A política de Gravatal ganhou novos contornos com a posse de Rafael Fernandes Pitoko na presidência do diretório municipal do PSD. Depois de três mandatos como vereador e atualmente secretário de Planejamento, Pitoko deixa o PSDB para assumir a missão de estruturar a sigla no município. O evento de homologação da executiva também marcou a filiação de cerca de 50 novos integrantes, sinal claro de que o partido busca musculatura para os próximos ciclos eleitorais. Ao lado dele estão Eder Mota Marcos como vice-presidente e Álvaro José Medeiros Júnior, ex-vice-prefeito, como presidente de honra. A presença do deputado estadual Julio Garcia e do articulador regional Beto Kuerten Marcelino mostra que o movimento tem respaldo estadual. Em política, ninguém organiza partido sem olhar para o futuro — e esse futuro, evidentemente, passa pelas próximas eleições.
Trânsito e bom senso na Floresta
A indicação apresentada pelo vereador Ramiris Vieira Nazário, o Biga, chama atenção para um problema bastante comum nas cidades que crescem sem planejamento viário proporcional. Na Rua Manoel Pedro Maia, no bairro Floresta, em Braço do Norte, o estacionamento dos dois lados acaba criando gargalos, especialmente em dias de chuva, agravando ainda mais o trânsito nas proximidades da Escola Municipal João Batista da Silva. A sugestão de implantar estacionamento apenas de um lado da via, no sentido da Rua Padre João Bosco, parece simples, mas pode trazer impacto significativo na fluidez e na segurança. Às vezes, pequenas mudanças de organização urbana resolvem problemas que se arrastam por anos.
Ver bem para aprender melhor
A proposta do vereador Rogério Uliano Rohden de criar um Programa Anual de Saúde Visual Infantil em Braço do Norte merece atenção. A ideia é garantir exames oftalmológicos e, quando necessário, a entrega de óculos para crianças de zero a seis anos. O argumento é claro: muitos problemas de aprendizagem começam, simplesmente, porque a criança não enxerga bem. E quando o diagnóstico demora, o prejuízo educacional e emocional pode acompanhar o aluno por toda a vida escolar. Programas de triagem precoce são comuns em sistemas educacionais mais estruturados e costumam gerar impacto positivo direto no desempenho escolar. Investir na visão das crianças, neste caso, é literalmente ampliar as possibilidades de futuro.
Planejar ouvindo quem vive a cidade
A Prefeitura de Gravatal começa em março uma série de oficinas comunitárias para discutir o planejamento do município. A proposta é reunir moradores de diferentes regiões para ouvir demandas, identificar problemas e construir diretrizes para o desenvolvimento econômico, social e ambiental da cidade. A iniciativa, se bem conduzida, pode fortalecer a participação popular e aproximar o planejamento da realidade local. Muitas vezes os planos são feitos dentro de gabinetes; ouvir quem vive o dia a dia das comunidades pode evitar erros e apontar soluções mais realistas. Planejamento participativo não resolve tudo, mas certamente ajuda a tomar decisões mais acertadas.
A partir de janeiro, os consumidores da Casan passam a pagar 4,21% menos nas tarifas de água e esgoto. Não é um corte que muda a vida financeira das famílias, mas chega em um momento simbólico: depois de anos de aperto e de reajustes represados na pandemia, a redução sinaliza algum alívio. O discurso da companhia aponta reorganização administrativa, equilíbrio financeiro e investimentos robustos. Mais de R$ 670 milhões só em 2025. O dado positivo é esse: contas em ordem e capacidade de investir. O desafio, como sempre, é fazer com que essa solidez se traduza também em melhoria perceptível nos serviços, especialmente para quem paga a conta todo mês.
Usado perde valor, comprador agradece
A desvalorização dos carros usados em Santa Catarina voltou a acelerar em dezembro, acima do ritmo nacional. Para quem pretende vender, a notícia não é das melhores. Para quem quer comprar, pode ser uma oportunidade. O dado revela um mercado mais cauteloso, com consumidores segurando decisões e negociando mais. Também mostra que o setor automotivo ainda sente os reflexos do crédito caro e da incerteza econômica. No fim das contas, o carro continua sendo necessidade para muitos, mas o consumidor está mais atento e menos disposto a pagar qualquer preço.
