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COLUNISTAS

Desembarque anunciado

26/01/2026 17h26 | Atualizada em 26/01/2026 17h26 | Por: Voo do Mosca

A saída de Carlos Chiodini (MDB) da Secretaria de Estado da Agricultura já estava no radar, mas ganha contornos políticos bem claros com o convite feito por Jorginho Mello (PL) ao prefeito de Joinville, Adriano Silva, para compor como vice em 2026. Chiodini era, até ontem, o nome mais cotado para a vaga. A movimentação mostra que o tabuleiro eleitoral começou a se mexer mais cedo do que muitos imaginavam. No lugar, assume interinamente o adjunto Admir Edi Dalla Cort, o que garante continuidade administrativa. Mas a pergunta que fica é: quem perde mais com esse desembarque, a Agricultura, que perde um secretário com capital político, ou Chiodini, que perde a chance de ser protagonista na chapa?

Cotas e a pressa seletiva

A nova lei estadual que proíbe cotas nas universidades públicas de Santa Catarina mal esfriou e já nasceu regulamentada. Publicada em edição extra do Diário Oficial e, no mesmo dia, já com regulamento na edição normal. É uma agilidade que impressiona, sobretudo quando se lembra que há leis importantes aguardando regulamentação há anos. A obsessão do governador Jorginho Mello com o tema ficou evidente. Politicamente, agrada a um eleitorado específico. Administrativamente, levanta dúvidas sobre prioridades e critérios. Não é comum ver tamanha pressa quando o assunto é educação pública.

STF na jogada

Como era previsível, a lei das cotas já foi parar no Supremo Tribunal Federal. PSOL, UNE e Educafro ingressaram com Ação Direta de Inconstitucionalidade. Agora o relator vai ouvir o governo de Santa Catarina e a Procuradoria-Geral da República antes de analisar o pedido liminar. Traduzindo: o assunto está longe de acabar. Independentemente do posicionamento ideológico de cada um, o episódio mostra que o governo estadual comprou uma briga jurídica de alto custo político e institucional. E, nesse jogo, quem mais perde tempo e energia é a própria educação superior pública.

Ação popular com tempero político

A deputada federal Ana Paula Lima também entrou em campo contra a lei, agora na Vara da Fazenda Pública de Florianópolis. Até aí, nada fora do script. O detalhe que chama atenção é a coautoria da ação com seu marido, Décio Lima, presidente do Sebrae. O gesto reforça o peso político do enfrentamento e amplia o simbolismo da disputa. Não é apenas uma discussão jurídica; é uma batalha de narrativas, de palanques e de posicionamentos eleitorais. No fim das contas, a lei virou munição para todos os lados, e o debate sobre acesso à universidade ficou em segundo plano.

Quando a política engole o tema

O fio condutor desses episódios é claro: tanto na saída de Chiodini quanto na polêmica das cotas, a política fala mais alto que a gestão. Trocam-se peças, criam-se crises e judicializam-se decisões que poderiam ser melhor debatidas com a sociedade. Santa Catarina parece entrar, oficialmente, em clima pré-eleitoral. E, como sempre, quando isso acontece, os temas mais sensíveis, educação, inclusão, políticas públicas, viram palco de disputa, não de solução.

PIB forte, responsabilidade maior

12/01/2026 14h20 | Atualizada em 12/01/2026 14h20 | Por: Voo do Mosca

Os números do IBGE colocam Santa Catarina em posição de destaque no cenário nacional. Joinville, Itajaí e Florianópolis figuram entre as 50 maiores economias do país, com PIBs robustos e papel estratégico no desenvolvimento estadual. Quando se amplia o olhar para os 100 maiores municípios, entram também Blumenau e Chapecó. É motivo de orgulho, sem dúvida. Mas PIB alto não pode ser apenas troféu estatístico. Ele traz junto a obrigação de planejar melhor as cidades, qualificar serviços públicos e garantir que crescimento econômico não caminhe dissociado de qualidade de vida.

