Vinholi: uma contabilidade familiar

Com nova sede em Braço do Norte, empresa de 35 anos está há 10 anos no Vale

Com 35 anos de história, a empresa fundada pelas irmãs Jucélia e Rozita Vinholi, inaugurou nesta quinta-feira, à noite, as novas instalações de sua filial em Braço do Norte. O escritório está localizado na Avenida Felipe Schmidt, 925, próximo ao INSS.
Antes da inauguração, Jucélia Vinholi, acompanhada da filha e sócia Mariana Vinholi, e de Yandra Rosa, João Lucas Heckert, que representam os colaboradores do escritório, participaram do Café da Folha oferecido pela Panificadora Nack. Contaram um pouco da história da empresa, que tem mais de três décadas, e há 10 anos está atuando na região do Vale. Confira como foi a conversa.

 

Como surgiu a Contabilidade Vinholi Consultoria e Assessoria?
Jucélia Vinholi – Sou a sétima filha de dez que nasceram no interior de Camboriú. Quando tinha cinco anos de idade, meus pais mudaram com a família para o Centro da cidade o que me deu a oportunidade de estudar, diferente dos meus irmãos mais velhos, que tiveram que ficar na agricultura. Acompanhada da minha irmã Rosita, também formada em Ciências Contábeis, começamos a trabalhar em 1980 e, somente quatro anos depois, abrimos formalmente o escritório de contabilidade. Sempre trabalhamos com grandes empresas, com uma atenção especial aos supermercados. Como me via preocupada com as constantes mudanças da lei, e a necessidade de saber interpretar da forma mais correta possível estas atualizações, decidi estudar Direito, e me formei em 1997.

Como a Vinholi chegou a Braço do Norte?
Jucélia – Chegamos à região no final de 2008, através de uma empresa familiar, que eu ainda presto serviço em Florianópolis, que possuía familiares na região que também possuíam supermercado e necessitava de auxilio especializado na área. Eu vim para dar um apoio e acabei iniciando o serviço na empresa. Como fizermos um bom trabalho, nossa fama se espalhou e, em poucos meses, fomos procurados por outros estabelecimentos de Braço do Norte e de São Ludgero.
Mariana Vinholi – Hoje, aqui no Sul, já atendemos clientes de Jaguaruna, Gravatal, Capivari, Imbituba, Tubarão, Rio Fortuna, Treze de Maio, Siderópolis, Içara e Criciúma. Todos mercados de médio a grande porte.

Porque vocês são chamados?
Jucélia – Não somos meros fazedores de guias. Nossa família se dedica à contabilidade. Tem uma paixão pela contabilidade. A gente trabalha a contabilidade na essência. Faz com que ela seja uma ferramenta, de gerenciamento. Para que o empresário possa tomar as melhores decisões baseados em dados reais.

Vocês poderiam dar um exemplo prático de como atuam?
Jucélia – A gente é especialista em contabilidade com lucro real. Na época que entramos aqui na região, ninguém praticava esta modalidade. Existiam, então, muitas empresas que não sabiam aproveitar os benefícios da lei. Alguns, chegaram a ter problemas com o fisco por não aplicar corretamente o que determinava a lei. Por eu ser advogada e especializada em Direito Tributário, consigo ensinar com toda a propriedade o que manda a lei.
Mariana – Os empresários começavam a ver que, andando com retidão na lei, passaram a lucrar mais e não correr o risco de serem multados.
João Lucas Heckert – A partir daí, ele pode ter um sono tranquilo, por saber que tem uma equipe especializada cuidando do negócio dele.

Vocês vieram primeiramente para São Ludgero?
Jucélia – Para facilitar o atendimento aos clientes da região sul e como apareceram novos clientes na região, em 2009, abrimos a nossa filial em São Ludgero, pois o nosso cliente principal tinha sua sede naquela cidade. Porém, em 2014, mudamos para Braço do Norte. Agora, em 2019, ampliamos e mudamos de endereço. Estamos situados na Avenida Felipe Schmidt, bem próximo do INSS.

Porque vir para Braço do Norte?
Mariana – Decidimos nos estabelecer e permanecer em Braço do Norte por reunir mais clientes e ser a sede da comarca do Vale. Em Braço do Norte, temos a Secretaria da Fazenda, Fórum, Regional da Polícia Civil e a defensoria, com Ministério Público, órgãos que constantemente precisamos consultar.

Vocês atendem apenas supermercados?
João Lucas – Não! A gente trabalha também com empresas pequenas, aquelas inscritas ou optantes pelo Simples Nacional. Temos um profissional especializado nesta área também. Trabalhamos com a indústria e o comércio também. Nossa empresa tem seis contadores e dois graduandos em contabilidade.

Falem um pouco sobre a equipe.
Jucélia – Ao todo, nossa equipe é composta por 20 profissionais na matriz e na filial. A Vinhole é uma empresa familiar. Trabalham ao meu lado e da minha irmã nossas duas filhas, duas netas, sobrinhos e afilhados. Quem não é, se sente da família. Já estamos na terceira geração. Sempre digo que nosso slogan é: nossa família trabalhando para a sua família.

Muitos empresários até evitam trabalhar com parentes por acharem que podem misturar problemas pessoais, familiares, com a empresa. Como vocês encaram isso?
Jucélia – Isso acontece. Mas como superamos bem esta fase, utilizamos isso a nosso favor. Quando a gente chega em um cliente, a gente procura saber o que eles estão sentindo. Procuramos identificar onde está o problema. Às vezes os problemas estão nas questões pessoais, familiares, conflitos entre pai e filhos, irmãos… Como nos aproximamos, buscamos ajudar. Temos esta experiência porque a gente trabalha em família. Para ter uma ideia, quando iniciamos o trabalho aqui na região, ficávamos nas casas dos clientes. Nos sentimos até hoje da família.

Vocês estão constantemente na região?
Mariana – Estamos, praticamente, todas as semanas aqui. É difícil minha mãe ou eu não virmos para cá. Nos últimos meses reestruturamos e fortalecemos a equipe, além de realocarmos profissionais especializados da matriz aqui para Braço do Norte. Sabemos do potencial e das necessidades da região.

Qual o principal alerta que vocês fariam neste momento para o empresário?
Jucélia – A mudança da legislação, a incerteza da economia, cada semana muda alguma coisa na lei. Com estas mudanças constantes de impostos, principalmente estadual, o cliente pode perder muito. Ele compra com uma alíquota de imposto e vende com outra. Isso exige uma atenção redobrada do escritório de contabilidade. Uma das principais virtudes de nossa equipe é de sermos tão procurados.

Você poderia dar um exemplo destas mudanças?
Jucélia – A tributação da cesta básica, por exemplo. Estas mercadorias que faziam parte da cesta básica eram tributadas com 7% do ICMS. Desde que o novo governo assumiu, alguns produtos foram tirados desta lista, o que onera o preço final do produto. Se o contador não está atento em comunicar e orientar o cliente, ele terá prejuízo ao pagar um imposto maior, tendo menos lucro. A pessoa que compra o arroz. A margem é mínima. Para você ter uma ideia, o imposto de 7% caiu. Foi a 12%, depois caiu para 9%. E voltou, um mês depois, para 7%. Imagina o empresário ter que estar atento a isso. O mesmo aconteceu recentemente com as aves e suínos produzidos em Santa Catarina. Era 7%, foi para 12%, e o governo estadual anunciou esta semana a volta para 7%.


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