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Remédio para a alma

Por Robson Sombrio

De vez em quando, o único remédio é sair de cena. Ficar em silêncio. Aprender a ser ausência quando tudo já foi dito, falado e escrito.

A felicidade não se encontra em farmácia. Ela não vem em cápsulas nem em pílulas mágicas. Os verdadeiros remédios para a alma estão nas coisas simples: um abraço sincero, um sorriso inesperado, uma oração feita com fé, a calma de um pôr do sol.

Se você tem um lar para voltar, comida na mesa e pessoas para compartilhar a vida, agradeça. A gratidão é um dos remédios mais poderosos que existem.

É preciso persistência — e também insistência — para ser feliz. A felicidade, às vezes, bate à porta como um cavalo encilhado: aparece, vai embora, retorna... Mas cabe a nós estarmos prontos para recebê-la.

Qual é o melhor remédio para a alma? Talvez o tempo, que ensina. Talvez o silêncio, que cura. Talvez a esperança, que fortalece. Talvez o perdão, que liberta. Cada um age em nós de uma forma única, trazendo alívio e renovação.

Não precisamos de fórmulas mágicas. O segredo está em aceitar as emoções — sejam alegrias ou tristezas — e aprender a colher prazer nos instantes mais simples do cotidiano.

A felicidade é, no fundo, saber lidar com a fragilidade e a beleza da vida.

E se hoje você parou para ler este texto, talvez já tenha tomado um dos melhores remédios para a alma: a palavra compartilhada.

 

Robson Sombrio
Robson Sombrio

Psicólogo (CRP 12/05587) e autor de vários livros de autoajuda.

@robsonkindermannsom

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ROBSON SOMBRIO