Turismo demais também cansa

Os episódios recentes em Balneário Camboriú escancaram um problema que não é exclusivo da cidade, nem de Santa Catarina. O turismo de massa, quando cresce sem planejamento, cobra seu preço: superlotação, conflitos, desgaste da infraestrutura e perda da experiência para moradores e visitantes. O debate internacional já aponta caminhos, limites de visitação, taxas e controle de fluxo, como fazem destinos consagrados mundo afora. Aqui, ainda tratamos o tema com certo receio, como se organizar fosse sinônimo de espantar turistas. Na prática, é o contrário: sem regra, o destino se desgasta e perde valor.

Gratuito não é descartável

O dado de Tubarão chama atenção e incomoda: mais de 78 mil faltas em consultas e procedimentos do SUS em um único ano. É um retrato duro de uma cultura que confunde gratuidade com falta de compromisso. Não se trata de criminalizar quem depende do sistema público, mas de reconhecer que a ausência sem aviso gera desperdício de recursos, tempo e oportunidades para quem realmente precisa. Talvez falte educação, talvez falte consequência. O fato é que saúde pública exige responsabilidade compartilhada, do poder público, sim, mas também do cidadão.

Crescer exige maturidade

Seja no tamanho do PIB, no turismo ou na gestão da saúde, Santa Catarina já passou da fase do improviso. Crescer é bom, aparecer nos rankings é positivo, atrair visitantes é necessário. Mas tudo isso exige maturidade administrativa e social. Desenvolvimento real não se mede apenas em bilhões de reais, mas na capacidade de organizar o presente sem comprometer o futuro.

Condomínios: aumento na inadimplência

01/12/2025 14h30 | Atualizada em 02/12/2025 18h24 | Por: Voo do Mosca
Santa Catarina registrou em setembro o maior índice do ano: 6,37%

A taxa de inadimplência de condomínios em Santa Catarina registrou, em setembro, o maior índice do ano: 6,37%, contra 5,87% em agosto. Apesar da alta, o número segue abaixo da média nacional do mês, que foi de 6,80%.

 

Ranking nacional surpreende e SC fica fora do topo

A revista Veja Negócios, do grupo Abril, divulgou uma edição especial com o ranking das Melhores Cidades do Brasil em 2025. O estudo analisou 5.570 municípios a partir de 253 indicadores distribuídos entre quatro pilares: fiscal, econômico, social e digital. Entre as capitais, Vitória e Curitiba lideram o ranking, enquanto Indaiatuba, no interior paulista, aparece como a melhor entre as cidades de médio porte. O grande contraste deste levantamento está na ausência de cidades catarinenses entre as 10 primeiras colocações em qualquer um dos pilares — um resultado que destoa de outros rankings recentes, nos quais Santa Catarina costuma aparecer em posições de destaque. Como alento, ao menos dois municípios do Estado se destacaram no pilar digital: Criciúma e Passo de Torres conquistaram, respectivamente, o 3º e 4º lugares entre as cidades com melhor desempenho tecnológico.

 

O Estado das pizzas

Santa Catarina ocupa a quinta posição entre os Estados com mais pizzarias em funcionamento: 2.463 estabelecimentos em 2024, crescimento de 7,46% em relação a 2023. Florianópolis lidera com 263 unidades, seguida por Joinville (185), Blumenau (133), Balneário Camboriú (119), Chapecó (97), Palhoça (87), São José (86), Itajaí (81), Criciúma (70) e Jaraguá do Sul (51). Segundo a Apubra, SC concentra 34% das pizzarias da região Sul, que abriga 7.252 estabelecimentos. Juntas, as pizzarias catarinenses produzem 169.947 pizzas por dia, mais de 5 milhões por mês.

Conexão limitada no campo

Apesar de Santa Catarina ter 92,3% de cobertura total de internet, apenas 48,12% das áreas rurais contam com sinal adequado. Para reverter esse quadro, o governo estadual promete investir até R$ 578 milhões na expansão da conectividade, inclusive em rodovias, visando atingir 100% de cobertura a partir de 2026.

Sul continua dizendo não a Lula

18/09/2025 09h50 | Atualizada em 18/09/2025 09h49 | Por: Voo do Mosca

A pesquisa Genial Quaest mostra um dado claro: enquanto o Brasil se divide entre 46% de aprovação e 51% de reprovação ao governo Lula, o Sul dá sua resposta firme — 60% de desaprovação entre catarinenses, gaúchos e paranaenses. A rejeição não é novidade, mas a persistência do antilulismo na região é um recado que o Planalto não pode ignorar.