Universidade gratuita exige atenção redobrada
O novo edital do Programa Universidade Gratuita no Unibave, de Orleans, abre uma porta importante para quem sonha com o ensino superior. Mas é bom deixar claro: não basta se inscrever. A leitura atenta do edital e o envio correto da documentação fazem toda a diferença entre participar ou ficar pelo caminho. O programa é meritório, amplia o acesso e muda trajetórias, mas também exige organização e responsabilidade do candidato. Informação, nesse caso, é tão valiosa quanto a vaga.
Carnes catarinenses no topo do mundo
Santa Catarina fechou 2025 com números históricos na exportação de proteínas animais. Cresceu em volume, cresceu em valor e consolidou sua posição como protagonista nacional. Não é pouca coisa em um cenário internacional cada vez mais exigente e competitivo. O resultado mostra eficiência produtiva, sanidade reconhecida e capacidade de atender mercados rigorosos. Mais do que orgulho, os números reforçam o peso do agronegócio catarinense na economia do Estado e o quanto ele sustenta empregos, renda e arrecadação.
Exportar mais, apesar dos obstáculos
As exportações catarinenses bateram recorde mesmo com barreiras sanitárias, tarifas e um cenário global pouco favorável. Isso não acontece por acaso. A diversificação de mercados e a força de produtos estratégicos explicam boa parte do resultado, assim como a retomada da economia argentina, que voltou a comprar mais de Santa Catarina. O destaque para bens intermediários revela algo importante: nossa indústria não exporta apenas produto final, mas integra cadeias produtivas regionais. É um sinal de maturidade industrial que merece atenção e preservação.
Turismo nacional segura o caixa
No litoral catarinense, quem manteve bares e restaurantes cheios no fim de ano foi, principalmente, o turista brasileiro. Os argentinos continuam presentes, mas em menor intensidade do que no ano passado. O dado revela uma mudança de perfil e reforça a importância do mercado interno para o setor. Apostar apenas no turista estrangeiro é arriscado; valorizar o visitante brasileiro, investir em experiência e atendimento, parece ser o caminho mais seguro para 2026. Afinal, quando o cenário externo oscila, é o turista de casa que sustenta o movimento.
A indicação aprovada na Câmara de Braço do Norte chama atenção para um problema que muitos motoristas já conhecem: o gargalo de trânsito em frente ao cemitério, na Rua Irineu Bornhausen. Com fluxo constante de veículos de grande porte, o estacionamento no local acaba comprometendo a fluidez e elevando os riscos. A proposta de proibição de estacionamento, aliada à sugestão de alterar o acesso principal do cemitério em dias de sepultamento, aponta para uma solução simples, técnica e preventiva, daquelas que organizam a cidade sem grandes intervenções.
Autonomia catarinense em pauta
Nas últimas semanas, o governo de Santa Catarina adotou decisões que reforçam uma postura de autonomia administrativa. Ao barrar a entrada da tilápia importada do Vietnã, com base em pareceres técnicos da Epagri e da UFSC, e ao manter a ampliação das escolas cívico-militares no Estado, o governador sinaliza prioridade a critérios locais e técnicos. Concordâncias à parte, o movimento mostra um Estado que assume suas escolhas e sustenta seus modelos, especialmente quando já apresentam adesão significativa da população.
Quando tradição e bom senso se encontram
A comparação entre os preços da Oktoberfest de Munique e da Festa Pomerana de Pomerode chama atenção, e agrada. Além de valores bem mais acessíveis, a edição 2026 da festa catarinense aposta em uma ideia simples e inteligente: incentivar o uso de canecos reutilizáveis, oferecendo mais chope pelo mesmo preço. O resultado combina sustentabilidade, economia e uma lembrança que o visitante leva para casa. Um exemplo de que dá, sim, para valorizar a cultura sem pesar no bolso, e ainda cuidar do meio ambiente.
