via depois que é aberto o buraco. “Seja lajota, asfalto ou meio-fio, a Prefeitura é responsável pela reposição ou recuperação daquela rua. É comum que os moradores, quando percebem algum buraco aberto, reclamarem junto à Casan, mas é o Município que eles devem procurar para solicitar o reparo”, informa o chefe de Gabinete da Prefeitura de Braço do Norte, Ramon Beza.
Segundo Beza, o canal ideal para solicitar este e outros serviços é por meio da Ouvidoria. O cidadão pode acessar o site da Prefeitura – www.bracodonorte.sc.gov.br -, clicar no banner ‘Ouvidoria’ e preencher a solicitação. “É a melhor forma, pois, assim, o pedido fica registrado e a Prefeitura pode dar um rápido encaminhamento. Outra vantagem é que pedido fica registrado no sistema. O usuário pode acompanhar o andamento é até mesmo ter uma resposta de prazo para a execução do serviço e, caso não seja cumprido, poderá cobrar da Administração”, garante. Outra forma de solicitar a recuperação é através do telefone da Secretaria Municipal de Infraestrutura: 3658-5009.
Ainda de acordo com o chefe de Gabinete, é comum os buracos ficarem abertos durante alguns dias antes que a Prefeitura tape o local. A medida é necessária para permitir a compactação da terra, evitando, assim, a erosão da rua. “O que não é comum é ficar semanas, um mês com o buraco aberto. Sabemos que isso acaba prejudicando o morador. O que ocorre é que a Casan, após realizar a manutenção, envia um ofício com a relação de locais que precisam ser reparados. E isso, algumas vezes, demora um pouco”, relata.
“Às vezes, quando o Município tapa algum buraco aberto há muito tempo, é porque alguém da equipe da Secretaria de Infraestrutura passou por lá viu o problema. Essa questão de comunicação é que precisa melhorar, reconhecemos isso. Casan e Prefeitura necessitam definir uma forma de agilizar esse processo”, conclui Beza.

Ação promete zerar exames em BN

A aposentada Elíria Áurea Hobold, 63 anos, moradora do Bairro São Basílio que aguarda desde julho a realização de uma endoscopia, será uma das beneficiadas da terceira edição do projeto conhecido em Braço do Norte, carinhosamente, como “A fila anda”. Serão quase 1,5 mil exames realizados e mais de R$ 270 mil investidos provenientes de recursos próprios do município e de emenda parlamentar, do deputado estadual Mário Marcondes.
A ação iniciada no primeiro ano da atual Administração, teve o intuito de diminuir e, em alguns casos, até zerar a fila de exames e procedimentos médicos que ficam represados na Central de Regulação Municipal de Braço do Norte. “A demanda é muito grande e o Estado e nenhum município dá conta de atender a todos rapidamente. O que existe é uma regulação médica que define a fila por critérios de urgência, ou seja, quanto mais grave mais rápido”, lembra o secretário de Saúde de Braço do Norte, Sérgio Fernando Arent. Acontece que essa fila só aumenta.
O caso de dona Elíria ilustra bem a situação. Transplantada há quatro anos, agora aguarda a cirurgia para a retirada do outro rim, o que só não ocorreu ainda por causa da pandemia, já que os procedimentos foram suspensos pelo Estado. No começo deste mês, além da endoscopia, ficou sabendo que precisaria de um ultrassom abdominal. Ambos exames serão atendidos nos marcados para os próximos dias.

O início do programa
A ideia de instituir um programa que agilizasse a realização de exames e cirurgias partiu da própria Administração, que foi a Brasília em busca de recursos. Na época, com o deputado federal João Rodrigues, injetaram diretamente no subsídio desses procedimentos represados na fila. A ideia foi tão boa que hoje o projeto é replicado em vários municípios, como Treze de Maio, Pescaria Brava e Grão-Pará.
Na primeira edição, em 2017, foram atendidos 446 pacientes. Em 2018, foram 687 pacientes e 676 procedimentos, como cirurgias de otorrinolaringologia e ortopedia. Naquela edição estavam na espera, desde 2015, pacientes que precisavam, por exemplo, de ressonância magnética, cateterismo cardíaco, cintilografias e ecocardiografia transtorácica. “Nesse ano, porém, o projeto só contempla exames. Devido a pandemia não conseguimos liberação para cirurgias eletivas”, lamenta o secretário Sérgio Arent.

Procedimentos autorizados:
1.496 exames

Valor do Projeto:
R$ 273.900

Procedimentos Autorizados
Teste Ergométrico 34
Holter 24 horas 6
Tomografias 54
Densitometria Óssea 10
Angiotomografia 08
Colonoscopia 67
Estudo Urodinâmico 21
Cateterismo Cardíaco 1
Espirometria 1
Ultrassonografia D. Arterial 9
Ultrassonografia D. Carótidas 21
Ultrassonografia D. Venoso 139
Eletroneuromiografia Membros 23
Ressonância Magnética 172
Biópsia 2
Mamografia 34
Endoscopia Digestiva Alta 220
Cintilografia do Miocárdio 7
Ultrassonografia 667


Leave a Comment