Arrombamentos no Balneário Campo Bom

Proprietários de casas de veraneio no Balneário Campo Bom, em Jaguaruna, tem reclamando de falta de segurança na localidade. Muitos deles são de Braço do Norte e afirmam que estão sendo, constantemente, vítimas de arrombamentos e furtos nas propriedades.
Segundo os relatos, criminosos aproveitam o momento de baixa temporada, quando há pouco movimento na praia, para arrombar portas e janelas e levarem o que puderem. “Nos últimos anos, tive a minha casa arrombada três vezes. São mais de R$ 20 mil de prejuízos. E Isso não tem acontecido apenas comigo. Somente de pessoas que conheço, de Braço do Norte, pelo menos umas 15 pessoas tem passado pela mesma situação”, afirma o administrador Marcionei Della Giustina. “E o problema maior é a sensação de insegurança que fica. Porque, agora, eu sempre fico com a impressão que, toda vez que eu vou voltar lá, vou encontrar a casa arrombada. Que garantia eu tenho de que, se comprar algo, um eletrodoméstico ou móvel, vou poder deixar na casa?”, indaga.
O veranista Idoir Daufemback também enfrenta o mesmo problema. Ele conta que até mesmo o seu portão, que era de alumínio, foi arrancado. “Alguns dos meus vizinhos também tiveram suas casas arrombadas. São furtos, roubos o toda a semana. Boletins de Ocorrência são registrados, mas a situação segue insuportável”, lamenta.
De acordo com o investigador da Polícia Civil Michel Stork, da Delegacia de Jaguaruna, investigações estão sendo feitas na tentativa de identificar os arrombadores. Ele destaca que o telefone 181, o Disque Denúncia de Polícia Civil, é uma importante ferramenta para a elucidação dos crimes. “Quem tiver informações a respeito deste, ou de outros, crimes pode fazer a denúncia anonimamente”, apela o policial.
Já o comandante da Polícia Militar de Jaguaruna, Eduardo Bronchtein, destaca também, como ferramenta importante para a prevenção de crimes contra o patrimônio, a adesão a programas de segurança como o Rede de Vizinhos. Além disso, a PM costuma fazer rondas diariamente nos balneários do município.
Para Marcionei, entretanto, as ações realizadas até o momento não são suficientes. “Algo mais contundente, com urgência precisa ser feito. Porque, realmente, está difícil de manter casa no Campo Bom. Isso é ruim em vários sentidos. Se continuar assim, tende a desvalorizar imóveis, prejudicar o turismo e acabar com o desenvolvimento da cidade”, finaliza.


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