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COLUNISTAS

Janelas de vinho ou “Buchette Del Vino”

12/02/2025 10h15 | Atualizada em 13/02/2025 10h29 | Por: Cláudia Borba
Segundo a Associazione Buchette del Vino, são mais de 150 janelas do tipo espalhadas por Florença e não há coisa similar em qualquer outra cidade do mundo.

Você já ouviu falar nas janelas de vinho?
    No século 17, nos anos 1630, a Peste assolou a Itália e a região de Florença. Em mais uma onda de devastação da peste bubônica, as pessoas precisaram se isolar. Assim, bares e tavernas tiveram de fechar as portas. Mas os italianos daquele tempo pensaram em uma solução criativa para continuar servindo os fregueses sem manter contato físico: eles criaram as buchette del vino, literalmente “buracos de vinho”.
    Eram janelas minúsculas, mas com espaço suficiente para passar um braço e, o mais importante, uma taça. Em desuso há séculos, essas janelas foram reabertas na pandemia. Por toda a  Florença, as janelas de vinhos se tornaram, novamente, a opção dos comércios para servir clientes sem necessidade do contato próximo e, assim, evitar a disseminação do novo coronavírus. 
    Segundo a Associazione Buchette del Vino, são mais de 150 janelas do tipo espalhadas por Florença e não há coisa similar em qualquer outra cidade do mundo. Curiosamente, o fenômeno das “buchette del vino” despertou  grande interesse na internet. As pessoas querem descobrir o uso diário dessas janelas no passado, se elas realmente serviam só como pontos de venda para os nobres que produziam vinho ou se tinham outras funções menos conhecidas.
    Há ainda quem pesquise sobre a lenda de que algumas dessas janelinhas escondem passagens secretas e tesouros não descobertos. Ademais, os turistas estão sempre em busca de listas atualizadas com as localizações precisas destas pequenas peças de patrimônio, para poderem incluí-las em suas rotas turísticas. Importante ressaltar que muitas dessas janelinhas foram restauradas e agora enfeitam restaurantes e bares, onde é possível, inclusive, comprar uma taça de vinho servida através delas, revivendo a tradição secular.
 

Experiência do mês

    Encerrou, neste último domingo, dia 9, a 17ª edição Vindima da Uva Goethe, um evento muito aguardado, que celebra a cultura e a produção de vinhos na região. Nesse período, as vinícolas associadas à ProGoethe - Casa Del Nono, Vigna Mazon, Vinhos Quarezemin, Vinhos Trevisol, Vinícola Bianco e Vinícola De Noni - ofereceram aos diversos turistas e apreciadores de vinhos atividades como degustações, harmonização de vinhos, apresentações musicais, visitas guiadas a vinícolas e entre outras. 

    Os visitantes puderam apreciar não apenas a excelência dos vinhos, mas também a beleza das paisagens locais e a deliciosa gastronomia italiana. No dia 8 de fevereiro, tive uma experiência incrível na Vinícola De Noni, onde participei da “Serata del Vino”, que é uma mistura de história vinhos e música. À noite, começou uma visitação em grupo pela vinícola, que foi uma verdadeira imersão no mundo da vinicultura. Nessa ocasião, pudemos conhecer a história, da vinícola e sua produção, sendo nos apresentada cada etapa do processo de fabricação do vinho, revelando os segredos da colheita das uvas e as técnicas de fermentação e envelhecimento.
     Essa experiência proporcionou um profundo entendimento e apreciação pela arte de produzir vinho, tornando a noite ainda mais especial. Após a visitação na Vinícola, foi o momento da degustação de vinhos, quando foram servidos 5 rótulos produzidos na vinícola: vinho tradicional, goethe, carbenet sauvignion, malbec rose e moscatel. Pudemos fazer análise sensorial que nos permitiu identificar as características dos vinhos, a cor, aromas, sabores e a textura que dá a cada vinho um caráter próprio e sabores únicos. Foi sem dúvidas um momento muito rico realizado na própria vinícola, que é um ambiente aconchegante, acompanhado de uma agradável música e uma deliciosa tábua de frios, deixando essa experiência ainda mais incrível.
    O sucesso da Serata del vino foi um reflexo da riqueza cultural e da dedicação presente na Vindima Goethe, que deixou certamente ótimas memórias em todos os que tiveram o privilégio de prestigiar esse evento lindo!
 

