O café servido na casa do deputado estadual Volnei Weber (MDB), em São Ludgero, no último sábado, 9 de maio, teve muito mais do que quitutes na mesa. A visita do senador Esperidião Amin (PP) reuniu praticamente toda a família do parlamentar, esposa, filhos, netos, pais, nora e genro, mas o principal ingrediente da conversa foi política. E política de alto escalão.
Nos bastidores, ganha força a possibilidade de Volnei Weber integrar a chapa de Amin como suplente ao Senado. O movimento não surge por acaso. Volnei já anunciou que não disputará a reeleição para deputado estadual e declarou apoio ao delegado Jorge Koch como seu sucessor político na Assembleia Legislativa. Isso abre espaço para um novo posicionamento no tabuleiro eleitoral catarinense.
Ser suplente de senador pode parecer discreto para quem vê de fora, mas politicamente é uma construção estratégica. Mantém influência, amplia articulações e posiciona o nome para futuras disputas. Amin, experiente como poucos, sabe exatamente o peso que uma composição regional forte pode ter em uma eleição estadual.
No fundo, o encontro mostra algo típico da política catarinense: muitas decisões importantes começam longe dos palanques, em conversas reservadas, ao redor de uma mesa de café.

De tudo um pouco
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