“Como nascem os heróis”, da TV Brasil, que estreia no dia 4, tem apresentação de Rita von Hunty Anita Garibaldi está entre os personagens retratados na nova série “Como nascem os heróis”, da TV Brasil, que estreia no dia 4, com apresentação de Rita von Hunty. Os dez nomes escolhidos fazem parte do livro “Heróis da Pátria”, preservado no Panteão da Pátria, em Brasília. Serão dez episódios, cada um com cerca de 26 minutos, dedicados à trajetória dessas figuras históricas.
Avanço no amparo ao consumidor
Entre os projetos do Executivo que começam a tramitar na Assembleia Legislativa, está a criação do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor de SC. A proposta busca transformar o Procon, hoje regido por decreto, em uma política de Estado, com legislação própria e um fundo destinado a custear ações de defesa do consumidor. Outra medida em debate é voltada às pessoas com deficiência, estimadas em 447 mil no Estado. O objetivo é fortalecer os conselhos municipais, hoje em grande parte fragilizados: dos 118 existentes, apenas 80 funcionam plenamente. Uma das soluções estudadas é a criação de um fundo específico para garantir recursos permanentes e políticas públicas efetivas.
Bolsonaros e a resistência catarinense
O jornal “O Globo” voltou a criticar a família Bolsonaro. Em sua newsletter semanal, o editor de Política Thiago Prado destacou a dificuldade de Carlos Bolsonaro em consolidar sua pré-candidatura ao Senado por SC. Segundo o texto, a família acredita que o Estado, onde Bolsonaro obteve 69% dos votos em 2022, seguirá alinhado. O jornal cita ainda o desempenho de Jair Renan, eleito o vereador mais votado de Balneário Camboriú, mas que enfrenta resistência da classe política local. Em discussões recentes, foi chamado de “Tiririca de Balneário Camboriú” pelo presidente da Câmara, Marcos Kurtz, e recebeu críticas da prefeita Juliana Pavan (PSD), que afirmou que ele “precisa ler mais”. O jovem também virou alvo de piadas após usar o termo errado “cidadões” em um vídeo.
Cenário para 2026
Pesquisa divulgada ontem pela Futura Inteligência indica que, se as eleições para governador fossem hoje, Jorginho Mello venceria no primeiro turno. No principal cenário avaliado, ele aparece com 47,2% das intenções de voto, à frente de João Rodrigues (14,2%), Décio Lima (11,9%), Adriano Silva (6,6%), Marcos Vieira (1,5%), Antídio Lunelli (1,3%) e Afrânio Boppré (1,2%).
Panorama nacional
Para a Presidência da República, a mesma pesquisa mostra Lula em desvantagem em todos os cenários de segundo turno. Contra Tarcísio de Freitas seriam 28,6% x 59,3%; contra Ratinho Junior, 27,1% x 59,8%. Diante de Ronaldo Caiado, Lula aparece com 28,2% x 52,6%. Michelle Bolsonaro teria 58,8% x 29,6% do petista. Em outra simulação, Romeu Zema aparece com 49,7% x 30%, e Jair Bolsonaro venceria Lula por 60,2% x 28,7%.
Imposto de Renda: quem deixa de pagar
As mudanças anunciadas no Imposto de Renda terão impacto direto para mais de um milhão de catarinenses. O Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal estima que 702,6 mil pessoas com renda mensal de até R$ 5 mil ficarão isentas a partir de 2026, e outras 307,2 mil, que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil, terão descontos progressivos. Hoje, cerca de 725,3 mil contribuintes em SC já não pagam IR. Com as novas regras, o número de isentos praticamente dobra, chegando a 1,42 milhão.

Após quatro anos afastada da TV, Carolina Kasting retorna em grande estilo no filme Estrelas fluorescentes. O cinema nacional agradece. Ela faz falta, e sua volta reforça a qualidade do que é produzido em Santa Catarina e no Brasil. Nascida em Florianópolis em 12 de julho de 1975, é uconhecida por seus trabalhos como atriz, fotografia conceitual, poeta e artista plástica. Ao longo de sua carreira, destacou-se em diversas novelas de sucesso.
Educação financeira ou dívida eterna?