 

Crime e barbearia: combinação perigosa

Autoridades policiais de Santa Catarina confirmam o que há tempos se comentava: o crime organizado encontrou nos salões de beleza e barbearias uma forma conveniente de lavar dinheiro do tráfico de drogas e armas. E o cinismo não para aí — lavanderias também entram na lista. O que deveria ser símbolo de estética e cuidado virou fachada para negócios sangrentos.

 

O massacre da indiferença

Os ataques em Saudades e Blumenau voltaram ao debate em audiência no Senado. Mas o dado é o que mais choca: em dez anos, a violência em escolas brasileiras saltou de 3,7 mil vítimas em 2013 para 13,1 mil em 2023, um aumento de 254%. Quarenta e sete mortes depois, seguimos falando em “identificar sinais”. Falta ação antes que a próxima tragédia aconteça.

 

Escolas ou prisões?

O projeto da deputada Paulinha, que transforma novas escolas em fortalezas, deve ser aprovado com facilidade. Portaria com identificação, câmeras, cercas, portas blindadas e alarmes. A justificativa é a violência — e não falta razão. Mas o resultado é amargo: nossas crianças vão aprender em prédios cada vez mais parecidos com presídios.

 

Russos escolhem Santa Catarina

A reportagem da Folha de S. Paulo escancara uma realidade curiosa: famílias russas estão migrando para Santa Catarina em busca de segurança, cidadania brasileira e liberdade de circulação. Florianópolis já concentra 1.050 vistos emitidos desde 2021. Preferem a capital catarinense ao Rio de Janeiro, justamente porque lá não enxergam segurança. Ironia cruel: estrangeiros fogem da insegurança brasileira escolhendo o que ainda resta de paz em Santa Catarina.

 

A tatuagem que virou sentença

No Vale do Itajaí, um tatuador foi condenado por lesão corporal gravíssima após marcar um adolescente de 16 anos no pescoço sem autorização dos pais. Para a Justiça, a tatuagem foi considerada deformidade permanente. Mais do que uma condenação, fica o alerta: responsabilidade não se tatua na pele, mas deveria estar gravada na consciência.

 

Independência de fachada

O Tribunal de Contas de Santa Catarina proclama em propaganda ser “independente e autônomo”. A realidade é outra: em 2024, recebeu R$ 600,7 milhões diretamente do Tesouro estadual, valor equivalente a 1,83% da receita líquida. Ou seja, 100% bancado pelo contribuinte. Publicidade bonita, mas dependência total.

Homenagem a elas

24/03/2025 13h30 | Atualizada em 25/03/2025 13h34 | Por: Voo do Mosca

A Câmara de Vereadores de Braço do Norte realizou, em 10 de março, uma homenagem às mulheres cujos trabalhos têm reconhecido valor coletivo nas áreas social, cultural, econômica, política e esportiva do município. O evento, intitulado “Premiação Mulher Destaque Braçonortense”, é realizado todos os anos. Neste ano, as homenageadas foram Amélia Felippe da Silva, Iracema Kulkamp, Ivanilde Della Giustina, Maria Albertina Tomaz, popular “Nega do Crepe”, e Maria Rosinete Souza Effeting.

Prestação de Contas

O deputado estadual Volnei Weber realiza, no sábado, 29 de março, a partir das 10 horas, uma prestação de contas do mandato e também de divulgação dos planos para 2026. A confraternização acontece na Associação Weber (Afawe), na Estrada Geral do Mar Grosso, em São Ludgero.

Mais voos

A Latam vai ampliar em 71% o seu número de voos em Jaguaruna. Em 24 de junho, a operação da companhia na rota Jaguaruna-Guarulhos passará de 7 para 10 voos semanais e, a partir de 26 de outubro, chegará a 12 por semana. Os voos são realizados com aeronaves Airbus A320 (capacidade para 162 passageiros em cabine Economy e 12 em Premium Economy). Atualmente, em Santa Catarina, a Latam opera 96 voos por semana em Florianópolis (inclusive internacionais), 14 voos em Chapecó, 54 em Navegantes e 7 em Jaguaruna.

 

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