terça-feira, dezembro 1Diário online de Braço do Norte

Então, de novo mãe!

Coluna de Aline Patel Tramontin

Com a chegada do quinto mês, ou 17 semanas, tudo tem se amenizado. Desde minha ansiedade inicial que acarretou uma fome desenfreada, até aquele enjoo ao tomar água. É incrível como a energia que estava desaparecida voltou. E o momento que eu tanto aguardava aconteceu, minha obstetra autorizou o retorno às atividades físicas. Devido aos sangramentos iniciais, eu estava impedida.
A diferença com a primeira gestação é enorme. Impossível não comparar as duas. A primeira eu era mais nova, tinha mais disposição, tudo era novidade. Esta segunda tem começo turbulento – intercorrências do DIU. Início com quilinhos a mais e impedida de praticar qualquer exercício. Com relutância aceito que grávida engorda, enjoa, incha, perde o sono, chora, fica de mau humor, fica alegre e agradece por esta gangorra de emoções!
O lado positivo deste tempo que tive de ficar em repouso foi que pude pensar e planejar bastante sobre a gravidez. Desmistifiquei aquele monte de situações que a sociedade impõe: “Você precisa de um apartamento ou casa maior, criança precisa de espaço. Carro maior, para mais segurança. Não é hora de pensar em comida saudável e dieta, coma o que quiser, este momento é seu!”
Ao contrário de tudo isso, sabemos que criança gosta é de ficar amontoada na cama junto dos pais. Criança gosta de brincar na rua, andar de bicicleta. Estar com os pais. E pais felizes fazem crianças felizes.
Com esta conclusão, decido que é hora de me posicionar em primeiro lugar. Eu preciso estar feliz para meu filho sentir esta energia positiva. Decido que o momento não é gastar dinheiro com objetos que o bebê que está por vir não vai nem ligar. Chegou o momento de praticar o que estou cansada de saber, mas que a preguiça ou as justificativas de estar cansada do trabalho, ter um filho pequeno, ter um marido, cuidar da casa, acabam me impedindo.
Se o motivo de ser minha prioridade não for suficiente, devo lembrar que dentro de mim tem alguém que será o reflexo das minhas escolhas de hoje. E, que aqui ao meu lado tenho um marido e um filho que querem atenção. O processo é difícil.
Neste período, tento intensificar o autocuidado com pele e cabelos. Invisto em cremes e produtos específicos. Agendo também ida ao dentista. Como a gengiva fica muito sensível devido a carga hormonal, é preciso cuidado. Sobre alimentação e exercício, converso com o pessoal aqui de casa e peço ajuda. Informo que para mim está difícil seguir uma alimentação saudável e equilibrada e que preciso de incentivo para retornar aos exercícios. Foi essencial esta conversa. Expor o que eu estava sentindo e minhas dificuldades. Eles foram fundamentais no processo. Ser forte sozinha já é difícil, imagine se eles não topassem em ajudar?
Não tive na primeira gestação e não permito na segunda gestação ter o pensamento de que, por estar grávida, estou liberada para comer doces, frituras e, toda a comida do mundo. “Depois que ganhar o filho, perde tudo rapidinho”. Tento fugir desta justificativa.
Converso também com minha obstetra e questiono o que o meu plano de saúde oferece para mulheres grávidas, impressionante como há falta de informação. Tudo eu consigo pelo plano: nutricionista, dermatologista, fisioterapeuta para drenagem e massagem na lombar, entre outros exercícios que irei realizar mais no final da gravidez, como, por exemplo, fisioterapia pélvica.
Então, grávida de novo, de novo mãe! Hoje muito mais consciente da relação alimentação saudável, exercícios e auto cuidado. Considero que estou muito mais experiente e preparada para a chegada deste meu novo amor.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Folha do Vale