A Ordem dos Economistas de Santa Catarina tem razão em insistir na criação da Semana Estadual da Educação Financeira. O dado é escandaloso: 43% dos adultos brasileiros, 72 milhões de pessoas, estão inadimplentes. A verdade é dura: salvo exceções, falta cultura de planejamento. Sem educação, o país vai continuar produzindo devedores em série.
Santa Catarina nada contra a maré
Enquanto Rondônia tem 35% de sua população ocupada vivendo como autônomos, Santa Catarina aparece na outra ponta, com apenas 2,2%. O motivo? Simples: sobram vagas formais e falta qualificação. Não se trata de “vocação empreendedora”, mas da ausência de preparo para ocupar o que o mercado oferece.
A festa que Joinville não poderia perder
A Fenachopp volta depois de anos. Não é apenas cerveja e bandas típicas — é cultura, é identidade de Joinville. De 25 de setembro a 5 de outubro, a cidade resgata uma tradição que faz falta. Que essa retomada seja definitiva.
A ousadia das microcervejarias
Em tempos de modismos, seis marcas catarinenses ousaram criar uma cerveja sem álcool exclusiva para o festival de Pomerode. Não é só novidade: é sinal de maturidade de um setor que sabe que inovação é o segredo para se manter relevante.
Carro elétrico não cabe em qualquer garagem
A decisão da Justiça de suspender carregadores de veículos elétricos em um condomínio de Florianópolis é um alerta. Sustentabilidade não pode atropelar a segurança. Sem infraestrutura adequada, a tecnologia vira risco — e risco de incêndio em garagem subterrânea não é detalhe.
Água é direito, não favor
Demorou cinco anos, mas o STF precisou dizer o óbvio: parque temático tem que oferecer água de graça. A decisão, que nasceu em Santa Catarina, deveria ser estendida a todos os espaços públicos de lazer. Cobrar por água é lucrar em cima de uma necessidade vital.
O jurado que atrapalhou a Justiça
Em Palhoça, um julgamento precisou ser anulado porque um jurado resolveu falar mais do que devia. Violou a incomunicabilidade e contaminou o processo. Resultado: multa, nova data e dinheiro público desperdiçado. Prova de que, no tribunal do júri, responsabilidade pesa tanto quanto a sentença.
O que está por trás da ameaça?
A operação da Polícia Civil que apurou ameaças de morte contra o governador Jorginho Mello deixa uma pergunta no ar: qual a real motivação? Em tempos de política tóxica, a resposta pode surpreender — e talvez mostrar que ódio não é discurso, mas prática criminosa.
O cadastro que assusta
A deputada Julia Zanatta está certa em desconfiar do Cadastro Imobiliário Brasileiro. Oficialmente, ele serve para combater a sonegação. Na prática, é mais uma porta aberta para o governo controlar valores e impor tributos sem debate. O risco não é o cadastro, é o uso político que pode ser feito dele.
Autismo precisa de dados, não discursos
A iniciativa da Alesc de mapear pessoas com autismo é histórica. Sem números, políticas públicas não passam de discursos vazios. O apoio da Acafe reforça a seriedade do projeto. Que vire referência para outros estados.
“Grau” com responsabilidade
A prática de levantar a roda da frente da bicicleta ou moto virou febre em Santa Catarina. O problema é que virou também caso de hospital. O projeto do deputado Minotto, que incentiva a prática esportiva do “grau” com segurança, é uma boa ideia: se não dá para proibir, que ao menos se discipline.
Manezinhos sem fronteiras
O grupo Manezinhos já visitou 45 países usando o futebol como passaporte para amizades e experiências culturais. Agora vão para Espanha, Itália e Portugal. Desde 1998, já jogaram 76 partidas internacionais. Prova de que o espírito esportivo e a camaradagem podem ser mais fortes que qualquer fronteira. O empresário de Braço do Norte, Olímpio Prá, agora aposentado, acompanha o grupo.

De tudo um pouco
Jornalista, escritor e risoterapeuta. Criador da técnica RYT - Gestão do Humor. Mistura de palavras em uma salada de informações.