Vamos harmonizar?

Torta de maçã

A torta de maçã é uma sobremesa clássica que encanta com sua combinação perfeita de sabores e texturas. A massa crocante contrasta maravilhosamente com o recheio macio e levemente adocicado das maçãs, que podem ser temperadas com canela e açúcar, criando uma experiência gustativa única. 

Além de saborosa, a torta de maçã também tem seu valor nutricional. As maçãs são ricas em fibras, vitaminas e antioxidantes, que ajudam a promover a saúde digestiva e fortalecem o sistema imunológico. Quando preparada com ingredientes de qualidade e em quantidades moderadas, essa sobremesa pode ser uma escolha balanceada para momentos especiais.
Para fazer uma torta de maçã, serão necessárias 3 maçãs vermelhas descascadas, cortadas em meia lua, regadas com suco de 1/2 limão, 1/3 de xícara de açúcar, quanto baste de canela em pó (opcional), 1 folha de massa pronta gelada (folhada ou filo) e 1/2 colher de manteiga. 
Uma dica de harmonização com a torta de maçã é um espumante Moscatel, elevando ainda mais a experiência gastronômica. Este tipo de espumante, conhecido por seu sabor adocicado e seus aromas florais e frutados, complementa perfeitamente o perfil doce e levemente ácido da torta. A efervescência da espumante ajuda a limpar o paladar, tornando a combinação ainda mais agradável. Sirva a torta levemente aquecida com espumante bem gelado. Será uma experiência inesquecível!

 

Vinho Verde não é verde

02/01/2025 14h20 | Atualizada em 02/01/2025 14h21 | Por: Cláudia Borba

Curiosidade

     Você sabia que os “vinhos verdes” podem ser brancos, rosés ou tintos? O Vinho Verde tem esse nome não por causa da própria cor, mas devido à região onde é produzido e pelo estilo jovem e fresco da bebida. Ele é originário da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, localizada no noroeste de Portugal, onde o clima e o solo dão características únicas aos vinhos.
O termo “verde” faz alusão à juventude do vinho, que geralmente é consumido pouco tempo após a produção, mantendo a frescura, a leveza e a acidez marcante. Esse frescor lembra algo “verde”, em contraposição a vinhos mais maduros ou envelhecidos.

Experiência

Está Chegando

     A Vindima da Uva Goethe foi marcada pelo lançamento de sua 17ª edição em 14 de dezembro de 2024, na Praça Central de Urussanga. Um momento especial para os amantes do vinho, especialmente àqueles que apreciam rótulos leves e frutados, ideais para harmonizar com a rica gastronomia italiana. 
     Já em 9 de janeiro, acontece a colheita simbólica na Pousada Vales dos Figos. Este evento é uma verdadeira experiência cultural, que combina tradição e modernidade, destacando a rica herança italiana, uma celebração que promete encantar os visitantes através da apresentação dos melhores vinhos, frisantes e espumantes com Indicação Geográ¬fica de Procedência Vales da Uva Goethe. 
     Durante a Vindima, visitantes têm a oportunidade de participar de degustações de vinhos, enquanto desfrutam de pratos típicos da culinária italiana, preparados com ingredientes locais. O evento, além de promover o enoturismo, atraindo amantes da culinária local, também fortalece o senso de comunidade entre produtores e visitantes, celebrando a cultura e os sabores da região.

PROGRAMAÇÃO
     De 11 de janeiro a 9 de fevereiro, as vinícolas associadas à ProGoethe - Casa Del Nono, Vigna Mazon, Vinhos Quarezemin, Vinhos Trevisol, Vinícola Bianco e Vinícola De Noni - abrirão suas portas para receber amantes do vinho, oferecendo uma variedade de atrações e programações incríveis. É uma oportunidade única para explorar os sabores dos vinhos Goethe e conhecer de perto as práticas vitivinícolas da região. Não perca a chance de vivenciar este evento que une tradição, sabor e cultura.

