Um dia para conscientizar o mundo sobre o autismo

Dia 2 de abril lembrar e chamar a atenção da sociedade sobre o Transtorno do Espectro Autismo

O dia 2 de abril, foi criado, em 2007, pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Data marcada para lembrar e chamar a atenção da sociedade para o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, autismo é definido como um transtorno de desenvolvimento social e pela presença de comportamentos e/ou interesses repetitivos ou restritivos.

“Entende-se que aquilo que nos faz humanos é o nosso jeito próprio, a invenção de cada um para juntar corpo com linguagem e imagem. Para os autistas, essa união não é devidamente articulada, psiquicamente, então, os afetos tornam-se experiências muito difíceis de serem assimiladas. Suas dificuldades em ter empatia e com o imprevisível nas relações sociais, os remetem, muitas vezes, a solidão autística”, explica a psicóloga e psicopedagoga do Complexo Médico Pró-Vida, Sandra Cruz.

Com relação a imutabilidade, que se refere a certa necessidade apresentada por alguns autistas de viverem em um mundo estático e sem alterações ambientais, Sandra destaca ser uma tentativa de colocar em ordem o mundo que se apresenta a eles como ameaçador. Uma resposta para lidar com situações que causam angústia e que podem gerar crises.

O autista, a partir do seu modo particular de estar no mundo, lança desafios à prática educacional, aos familiares e todos que se dedicam a escutá-los.

Contexto educacional

Conforme a psicóloga, na teoria psicanalítica, a singular forma de agir de cada sujeito com TEA, necessita de diferentes disciplinas (terapias), cada qual a sua maneira e com perspectivas diferentes.

 “As terapias auxiliam as crianças autistas em suas condutas, nos conteúdos do saber, no uso da voz, do olhar, da função alimentícia, do controle dos esfíncteres e em todas as questões fundamentais para o intercâmbio com os outros, buscando e criando com eles recursos para suportar as angústias”, completa.


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