terça-feira, janeiro 26Diário online de Braço do Norte

Turismo: plano regional segue em construção

turismo religioso, a cultura gastronômica e o agroturismo são algumas das potencialidades de Braço do Norte que podem contribuir para a promoção do turismo de forma regionalizada. Esses aspectos são observados pela equipe da Interface Hospitalidade Sustentável, empresa de Florianópolis responsável pela elaboração do Plano de Desenvolvimento Territorial do Turismo da Região Serra & Mar, projeto que visa promover o setor entre os integrantes da Amurel (Associação de Municípios da Região de Laguna).
No último 13 de agosto, quinta-feira, representantes da empresa estiveram em Braço do Norte para conferir as potencialidades turísticas locais. A comitiva foi recebida por membros da Administração Municipal, entre eles o diretor de Esportes, Mário Henrique Leite Souza, a turismóloga Caroline dos Reis Ribeiro Maciel e a engenheira ambiental Bianca Mendes, do Funbama, e conheceu os pontos e propriedades turísticas que poderão fazer parte de um diagnóstico de locais da região que podem ser visitados.
Segundo a diretora da Interface Hospitalidade, Regina Cardona, esse diagnóstico é uma das etapas de construção do Plano. “Já estivemos em todos os 18 municípios da Amurel. Iniciamos os trabalhos já no começo deste ano. Mas, com o surgimento da pandemia, tivemos que adiar este trabalho de visitação. Agora, já estamos concluindo esta etapa de levantamento dos principais atrativos de cada município, a oferta de hospedagem, entre outros itens que farão parte do diagnóstico. A proposta inclui também uma análise da demanda turística, do quantitativo de pessoas teriam interesse em conhecer a região”, informa.
Regina destaca que a região apresenta, no seu litoral, um turismo de praia já bastante desenvolvido. Aliado a isto, há toda uma gama variada de outros atrativos que podem ser melhor explorados. “Há várias características muito interessantes que podem ser aproveitadas para o turismo, em todos os municípios da Amurel. Vemos um grande potencial no turismo religioso, no turismo cultural e no ecoturismo, que pode agregar também o agroturismo”, cita.
Em Braço do Norte, esses aspectos podem ser conferidos em atrativos como a gastronomia, que tem no porco pizza um de seus grandes representantes, inclusive sendo oficializado como o prato típico do município, embora ainda não há restaurantes que o sirvam de forma habitual. No setor religioso, se destacam a Capela de Santa Augusta e a Gruta de Nossa Senhora Aparecida, entre outras. E também, embora ainda seja pouco explorado na cidade, o agroturismo possui potencial. “No momento, preferimos não falar especificamente sobre determinado município. Nosso projeto é regional, e Braço do Norte está inserida nesse contexto”, explica Regina.

Resultado de discussão entre diversos atores

A construção do Plano de Desenvolvimento Territorial do Turismo da Região Serra & Mar deu-se através de um convênio entre o Ministério do Turismo e o CIM-Amurel (Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Amurel), no valor de R$ 370 mil. Conta com o apoio dos municípios da região e vários órgãos e entidades envolvidos no desenvolvimento do turismo. É uma das demandas elencadas pelo Colegiado de Gestores de Turismo e Cultura da Amurel, que se reúne regularmente para discutir assuntos afeitos a estas duas áreas. O turismo é um dos cinco eixos escolhidos pelo grupo que compôs o Projeto Líder Sebrae/Amurel, desenvolvido entre 2017 e 2019.
“A proposta inicial teve a participação de diversos atores e parceiros. A Unisul, por exemplo, teve papel fundamental nessa discussão. Também devemos destacar o apoio do jornalista Iberê Jaques, que à época do início dessa discussão era assessor do então ministro do Turismo, Vinícius Lumertz, além do envolvimento de todos os prefeitos da Amurel e do ex-deputado federal Edinho Bez”, lembra o diretor executivo da Amurel, Celso Heidemann.
A expectativa da empresa contratada é que o Plano esteja concluído no início de 2021. “Nosso objetivo é traçar um plano que de fato contemple o turismo sustentável, que tenha um caráter social e cultural importante, não apenas econômico. Não basta apenas promover a especulação imobiliária, de modo que a população local acabe impedida de participar ativamente desse processo. É justamente isso que o turismo sustentável busca evitar. A proposta é desenvolver o setor sem que as localidades percam suas características culturais”, enfatiza Regina, da Interface Hospitalidade Sustentável. “Aliás, análises da demanda de turismo indicam que, quando acabar a pandemia, serão justamente atrativos com as características que a região Serra & Mar oferece que os turistas irão procurar. Locais aprazíveis, calmos, que oferecem uma experiência diversificada”, conclui a consultora.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Folha do Vale