Altas temperaturas potencializam riscos de desidratação, mal-estar e intoxicação durante a estação
Clínico do Complexo Médico Provida, Lawrence de Luca Dias, chama atenção para os efeitos do calor associados ao consumo de álcool Com a chegada do verão, aumentam as temperaturas, os encontros ao ar livre, as viagens de férias e, consequentemente, o consumo de bebidas alcoólicas. Embora o período seja associado ao descanso, à celebração e ao convívio social, é justamente nessa época que os serviços de saúde registram crescimento nos atendimentos relacionados à desidratação, mal-estar e intoxicação alcoólica.
Para orientar a população sobre como aproveitar a estação de forma mais segura, o clínico do Complexo Médico Provida, Lawrence de Luca Dias, chama atenção para os efeitos do calor associados ao consumo de álcool. Segundo ele, as altas temperaturas aumentam naturalmente a perda de líquidos pelo organismo e alteram o funcionamento metabólico. Quando esse cenário é combinado com o álcool, substância que já possui efeito desidratante, o corpo se torna ainda mais vulnerável.
“O calor acelera a desidratação e o álcool intensifica esse processo. Isso pode gerar um impacto maior especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, que já possuem menor capacidade de adaptação às variações térmicas”, explica o médico.
Outro ponto destacado é que os efeitos do álcool tendem a ser potencializados durante o verão. A sensação de embriaguez pode surgir mais rapidamente, aumentando o risco de quedas, desmaios e acidentes. Ainda assim, o médico reforça que não se trata de proibição, mas de consciência. “O verão é um período para estar com a família, descansar e celebrar. Quando o consumo é consciente, a experiência é muito mais segura e agradável”, afirma.
Os principais riscos do exagero estão relacionados à soma entre desidratação e ingestão alcoólica, que pode provocar tontura, queda de pressão, náuseas, vômitos, mal-estar generalizado e até episódios de intoxicação. Além disso, o consumo excessivo aumenta significativamente a chance de acidentes, especialmente em ambientes como praias, piscinas, rios e estradas, onde a redução dos reflexos pode ter consequências graves. O fígado também sofre sobrecarga, principalmente quando há ingestão frequente ou em grandes quantidades.
Dr. Lawrence destaca que algumas atitudes simples fazem diferença para reduzir os riscos durante o verão. Manter a hidratação constante, intercalar o consumo de bebidas alcoólicas com água, evitar longos períodos de exposição direta ao sol enquanto se bebe e não consumir álcool em jejum são cuidados fundamentais. Alimentar-se adequadamente antes e durante o consumo ajuda a diminuir a absorção do álcool pelo organismo, tornando seus efeitos menos intensos.
O médico também alerta para a atenção redobrada em locais com água. “Piscinas, rios e o mar exigem cuidado extra, porque o álcool compromete os reflexos, o equilíbrio e a capacidade de reação, aumentando o risco de afogamento”, pontua. Da mesma forma, ele reforça que não existe consumo seguro de álcool associado à direção, mesmo em pequenas quantidades.
Por fim, o profissional orienta que qualquer sinal de alerta após o consumo deve ser levado a sério. “Confusão mental, vômitos repetidos, dificuldade para caminhar ou episódios de desmaio indicam que algo não está bem. Nessas situações, o atendimento médico deve ser procurado o quanto antes”, conclui. Segundo ele, com informação, equilíbrio e planejamento, é possível aproveitar os momentos de lazer do verão de forma leve, saudável e responsável.