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Lições de Vida que Aprendi no Paraguai

Por Robson Sombrio

O Paraguai é um destino surpreendente que vai infinitamente além das compras e do caos de Ciudad del Este; é um lugar onde a vida simplesmente acontece com uma intensidade única. Tive o privilégio de desembarcar lá em um momento mágico: um dia após o país quebrar um jejum de 16 anos e vencer a Turquia por 1 a 0 na Copa do Mundo. A cidade inteira falava alto, transbordando uma alegria contagiante. Nas ruas, nas lojas, cada atendente exibia orgulhosamente a camisa estampada no peito. Mesmo sabendo que eu era um estrangeiro, era impossível não ser tocado por aquela atmosfera. Fiquei genuinamente feliz por eles, porque ali percebi que o futebol era o combustível que unia e celebrava a alma daquele povo.

Andar por aquelas ruas me deu a sensação exata de estar dentro de uma cena de filme. Viver ou estar em uma fronteira é testemunhar o contraste puro da humanidade: o tempo todo você cruza com gente muito educada e também com gente malcriada, tudo misturado em uma cidade que não para de crescer. Foi observando esse movimento que me veio uma das maiores lições dessa viagem: a vida real não é como um jogo de palavras cruzadas, onde cada peça se encaixa perfeitamente no final. A vida é dinâmica, imperfeita e imprevisível, e a sua verdadeira beleza está justamente em aprender a navegar por essa imensidão de caminhos e contrastes.

Ao contrário de muitos que reduzem o Paraguai à "muamba", eu enxerguei ali uma riqueza histórica fascinante e uma beleza singular, que se estendia até o céu com arco-íris em Foz do Iguaçu. Para deixar tudo ainda mais especial, encontrei por lá um pub de rock que carregava o nome do meu pai, Zepi — uma daquelas sincronicidades que aquecem o coração e dão um sentido profundo à jornada. Durante o trajeto, fiz questão de ser o melhor passageiro possível. Conversei com motoristas, perguntei sobre suas vidas, compartilhei a minha, ri e chorei. Afinal, viajar de verdade é se desarmar para o outro e entender que cada nova cidade, cada esquina sob sol ou chuva, guarda uma oportunidade de conexão humana.

Essa viagem foi leve, inesquecível e moldada por boas conversas e companhias que fizeram toda a diferença na estrada. Ver novas cidades e desbravar lugares diferentes se tornou uma experiência muito mais rica por causa de quem estava ao meu lado guiando o caminho. Por isso, fica aqui o meu agradecimento e o meu "até breve" para os meus grandes condutores nessa jornada de descobertas e aprendizados: valeu, Jair (Jajá), e valeu, Emerson (Mano)!

Robson Sombrio
Robson Sombrio

Psicólogo (CRP 12/05587) e autor de vários livros de autoajuda.

@robsonkindermannsom

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ROBSON SOMBRIO