Medidas foram publicadas no Diário Oficial da União e envolvem problemas de origem, rotulagem e qualidade dos produtos
Anvisa reforça que decisões como essas têm o objetivo de proteger a saúde da população e garantir que apenas produtos em conformidade com as normas sanitárias sejam comercializados no país A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, fabricação e consumo do azeite de oliva extravirgem da marca Terra das Oliveiras. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e se baseia em irregularidades relacionadas à origem do produto e à situação da empresa responsável por sua importação.
De acordo com a Anvisa, o azeite tem origem desconhecida e vinha sendo vendido por meio da loja online Shopee. Além disso, a agência informou que a empresa JJ-Comercial de Alimentos, que aparece no rótulo como importadora do produto, foi extinta, o que inviabiliza qualquer garantia de rastreabilidade e conformidade sanitária. Além do azeite, a Anvisa também impôs restrições à comercialização de outros dois produtos alimentícios: o sal grosso da marca Marfim e o doce de leite em pedaços da marca São Benedito.
No caso do sal grosso Marfim, fabricado pela empresa M. Gomes Praxedes, foi suspenso o lote 901124, produzido em 2024, por ter sido reprovado no teste de teor de iodo, considerado insatisfatório. Segundo a Anvisa, o lote deve ser recolhido do mercado.
Procurada pela Agência Brasil, a empresa M. Gomes Praxedes esclareceu que a determinação se refere exclusivamente ao lote 901124 e informou que ele já foi “devidamente rastreado, com medidas adotadas para segregação e recolhimento, conforme orientações dos órgãos competentes”. A empresa também afirmou que iniciou acompanhamento técnico e jurídico do caso, além de revisar e reforçar os procedimentos de iodação. Segundo a fabricante, uma verificação interna complementar foi realizada para identificar a causa do problema e implementar melhorias no processo produtivo.
Já o doce de leite em pedaços da marca São Benedito, fabricado pela empresa JF Indústria Comércio de Doces e Laticínios, teve sua comercialização, distribuição e consumo proibidos para o lote com data de fabricação de 25 de junho de 2025. Conforme a Anvisa, o produto apresentava duas irregularidades: ausência de identificação do lote e reprovação no teste de ácido sórbico.
O ácido sórbico é um conservante utilizado para evitar a proliferação de microrganismos que causam a deterioração dos alimentos. A presença fora dos padrões estabelecidos ou a falta de controle adequado pode representar risco à saúde do consumidor.
Em nota à Agência Brasil, a empresa São Benedito informou que, assim que foi notificada, colaborou com os órgãos competentes e ajustou seus processos internos. “Tomamos todas as providências necessárias para garantir que cada pote que chegue à mesa do consumidor esteja 100% dentro dos padrões”, afirmou a empresa.
A Anvisa reforça que decisões como essas têm o objetivo de proteger a saúde da população e garantir que apenas produtos em conformidade com as normas sanitárias sejam comercializados no país. Consumidores que tenham adquirido algum dos produtos citados devem interromper o uso e seguir as orientações dos fabricantes ou dos órgãos de vigilância sanitária locais.