Vamos harmonizar?

Salada Caprese
     A Salada Caprese é uma clássica receita italiana, conhecida por sua simplicidade e frescor. A origem deste prato maravilhoso nada mais é que a Ilha de Capri. É refrescante e ideal para ser degustada nos dias de calor. Tradicionalmente, ela é feita com fatias de tomate fresco, mussarela de búfala e folhas de manjericão, e é temperada com azeite de oliva extra virgem, sal e pimenta. Os ingredientes são dispostos de maneira alternada, formando um prato visualmente atraente e delicioso. 
     Para harmonizar com essa receita, a Salada Caprese, com seu equilíbrio perfeito de tomate maduro, mussarela fresca e manjericão, são ideias vinhos brancos leves e frescos, como um Sauvignon Blanc. Com sua acidez nítida e notas herbáceas, eles complementam a frescor do tomate e do manjericão, enquanto respeitam a suavidade da muçarela, deixando esse prato ainda mais delicioso!

Eventos

9 de janeiro – Colheita Simbólica, na Pousada Vale dos Figos, às 9h;
11 janeiro a 9 fevereiro – Vinícolas e restaurantes abrem as portas para apresentar vinhos e gastronomia;
12 e 19 de janeiro – Passeio de Maria Fumaça – Expresso Goethe;
23 de janeiro – Celebração da Missa da Colheita, na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, em Urussanga.

Curiosidade: Uvas salgadas

27/11/2024 16h56 | Atualizada em 27/11/2024 16h59 | Por: Cláudia Borba

     As uvas salgadas, uma técnica antiga romana, envolviam a submersão das uvas no mar como forma de conservação e preparação. Esse método aproveitava o sal natural da água marinha para desidratar as uvas, resultando em um produto com sabor distinto e maior durabilidade. 
     Os romanos, conhecidos por inovar na agricultura e na preservação de alimentos, utilizavam esse método não apenas para armazenar as uvas, mas também para criar um tipo de antepasto ou complemento para suas refeições. A prática também estava ligada à produção de vinhos, onde algumas variedades eram tratadas dessa forma para explorar novas nuances de sabor. 
Inspirado por pesquisas históricas, o enólogo Antonio Arrighi aplicou este método na Ilha de Elba, com a uva Ansonica. As uvas ficam submersas por 5 dias a 10 metros de profundidade, resultando em uma secagem mais rápida e preservação de aromas.
     Esta técnica inovadora promete expandir os horizontes da enologia, unindo tradição e ousadia. Depois de envelhecer (em terra) por um ano, a safra inaugural de 2018, chamada Nesos, foi lançada com apenas 40 garrafas. Segundo o produtor, o “vinho marino” tem o dobro de fenóis de um vinho branco comum. “A aparência é amarela enferrujada, ligeiramente velada, e o aroma sugere frutas brancas maduras, esmalte, verniz e amêndoa, enquanto revela um sabor persistente, complexo e prolongado, extremamente sápido”, disse Arrighi, que pretende comercializar a safra 2019 internacionalmente.

     Experiência do mês

Vamos brindar com Frexenet?

     Estamos no último mês do ano e, se estamos aqui, já temos motivo para comemorar, não é? Sabemos que muitas são as turbulências que encontramos ao decorrer do ano, mas agora é hora de celebrar as conquistas, refletir sobre os desafios superados e renovar as esperanças para o próximo ano. À medida em que nos despedimos de mais um ano, recordamos as vivências e conquistas que nos acompanharam ao longo da jornada. 
Para comemorar, é comum a reunião de amigos e familiares e, nessas ocasiões especiais, não pode faltar o brinde que nos remete às boas lembranças do ano que se finda. Para brindar esse momento, nada melhor que um espumante, que é um vinho festivo que simboliza a celebração e o fortalecimento da união e do amor entre as pessoas.
     Um dos espumantes mais lembrados e que já se tornou um ícone é o Frexenet, reconhecido mundialmente pela sua qualidade e pelo sabor refinado. Seus tipos variados podem ser servidos em taças elegantes, acompanhados de aperitivos, frutas ou sobremesas, são versáteis o suficiente para serem apreciados tanto puro quanto em coquetéis, trazendo um toque de sofisticação a qualquer ocasião. 
     Os espumantes não apenas enriquecem a ocasião com seu sabor delicado e refrescante, mas também criam memórias duradouras. Assim, ao levantarmos nossas taças, brindamos não apenas aos eventos que passaram, mas também aos novos começos que nos aguardam, perpetuando a tradição de celebrar com estilo e elegância.
 

