Com mais de 13 anos de atuação na área, novo secretário retorna à pasta após passagem por Capivari de Baixo e promete foco na atenção primária e redução de filas
Sérgio Fernando Domingos Arent, conhecido como Serginho, que retorna ao cargo após pouco mais de um ano e substitui a enfermeira Luciane Debiasi Pires O prefeito de Braço do Norte, Lauro Boeing Junior, deu posse nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, ao novo secretário municipal de Saúde. Quem assume a pasta é Sérgio Fernando Domingos Arent, conhecido como Serginho, que retorna ao cargo após pouco mais de um ano e substitui a enfermeira Luciane Debiasi Pires, que deixa a função por motivos pessoais.
Segundo o prefeito, a escolha tem como objetivo garantir continuidade administrativa, fortalecer os serviços e manter o foco na qualidade do atendimento prestado à população.
Sérgio Arent já comandou a Saúde de Braço do Norte nas duas gestões do ex-prefeito Beto Kuerten Marcelino, período em que a secretaria foi apontada, em pesquisas de avaliação, como a mais bem avaliada da administração municipal. Ao deixar o cargo no fim de 2024, assumiu a Secretaria de Saúde de Capivari de Baixo, função que deixou para retornar ao município.
Com mais de 13 anos de experiência como secretário de Saúde, formação em Enfermagem e especializações em Gestão em Saúde, Gestão Pública e Saúde da Família, Serginho construiu trajetória marcada por resultados considerados positivos nas cidades por onde passou.
Luciane Debiasi Pires foi a terceira secretária da área na atual gestão de Lauro Boeing. Ao deixar a pasta, foi homenageada pela dedicação e comprometimento e deverá continuar colaborando em outras frentes da administração.
Desafios e prioridades
Em entrevista, o novo secretário afirmou que retorna à pasta com senso de responsabilidade e reconhece que a saúde pública exige ajustes permanentes.
Ele destaca que, mesmo após pouco mais de um ano fora da função, encontra uma secretaria com avanços importantes, especialmente na continuidade dos serviços e no empenho das equipes. Ao mesmo tempo, ressalta que novos desafios surgiram e que a saúde é uma área dinâmica, que exige planejamento constante.
Entre as prioridades da nova gestão estão a sustentabilidade do sistema, o fortalecimento da atenção primária, considerada a porta de entrada do Sistema Único de Saúde, a redução de filas e tempos de espera e a qualificação dos processos internos.
Sérgio afirma que não pretende promover mudanças abruptas, mas aprimorar a forma de gestão, tornando os fluxos mais eficientes, valorizando as equipes e investindo em prevenção. Também reconhece que existem áreas onde há necessidade de reforço de servidores, embora destaque que qualquer reposição deve respeitar os limites legais e orçamentários do município.
ENTREVISTA
Como você recebe a Secretaria de Saúde de Braço do Norte pouco mais de um ano após deixar a pasta? Como ela está hoje em relação a um ano atrás?
“Passado pouco mais de um ano desde que deixei a pasta, percebo avanços importantes, especialmente na continuidade de serviços e no empenho das equipes. Ao mesmo tempo, é natural que novos desafios tenham surgido, a saúde é dinâmica e exige ajustes constantes.
Encontro hoje uma secretaria diferente em alguns aspectos, mas com a mesma missão de sempre: cuidar das pessoas. Meu compromisso é dar sequência ao que está funcionando, corrigir o que precisa melhorar e trabalhar para que a saúde avance ainda mais.
Por isso, recebo a Secretaria de Saúde com muito senso de responsabilidade.”

Quais os principais desafios que enfrenta? O que pretende mudar?
“Os principais desafios passam por manter a sustentabilidade do sistema, fortalecer a atenção primária, que é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde, reduzir filas e tempos de espera e qualificar ainda mais os processos de trabalho.
A saúde pública exige organização, planejamento e decisões responsáveis todos os dias. Mudar não é a essência do trabalho, mas a forma de fazer: aprimorar a gestão, tornar os fluxos mais eficientes, valorizar as equipes, investir em prevenção e usar melhor os recursos disponíveis.
A ideia é ajustar o que for necessário, com diálogo, critério técnico e foco total no cuidado com as pessoas.”
Em termos de equipe, faltam servidores?
“Hoje a equipe é bastante comprometida, mas sim, existem áreas em que sentimos a necessidade de reforço de servidores. Isso é uma realidade em muitos municípios e exige planejamento responsável.
Nosso foco é reorganizar a força de trabalho, otimizar os recursos humanos que já temos e, onde for indispensável, buscar reposições de forma técnica e dentro das possibilidades legais e orçamentárias. Sempre com o cuidado de não comprometer a qualidade do atendimento à população.”