Cegero tem a energia mais barata do Estado

A energia do Brasil é uma das mais caras do mundo, e o consumidor sente no bolso, todos os meses, o resultado disso. Contudo, em alguns lugares, o empreendedorismo somado ao cooperativismo tem culminado em benefícios. O exemplo vem da Cooperativa de Eletricidade de São Ludgero (Cegero). Entre as 104 distribuidoras do país, a empresa é a que disponibiliza a energia mais barata de Santa Catarina e a segunda menor do Brasil.
O motivo: a gestão empreendedora do presidente Francisco Niehues Neto, o “Chico”, e sua equipe. “Conseguimos fazer isso porque utilizamos, em média, apenas 16% do valor pago pelos sócios para cobrir despesas e custos com investimento, manutenção e operação do sistema”, explica Chico.
A gestão eficiente busca focar todos os esforços para disponibilizar serviços de qualidade sem que o valor para o sócio deixe de ser justo e acessível. O fato de trabalhar com uma equipe enxuta, mas bem capacitada, faz com que isso seja possível com custos menores.
O resultado disso o sócio da Cegero vê em sua conta de energia elétrica todos os meses. A gestão empreendedora também é o que assegurou à Cegero a capacidade financeira para continuar a auxiliar a região

ao longo da pandemia provocada pelo novo coronavírus.
O conselho administrativo não apenas aprovou a continuidade dos repasses mensais sociais às entidades que a Cegero já assistia, como a Apae e a Rede Feminina de Combate ao Câncer, como também autorizou aportes extras ao Hospital Santa Teresinha e à Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Ludgero.
“Isso é possível graças à gestão alinhada ao planejamento e ao foco exclusivo nos princípios cooperativistas”, valoriza o presidente da Cegero.
Atualmente, a cooperativa atende todo o município de São Ludgero e ainda as comunidades de cidades limítrofes: Braço do Norte, Tubarão, Orleans e Pedras Grandes.

SEGUNDO o presidente, sua gestão busca focar os esforços para disponibilizar serviços de qualidade sem que o valor para o sócio deixe de ser justo e acessível

Cergapa mantém plano
de construir subestação

Mesmo em meio à pandemia, presidente “Kio” tem mantido contato constante com o Estado, a Celesc e alguns deputados para assegurar recursos suficientes para o início da obra
Hoje, com o mundo cada vez mais conectado, não é possível empreender e incentivar a vinda de novos investidores para uma cidade sem que haja a garantia de disponibilidade de energia elétrica. Neste aspecto, as cooperativas de eletrificação ganham status de protagonistas, pois estas pequenas permissionárias conseguem driblar crises com maior facilidade e buscam soluções mais criativas para assegurar o fornecimento de energia.
E é justamente esta a prioridade do presidente da Cooperativa de Eletrificação de Grão-Pará (Cergapa), o ex-bancário Evaldo de Oliveira, o “Kio”. Ele assumiu a gestão uma semana antes do início da pandemia do novo coronavírus.
Mesmo assim, não deixou de cumprir os compromissos, de atender os consumidores e de buscar mecanismos viáveis para alavancar uma das obras mais importantes para o futuro econômico de Grão-Pará: a construção de uma subestação no Rio Pequeno.
O projeto foi protocolado na Celesc na gestão passada e tem um custo aproximado de R$ 20 milhões. “Com a pandemia, tudo ficou mais complicado, mas nem por isso deixamos o projeto engavetado. Pelo contrário: mantenho contato constante com o estado, com a Celesc e também buscamos apoio político para assegurar que esta subestação saia do papel”, valoriza Kio.
Hoje, a demanda do município é maior daquela que a cooperativa consegue fornecer em alguns períodos do ano, especialmente em novembro, quando as estufas de fumo trabalham em potência máxima.
“Temos muitos planos e metas, mas no momento precisamos ter muita cautela com os gastos para não colocar a cooperativa em risco. É um momento de firmeza nas ações. Temos que segurar agora, planejar o futuro e, aí sim, colocar as ideias em prática”, avalia o presidente.

KIO assumiu a presidência um mês antes do início da pandemia

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