Vamos harmonizar?     

Panzanella

Prato italiano original das regiões de Toscana, consiste numa salada com pão, tomates frescos, pepino fatiado, cebola roxa, pimentão vermelho cortado em cubos, temperado com manjericão, azeite, vinagre, sal e pimenta do reino, entre outros ingredientes.
     O pão usado de costume é do tipo Toscano, preparado sem sal e assado em forno à lenha que pode ser substituído por pão integral. A Panzanella é uma salada deliciosa, perfeita para os dias quentes e sua versão fit é ideal para quem deseja manter o foco na dieta nesse final de ano. Ela pode ser servida como prato principal, pois, além de ser muito gostosa, é leve e nutritiva. 
     Para harmonizar com essa deliciosa salada, nada melhor que um vinho branco leve e frutado. Uma boa opção seria um Sauvignon Blanc, vinho de corpo leve, acidez equilibrada e notas cítricas, que complementam os sabores frescos da salada e equilibram a riqueza do azeite, destacando os sabores deste prato nutritivo.
Com essas dicas e uma receita leve e saborosa, você pode aproveitar as festas de fim de ano de forma mais saudável. Lembre-se de que o equilíbrio é a chave: desfrute das delícias da temporada sem exageros, respeitando seu corpo e sua saúde.
 

 

Rolha: a guardiã do vinho

07/11/2024 16h06 | Atualizada em 08/11/2024 14h02 | Por: Cláudia Borba

    Vocês sabiam que a cortiça, material usado para produção de rolhas para vinhos e espumantes, é derivada da camada externa de um tipo de carvalho chamado de “sobreiro”, muito comum no mediterrâneo e na Península Ibérica? A primeira camada é retirada quando o sobreiro atinge 20 anos e as próximas são de 9 em 9 anos, em média, e a árvore pode viver até 160 anos. A cortiça é leve, flutuante isotérmica, ótimo isolante acústico e altamente moldável, o que faz esse produto natural ser nada mais nada menos que sensacional. Ao longo da história, o homem vem usufruindo de todo o potencial da cortiça. No Egito Antigo, foi material para calçados por sua flexibilidade e maciez. Foi usada em paredes de casas e até como piso, protegendo seus habitantes e lhes dando conforto. Em 1688, o monge Beneditino Dom Perignon inventou o Champagne e, depois de 12 anos apenas, foi o primeiro a vedar a garrafa usando cortiça, substituindo as tampas de madeiras que eram bem menos eficazes. Até os dias de hoje, esse maravilhoso material é usado para guardar os vinhos com qualidade e excelência.

Experiência do mês

A cara da estação

       Já estamos na primavera!  Esta linda estação traz consigo a beleza das flores, temperaturas mais amenas, dias mais longos e mais claros, proporcionando uma atmosfera leve e vibrante. E para complementar melhor essa experiência primaveril, nada melhor que um bom vinho. 
       Uma ótima opção para a estação são os vinhos rosè, que têm como característica seu frescor e versatilidade, tornando-o uma excelente escolha para os dias mais quentes. Sua cor delicada, normalmente um tom entre o pêssego e o rosa claro, já evoca sensações de suavidade e leveza, perfeitamente alinhadas com o espírito da primavera.  
      Além disso, os vinhos rosè são refrescantes, com sabores que podem variar de frutados a florais, dependendo da uva e da região de produção. Uma das grandes vantagens é sua capacidade de harmonização com uma variedade de pratos típicos da estação, sendo uma ótima opção de bebida, que não só complementa a temporada com sua vivacidade e frescor, mas também enriquece a experiência.

