Inicia a formação de nova turma de piscicultores no Sul

Cerca de trinta piscicultores de Braço do Norte, São Ludgero e Grão-Pará participaram, na última segunda-feira, 5 de outubro, do lançamento da primeira turma do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc).
O evento foi realizado no Pesque e Pague Bloemer, em Braço do Norte, em parceria com o Sindicato Rural do município. Ao todo, na região, a ATeG alcança 90 piscicultores atendidos pelo Senar/SC em três turmas (Braço do Norte, Armazém e Santa Rosa do Sul).
De acordo com o Senar, os produtores receberão assistência técnica e gerencial dos profissionais especializados durante dois anos para melhorarem produtividade, manejo, gestão e comercialização. O objetivo do programa é acompanhar a produção, auxiliar os piscicultores no trabalho de campo, além de orientá-los no gerenciamento das atividades e na gestão dos negócios.
A cadeia vem crescendo consideravelmente na região. Já existem três turmas em formação. A ATeG contribui no processo de fortalecimento, preparo técnico e gerenciamento da atividade.
NO ESTADO

Em todo o Estado, a assistência técnica e gerencial tem alcançado resultados relevantes para a cadeia produtiva da piscicultura. A meta, segundo ela, é ampliar o atendimento com a formação de novos grupos no Estado.
O programa acompanha de perto os produtores, capacitando-os sobre os diversos aspectos da cadeia, como manejo e instalação dos viveiros, análise e controle da qualidade da água, alimentação e crescimento dos peixes, além do planejamento gerencial das propriedades. São técnicas que qualificam a produção e melhoram a produtividade.
De acordo com dados da Síntese Anual da Agropecuária Catarinense 2018-2019, elaborada pela Epagri/Cepa, Santa Catarina é o terceiro maior produtor de tilápias do Brasil, ficando atrás do Paraná (123 mil toneladas) e de São Paulo (69,5 mil toneladas). O Estado produz 38.338 toneladas das 50.462 toneladas totais de peixes. A movimentação econômica da piscicultura na última safra alcançou R$ 244 milhões – R$ 177 milhões só de tilápias.
O filé agrega valor à tilápia e gera maior rentabilidade aos piscicultores, o que explica a fatia maior do mercado à espécie. O peixe representa 55,4% da produção nacional e 6,67% da mundial, colocando o Brasil como quarto maior produtor de tilápias no mundo, com 400.280 toneladas.
O estímulo à produção técnica e maior qualificação da atividade são para o dirigente as maiores contribuições do programa ATeG. O programa dá mais segurança aos produtores e fomenta o progresso econômico do setor no Estado. O agronegócio é a principal atividade econômica catarinense e por isso é fundamental criar mecanismos que garantam maior produtividade e renda aos produtores e trabalhadores rurais.


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