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Roda de conversa propõe diálogo e conscientização em Braço do Norte

Novembro Preto: Iniciativa do Movimento Negro BN faz parte de cronograma alusivo ao Dia da Consciência Negra

Braço do Norte - SC, 09/11/2023 12h00 | Atualizada em 10/11/2023 10h48 | Por: Redação
Tenente coronel da PM, Josias Severino e os vereadores Allan Lopes Prudêncio, de Braço do Norte e Caterine Mendes de Santo Amaro da Imperatriz

O Movimento Negro de Braço do Norte (MNBN) promoverá, nesta quinta-feira, dia 9, uma roda de conversa. O evento faz parte do cronograma do Novembro Preto e busca o diálogo e a reflexão a fim de contribuir para a cidadania da população negra local. Ele terá início às 19 horas, na Acivale.

Da roda de conversa, participarão o secretário de Administração e Fazenda de Braço do Norte, Allan Lopes Prudêncio, vereador licenciado; a secretária de Educação de Santo Amaro da Imperatriz, Caterine Mendes, também vereadora licenciada; e o tenente coronel da Polícia Militar, Josias Severino. “O evento é aberto para toda população de Braço do Norte e todas as etnias: negro, branco, índio”, ressalta a presidente do MNBN, Bruna da Silva Maria.

Uma programação está sendo planejada devido à passagem do Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. Em atividade desde 2017, o MNBN é uma associação de ativismo cultural, político e literário, que atua na luta contra o racismo e as desigualdades do povo negro em Braço do Norte. Atualmente, conta com mais de 50 integrantes, incluindo a diretora, que é composta por 10 membros efetivos. 

“O Dia da Consciência Negra simboliza a resistência do povo negro no Brasil, da luta de ser reconhecido como sujeito. Começaremos nosso projeto com uma palestra, momento de aprendizado e representatividade. Na sequência, um encontro para as mulheres, a fim de saudar as nossas ancestrais e lembrar a luta da mulher negra, e finalizaremos com o piquenique musical, um momento de descontração e encontro entre família”, detalha. Todos os detalhes podem ser conferidos pelo perfil @movimentonegrobn no Instagram.

Convidados ressaltam a importância da iniciativa
O tenente coronel da PM, Josias Severino, comenta que foi uma honra ser convidado a fazer do evento. “O mundo todo - e nosso país não é exceção - precisa evoluir em diversas áreas, e a discriminação racial e social é uma delas. Por isso, evento como estes dão visibilidade ao problema e proporcionam alternativas para todos que, de alguma forma, se veem afetados por ele. Além disso, é uma forma de discutirmos avanços e corrigirmos rumos para alcançarmos o objetivo de uma sociedade mais justa e igualitária”, defende.

Da mesma forma, a secretária Caterine Mendes, que é natural de Braço do Norte e foi a única mulher negra eleita na Grande Florianópolis, ressalta a importância de ações que promovem a valorização e o respeito pela diversidade cultural. “Elas contribuem para o combate ao preconceito e estereótipos e para fortalecer a identidade e autoestima das pessoas de várias ascendências”, afirma ela. “Acredito que ter sido a única vereadora mulher negra eleita é inspirador e representa um avanço na representatividade política, mostrando que é possível quebrar barreiras e ocupar espaços de poder mesmo diante de desigualdades e discriminação”, avalia.

Para o secretário Allan Lopes Prudêncio, a sociedade e o poder público precisam caminhar em conjunto nas ações e programas voltados para a diversidade de etnias. “O mês de novembro retrata o povo preto, que celebra os povos originários, vindos do continente africano, escravos de nascença. Essa história precisa manter-se viva na memória das pessoas, precisa ser ensinada na educação regular, para que se possa compreender a realidade atual. O acontece hoje é ainda reflexo de um passado cruel. Nosso trabalho hoje é para equilibrar essa balança, é pela equidade e liberdade. Isso só será possível, com a participação da sociedade ao lado do poder público. Não existe outro caminho, só as pessoas podem mudar a realidade”, argumenta.

Desafios nesta jornada
Apesar dos avanços, a presidente do MNBN comenta que alguns desafios ainda são encontrados diariamente. Por isso, é fundamental a união visando o diálogo e a conscientização visando o combate ao racismo. “O maior desafio que temos é a adesão, pois o trabalho do MNBN é totalmente voluntário, então é difícil conseguirmos pessoas que se dediquem com o trabalho. Também percebemos como desafio a dificuldade de falar sobre o assunto, pois, aqui na cidade, as pessoas ainda têm a ideia de que o racismo não existe ou, quando tocamos no assunto, estamos nos colocando no lugar de vítimas, diminuindo a importância do MNBN”, aponta.

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