 

Um Brinde ao Paris

     O empreendimento Paris, desenvolvido pela ART Empreendimentos, é um edifício de alto padrão que está sendo edificado em Braço do Norte, concebido para oferecer uma experiência de vida luxuosa e confortável. Este projeto inovador, não apenas incorpora tecnologia de ponta em suas áreas comuns e apartamentos, mas também apresenta um exclusivo Wine Bar, destinado a ser um espaço de convivência requintado para seus moradores.

     O Wine Bar, que foi apresentado em recente evento aos novos proprietários e amigos da ART, será um ambiente sofisticado, equipado com lareira e churrasqueira, ideal para receber amigos e familiares em momentos especiais. Em parceria com a renomada vinícola Thera, de São Joaquim, os moradores terão a oportunidade de adquirir vinhos diretamente do fornecedor, garantindo acesso a uma seleção premium. Além disso, receberão dicas de harmonização, enriquecendo ainda mais a experiência gastronômica e vínica. Para fechar, uma produção de vinho está sendo elaborada especialmente para marcar a entrega do empreendimento e cada morador receberá uma garrafa com o rótulo Paris.
     Com sua proposta única, o empreendimento se destaca como uma verdadeira oportunidade de elevar o padrão de viver em Braço do Norte, combinando elegância, conforto e uma conexão especial com o mundo dos vinhos.

 

Eventos

02/11 - Cooking class by Chef Narbal Corrêa, na Vigna Mazon;
03/11 – Festival Enogastronomico - Vales da Uva Goethe & Litoral sul de SC, na Vigna Mazon;
09/11 - Sunset na Vinícola Casa Del Nono;
23/11 – Porchettiamo: mais que um Festival, uma declaração de amor, na Vigna Mazon.
 

Dionísio, o Deus Grego do Vinho

04/10/2024 14h22 | Atualizada em 04/10/2024 14h23 | Por: Cláudia Borba

Dionísio, conhecido na mitologia grega como o “Deus do Vinho”, da fertilidade, das festividades e do êxtase, desempenhou um papel vital na história da vitivinicultura. Para os gregos, o vinho foi criado pelo Deus Dionísio, que teria descoberto a viticultura e se dedicado a ela. Ele é frequentemente associado ao cultivo das videiras e à produção do vinho, simbolizando a transformação e o renascimento. Os rituais dedicados a Dionísio eram momentos de grande celebração e comunhão social. 
Seu culto divulgou não apenas práticas agrícolas relacionadas ao cultivo das uvas, mas também promoveu o uso do vinho em contextos religiosos e sociais. Ao integrar o vinho na vida cotidiana e nas cerimônias, Dionísio ajudou a estabelecer uma cultura de apreciação da bebida que transcendeu gerações, influenciando a evolução das técnicas vitivinícolas e espalhando a prática de beber vinho por toda a Europa e além. A lenda de Dionísio também simboliza a dualidade do vinho, que pode tanto trazer alegria e união quanto caos e desordem, refletindo sua importância e poder na cultura humana.
 

Experiência do mês
Os ninhos de Thira

Tive o privilégio de recentemente conhecer o Thira e, com certeza, este lugar maravilhoso está na lista de sonhos de um grande número de pessoas. Na verdade, Thira é o nome oficial de Santorini, ilha grega, uma das joias do Mar Egeu, famosa não apenas por suas impressionantes paisagens, mas também por sua rica cultura de viticultura. A ilha é conhecida por suas casas brancas com cúpulas azuis, vistas deslumbrantes do pôr do sol e praias de areia vulcânica, mas o que muitos não sabem é que Santorini possui uma tradição vinícola que remonta a milhares de anos.
 

