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Universitárias criam startup de consultoria

De cada dez pequenos negócios no Brasil, três são comandados por mulheres. O empreendedorismo feminino está tomando conta do mercado e elas estão provando que podem, sim, administrar uma família e uma empresa ao mesmo tempo.
Em dez anos, o número de empreendedoras cresceu 21,4%, enquanto o número de empresas administradas por homens cresceu 9,8% no mesmo período. Os dados fazem parte do Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas, elaborado pelo Sebrae em parceria com o Dieese.
Mesmo com um cenário percentualmente positivo, a realidade é diferente e sobre às mulheres pesa a imposição da obrigatoriedade de que dediquem mais tempo à família e às atividades domésticas. A dificuldade em acessar crédito também frustra. Estes pontos ficaram ainda mais claros neste tempo de crise. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), no primeiro trimestre de 2020 o número de mulheres que perderam o trabalho foi 25% maior que o de homens.
O lado triste: um dos principais motivos para a mulher ser mais demitida é o fato de ser mais natural ela ficar em casa. O lado bom: a probabilidade destas guerreiras buscarem o empreendedorismo para se reafirmarem é bem maior!
Exemplo na porta de casa? Temos! Mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus, universitárias da Unibave uniram-se para empreender. A FlowUp Consultoria passou a integrar a Inventa, a incubadora da universidade, e tem foco na gestão de pessoas em micro e pequenos negócios da região, atendendo não somente Orleans, onde é a sede da faculdade, mas em todo o Vale de Braço do Norte e Lauro Muller.
“Esta é uma iniciativa consolidada por meio do estágio da graduação em psicologia e reflete a força de um grupo de mulheres que, ao empreender, iniciam a construção de uma trajetória profissional pautada no protagonismo feminino”, elogia a professora Adriana Zomer de Moraes, mentora da startup.
A grande sacada das meninas é que perceberam que a região é carente neste tipo de serviço. Mais do que isso: micro e pequenos empresários acreditam que contar com uma consultoria não faz diferença nos negócios.
“Na verdade, queremos mostrar que uma consultoria em gestão de pessoas pode ser um bom investimento, especialmente agora que caminhamos para a retomada da economia após a pandemia”, destaca a acadêmica Caroline Stüpp de Bona.
Ela e as amigas Joice Schepers Rohling, Simone Moraes e Leticia Oliveira são as mentes brilhantes por de trás da FlowUp. Segundo a universitária, a consultoria tem por finalidade levantar a necessidade do cliente e então apresentar ações de melhoria.
“O serviço de consultoria em gestão de pessoas vem crescendo nos últimos anos e tem voltado a visão das empresas para o bem-estar de seus colaboradores e a importância do desenvolvimento interpessoal”, destaca.

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Folha do Vale