HST quer leitos definitivos para UTI

Hospital de Braço do Norte teria recusado unidades ofertadas pelo Estado

Em meio à pandemia de Covid-19, a certeza para que o setor de Saúde da região tenha a estrutura necessária para atender a demanda relacionada à doença tem sido de grande preocupação, seja de operadores da área, gestores públicos e, principalmente, da população em geral. Por isso, causou inquietação junto à comunidade quando surgiram rumores de que o Governo do Estado teria oferecido a Braço do Norte cinco leitos de UTI para atender os moradores do Vale, mas a direção do Hospital Santa Teresinha (HST) simplesmente não teria demonstrado interesse por conta dos altos custos de manutenção e que, se mantivesse o atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde), a unidade hospitalar “não teria lucro” para cobrir as despesas.

Diretor afirma que desde abril busca apoio para instalação definitiva de UTIs

O diretor geral do HST, Vitor Abitante, entretanto, afirmou para a Folha do Vale que a informação não procede em sua totalidade. Disse que, em abril, quando a pandemia estava em seu início, o hospital apresentou junto à Secretaria de Estado da Saúde um projeto para ampliação e adequação do hospital que poderia abrigar dez leitos de UTI e 20 leitos clínicos. “Naquela ocasião, nós já prevíamos que a procura por leitos hospitalares aumentaria acima do normal. Foi então que apresentamos o projeto para a instalação destes 10 leitos de UTI e de 20 leitos clínicos definitivos. Mas não tivemos uma resposta positiva por parte do governo”, recordou.


Segundo Abitante, passados quatro meses após a proposta, a instalação de leitos de UTI no Santa Teresinha tornou-se inviável. “Hoje, a situação é diferente. Há falta de insumos, de medicamentos para os pacientes de UTI, até mesmo falta de pessoal. Não temos enfermeiros e médicos intensivistas. É necessária toda uma equipe preparada. Itens que não há como suprir neste momento da pandemia. Se tivesse sido aprovado nosso projeto ainda em abril, hoje poderíamos ter esses leitos”, argumenta.


Sobre as manifestações de que o hospital teria sido contra a aquisição dos leitos de UTI porque, pelo SUS, ‘não teria lucro’, o administrador garante. “É verdade que a tabela do SUS está congelada desde 1997 e o valor da diária que ele paga para o leito de UTI é de R$ 1,7 mil, um valor muito baixo, que não cobre o custo total. Mas, mesmo que estivéssemos, digamos, ‘no prejuízo’, estaríamos dispostos a disponibilizar os leitos. Vale lembrar que, para qualquer nova ala ou ampliação de hospital filantrópico, 60% deste novo espaço é obrigatório, por lei, a ser ofertado por meio do SUS. Portanto, é algo que devemos deixar muito claro para a população é que o hospital quer, sim, uma Unidade de Tratamento Intensivo, mas não desta forma”, defendeu. Vitor lembra ainda ques segundo informações, esta UTI proposta pelo Estado teria prazo para fechar. “Queremos uma UTI permanente. Não tem lógica chegar no final do ano e ter que encerar os atendimentos. O que faríamos com os pacientes internados?”, questiona? Questionou.

Projeto será apresentado

O diretor adiantou que, até o próximo mês o HST deverá apresentar à comunidade um novo projeto de ampliação do atual prédio e construção de uma nova Emergência, entre outras alas. “Este projeto está em fase final. A proposta completa e sua viabilidade será apresentada em breve para a imprensa e à sociedade”, finaliza.


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