segunda-feira, novembro 30Diário online de Braço do Norte

Envolver para educar

Artigo de Aline Patel Tramontin

Acho engraçado a barreira criada por que alguns pais criam para envolver os filhos nas atividades domésticas. Falo por mim. Desde que percebi o desenvolvimento da consciência do Theo em pegar algo e levar até determinado lugar, explorei isso com ele. Por exemplo: “Theo, você já terminou sua mamadeira, podes levar até a pia da cozinha?” – coisa mais fofa ele vai!; “Filho, vamos guardar estes brinquedos? Eu te ajudo. Vamos colocar dentro desta caixa”. E assim segue…
“Theo, pega para a mãe aquelas meias que estão em cima da cadeira?”; “Podes trazer as roupas do cesto e me ajudar a pôr na máquina?” E é lógico, quem aperta o botão do “liga” é ele!
Acreditem, ele ama se sentir útil! Ama saber que faz parte de um sistema e que o sistema precisa da ajuda dele para funcionar.
Com a quarentena, a interação com a casa aumentou. Quando passo pano ele chora que quer passar pano com o Mop. Aspirador de pó, de monstro passou a ser o amigo que limpa a casa. Ah! E quando chega a hora de fazer comida? Ama pôr os ingredientes dentro da batedeira. Ai de mim! Se não for ele quem liga ela! E o bolo?! Tem que ter enfeites colocados por ele! Na hora do macarrão, quem tira do cilindro? Lógico que é ele!
É claro que… uma meia se perde pelo caminho, peças de roupa se espalham do caminho do cesto até a máquina de lavar, sujamos de trigo a cozinha inteira… ocorre que, se eu não tivesse a paciência de pedir para pegar, pedir para ajudar, pedir para limpar, ele nunca entenderia a importância desses pequenos afazeres. Sim, sobra para mim… poderia ser mais rápido se não envolvesse ele.
Em uma palestra no Centro Educacional Balão Mágico de Criciúma, nossa querida psicóloga Vivian Mara Philippi expôs a importância de envolver os pequenos nas atividades cotidianas, e como essas pequenas responsabilidades desdobram-se em autocuidado, independência, socialização, afeto.
Enfim, é este o cidadãozinho que eu quero entregar para o mundo. Alguém com consciência de sociedade, independente e afetuoso.
E aí, tinham noção da oportunidade de aprendizado nestas pequenas situações? Quais os hábitos que as crianças aí desenvolvem?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Folha do Vale