A viticultura em Santorini é marcada pelo cultivo da uva Assyrtiko, considerada a variedade emblemática da ilha. Essa uva é adaptada ao clima árido e ao solo vulcânico, o que confere aos vinhos uma mineralidade única e uma acidez refrescante. O cultivo é feito de maneira tradicional, com as vinhas moldadas em forma de cestos baixos, chamadas de “kouloura”, que remetem a pequenos ninhos protegendo as uvas dos ventos fortes e da intensa luz solar.
Os vinhos de Santorini, especialmente os brancos feitos com Assyrtiko, são muito valorizados, oferecendo uma experiência sensorial única, que reflete o terroir da ilha. Eles são perfeitos para acompanhar pratos de saladas e frutos do mar, que são uma das especialidades do local, apreciados tanto por turistas quanto por sommeliers ao redor do mundo.
A cultura vitivinícola de Santorini é um testemunho da resiliência e criatividade dos seus habitantes, que transformaram um ambiente desafiador em uma tradição rica e saborosa. Visitar a ilha foi uma experiência indescritível, assim como vivenciar sua herança vinícola. Se você tiver a oportunidade conhecer Santorini e de provar um vinho feito com a uva Assyrtiko, prepare-se para uma experiência sensorial única e inesquecível.
 

A viticultura em Santorini é marcada pelo cultivo da uva Assyrtiko, considerada a variedade emblemática da ilha. Essa uva é adaptada ao clima árido e ao solo vulcânico, o que confere aos vinhos uma mineralidade única e uma acidez refrescante. O cultivo é feito de maneira tradicional, com as vinhas moldadas em forma de cestos baixos, chamadas de “kouloura”, que remetem a pequenos ninhos protegendo as uvas dos ventos fortes e da intensa luz solar.
Os vinhos de Santorini, especialmente os brancos feitos com Assyrtiko, são muito valorizados, oferecendo uma experiência sensorial única, que reflete o terroir da ilha. Eles são perfeitos para acompanhar pratos de saladas e frutos do mar, que são uma das especialidades do local, apreciados tanto por turistas quanto por sommeliers ao redor do mundo.
A cultura vitivinícola de Santorini é um testemunho da resiliência e criatividade dos seus habitantes, que transformaram um ambiente desafiador em uma tradição rica e saborosa. Visitar a ilha foi uma experiência indescritível, assim como vivenciar sua herança vinícola. Se você tiver a oportunidade conhecer Santorini e de provar um vinho feito com a uva Assyrtiko, prepare-se para uma experiência sensorial única e inesquecível.

Vamos harmonizar
Horiatiki Salata ou Salada Grega 
A salada grega é um prato clássico e refrescante, ideal para as estações mais quentes. Sua combinação de ingredientes frescos traz um sabor vibrante e autêntico do Mediterrâneo. Mas, vamos combinar, não precisamos ir até a Grécia para nos deliciarmos dessa receita.
Para fazer uma salada grega, não tem segredo! Basta juntar tomate, pepino, pimentão, cebola roxa, orégano, azeitona preta e não esquecer o toque especial do país: queijo feta, que poderá ser substituído por ricota ou outro tipo de queijo branco. 
Azeite também não pode faltar na salada – aliás, em todos os pratos, já que os gregos são os maiores consumidores de azeite do mundo. É muito importante que a salada seja preparada logo, antes de ser servida para que o sabor fresco seja mantido. Uma dica bem grega é utilizar o pão para absorver o caldo no fundo da tigela, que é uma delícia.
Para acompanhar essa salada fresca, o vinho branco grego Assyrtiko é uma escolha perfeita. Com sua alta acidez e notas de frutas cítricas, esse vinho complementa maravilhosamente os sabores da salada, realçando a frescura dos vegetais e a intensidade do queijo feta. A mineralidade do Assyrtiko, especialmente aquele produzido em Santorini, traz uma complexidade que harmoniza deliciosamente com a combinação de ingredientes da salada grega, tornando a refeição ainda mais especial. Aproveite!

 

Eventos
05/10 – Casa Del Nonno Vinhos e Espumantes – Urussanga – Sunset, das 16h às 20h30min
29/10 – Pátio Milano – Florianópolis – Arte e Vinho – às 19h
Todas as sextas-feiras, às 14h e às 16h, e todos os sábados, às 16 horas - Vigna Mazon - Degustação Orientada (reserva antecipada)
 

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