Vereador diz que foi pressionado para dar aumento

“Sempre fui contra, agora sobrou pra mim”, desabafa Torrado

 

O presidente da Câmara de Vereadores de Braço do Norte, Celso Onei Martins, o “Torrado” (PTB), disse na manhã de sexta-feira, 28 de fevereiro, na Rádio ACB FM, que foi pressionado pelos servidores do Legislativo para reajustar os seus salários. O aumento chegou a ser discutido e entrar em pauta e previa de 8% a 48% de reajuste para os funcionários.

O projeto de lei assinado pela mesa diretora da Câmara iria à votação em sessão extraordinária na última quinta-feira, 27 de fevereiro, mas foi retirada minutos antes. “Eu fui contra. Todos sabem. Eu não queria colocar este projeto em votação. Mas, lá na Câmara, em uma reunião com mais de 30 pessoas, entre vereadores e servidores, fui convencido a colocar o projeto na pauta de votação”, defende-se o presidente. “Agora sobrou pra mim. Na hora de aumentar o salário, todos aceitaram, agora não assumem”, desabafa, ao revelar que está recebendo até mesmo ameaças de morte. “Estou com receio de sair de casa. Estão me ofendendo pelas redes sociais, mas quero dizer que ninguém vai se arrepender de ter me eleito vereador e nem presidente da Câmara”, disse o vereador ao afirmar que nos últimos três anos só recebeu elogios por seu trabalho. “Agora que parei de sentar no colo do prefeito Beto [Marcelino], começo a receber um monte de críticas”, ressalta o vereador, acreditando que tenha o dedo da Administração por trás de todas as críticas polêmicas. “Depois que anunciei que serei candidato a presidente da Cerbranorte, deixei se der bom para meus adversários”, acrescenta.

A convocação dos vereadores para a sessão extraordinária foi divulgada pela Folha do Vale através das redes sociais e causou grande repercussão na cidade. O projeto de aumento para os servidores estava na pauta, mas foi retirado e vai a análise, novamente, do setor jurídico da Câmara. “Parece que tem alguma coisa que não é legal. A assessoria nos avisou ontem à tarde e este assunto nem entrou em discussão na sessão”, esclarece o vereador Israel de Souza (MDB) também em entrevista. “O meu parecer na qualidade de jurídico da Câmara é contrário. Ele é ilegal e inconstitucional”, se manifestou o advogado Mauro Philippi pelas redes sociais horas na noite de ontem.


Leave a Comment