Inovação e segurança para garantir as vendas durante a pandemia

Com as restrições de acesso e recomendações de distanciamento social, estabelecimentos comerciais estão precisando inovar para garantir suas vendas neste período de pandemia. Nas lojas, umas das soluções encontradas tem sido o atendimento remoto.
Na São Paulo Magazine de Braço do Norte, por exemplo, a procura pelo atendimento remoto tem aumentado nos últimos meses. “O acesso à internet, principalmente a popularização das mídias sociais, tem facilitado muito esse contato com o cliente. Foi então que desenvolvemos essa modalidade de vendas online, feitas remotamente pelas redes sociais da nossa loja, principalmente pelo Whatsapp”, destaca o proprietário Rodrigo Destro.
Segundo a vendedora e responsável pelo marketing da loja, Geiziany Steinbach, a procura pelas vendas online aumentou após o surgimento da pandemia. “Nosso atendimento via internet teve um acréscimo pelo menos uns 30%. Nós fazíamos a venda online antes, mas aumentou bastante nos últimos meses”, comenta.
Um dos diferenciais apresentados pela loja está no atendimento direto ao cliente. Quando um possível comprador busca informação sobre algum produto, é conectado diretamente a uma das vendedoras, que fazem o atendimento via telefone celular. Se necessário, envia fotos e vídeos do produto. Caso o cliente decida por algo, a compra é levada posteriormente até sua casa. “É um sistema que é cômodo para o cliente e também, neste momento, mais seguro. As roupas e demais produtos são devidamente higienizadas e o atendente obedece as regras de distanciamento e outros protocolos”, ressalta Rodrigo.
O empresário também garante ao comprador ficar alguns dias com o produto e, se não tiver interesse, fazer a devolução. “É como se fosse uma compra consignada, que é uma modalidade bastante comum entre os consumidores de Braço do Norte. Só que nesse caso nós aprimoramos o sistema, através do atendimento via redes sociais e Whatsapp. E quando o cliente opta por fazer a devolução, não colocamos as peças imediatamente à mostra na loja. Novamente fazemos a higienização antes voltar a expor o produto. Tudo de forma adequada e segura”, finaliza.

SL diminui a diferença entre admissões e demissões

O número de dois dígitos atrás do sinal de menos pode parecer alto, mas até maio este número era de três dígitos. Em junho, São Ludgero registrou 88 admissões e 128 demissões. Um total de menos 40 vagas de trabalho na cidade.
É claro que todos querem números positivos, mas o sinal de menos não significa que o período foi de todo ruim. Em maio, o saldo foi negativo em 151 postos de trabalho. Foi o pior mês deste ano na cidade em relação a admissões e demissões.
É assertivo analisar que a economia da cidade voltou a ficar aquecida. Mérito da classe empresarial que bateu o pé, arregaçou as mangas e partiu para a labuta.
Apesar do cenário melhor se comparado com os meses anteriores, o secretário de Administração, Finanças e Planejamento da Prefeitura, Leo Fuchter, é cauteloso. Ele comemora o avanço, mas não deixa de lembrar que o futuro ainda é imprevisível em relação à economia. No início da pandemia, em março, a pasta fez uma projeção de que a cidade amargaria perdas de pelo R$ 2,7 milhões em receita até o restabelecimento das atividades. Até a última sexta-feira, São Ludgero já contabilizava R$ 2,038 milhões a menos de Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e ICMS. O valor significa 16% de perda orçamentária com estas duas fontes de recursos, as principais da Administração. “Assim como a classe empresarial, o Município também sente o reflexo da crise”, afirma.
Em relação aos empregos, o secretário chama atenção também para outro aspecto: ainda que os números se mostrem negativos, houve aumento no registro de empresas na cidade. “Incentivamos o consumo de produtos locais e também estamos tentando viabilizar uma área industrial para fortalecer a capacidade de reação da cidade a médio ou curto prazo. Não podemos esperar ara fazer isso após a pandemia. Quando tudo normalizar, as cidades mais organizadas sairão na frente”, valoriza.
As licenças de construção civil estão acima da média prevista, o que mostra que não há um desaquecimento drástico da economia. O ITBI, tributo cobrado sobre a transmissão de propriedades, também não registra baixa e isso mostra que há investimentos sendo feitos.
“Percebemos uma busca por mão de obra na cidade e o reflexo ocorrerá em curto prazo. Prova disso é que a distância entre demissões e admissões diminuiu. Ainda é negativo, mas é um sinal de melhora”, afirma Fuchter.
A agilidade nos trâmites burocráticos também funciona como um incentivo, assim como para que a indústria local busque seus insumos na cidade e na região, também são mecanismos implementados para trazer a estabilidade que o município necessita nesse momento.

Gravatal inova para sair da codependência do turismo

Diferente de outras cidades da região, em Gravatal o comércio sempre esteve ligado ao turismo. Contudo, com a pandemia, a atividade foi uma das mais afetadas. O impacto na economia do município foi rápido e crescente, motivo de alerta para o secretário executivo da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do município, Allan da Silva Correa.
“Não temos nenhum levantamento formal, mas possa afirmar sem dúvidas que o movimento caiu, pelo menos, 50% na maioria das lojas. Em outros negócios, que dependem ainda mais do turismo, a queda foi acertadamente de 75%”, explica.
Algumas empresas fecharam as portas, especialmente aquelas com filiais. Atenta, a CDL promoveu diversas campanhas de fortalecimento e passou a atuar mais fortemente no sentido de mudar o perfil empresarial. “Quem se acomoda, fica para trás. Não pode mais haver zona de conforto, precisamos inovar e nos reinventar. É impossível depender apenas do turismo e este episódio deixou isso muito claro. Precisamos criar outros caminhos e é nisso que estamos focados”, afirma Allan, em tom de determinação.
Uma das medidas da CDL foi argumentar junto do Comitê da Amurel e abertura do comércio aos sábados em horário diferenciado: das 13 às 18 horas. A batalha foi vencida. “Já mantínhamos o comércio aberto no sábado normalmente e o corte total teve um prejuízo ainda maior. Com esta autorização, conseguimos dar uma guinada agora em junho e as demissões diminuíram”, comemora.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra exatamente isso: em junho, houveram 27 contratações e 46 desligamentos. O saldo é negativo de 19 vagas de trabalho. Contudo, é muito melhor do que em maio, quando foram extintas 65 vagas na cidade.

SC tem melhor desempenho entre o Sul e o Sudeste

Com um saldo positivo de 3.721 novos empregos formais em junho, Santa Catarina obteve o melhor resultado entre os sete estados do Sul e Sudeste. No total, o setor produtivo fez 59.980 contratações e 56.259 demissões.
O número positivo catarinense contrasta com o panorama nacional, em que o saldo foi negativo, com 10.984 demissões a mais que contratações.

Amurel sai do vermelho

Assim como todas as regiões catarinenses, a Amurel também contabilizava números negativos em relação à geração de emprego desde o início da pandemia, em março.

Em junho, porém, os números saíram do vermelho: foram 64 admissões a mais que demissões.

Em maio, a região registou um saldo negativo de 1.076 desempregos a mais do que trabalhadores admitidos com carteira assinada.

A indústria e o setor de serviço foram os responsáveis por puxar o número para o azul.

No acumulado do ano (entre janeiro a junho), a Amurel tem um saldo negativo: são 3.269 vagas de trabalho fechadas nos 18 municípios que compõem a microrregião.


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