domingo, fevereiro 28Diário online de Braço do Norte

“Temos que entender que Deus nos dá o que nós precisamos”

Vice-prefeito de Braço do Norte, Ronaldo Fornazza fala da sua trajetória política, avalia o atual mandato e revela os próximos investimentos da administração

A família do vice-prefeito de Braço do Norte, Ronaldo Fornazza, veio para a cidade que hoje moram ainda na década de 70. Na época, Navelino e Amélia, com outros 12 filhos, moravam em Urussanga. Quis o destino, que o único filho, dentre os 13, aquele que efetivamente nasceu em Braço do Norte fosse o que ia seguir carreira política na cidade.
Mas, a veia política na família vem de mais longe. “Nós temos uma veia política da família em Pedras Grandes, mais precisamente na comunidade de Azambuja, onde meu pai nasceu. Onde da família lá também já exerceu cargo de prefeito. Na cidade de Urussanga, a família Bonetti e Fornazza também já exerceram lá mandatos. Aqui nas cidades vizinhas, temos dos Bonetti, o Miro em Grão-Pará, a Edna em Santa Rosa de Lima, que são todos da mesma família Bonetti, pertencentes a minha mãe. E em Braço do Norte, meu tio Ladi, já em memória, foi prefeito na década de 70, mais ou menos no ano de 74”, recorda Ronaldo.
No ano de 2000, o hoje vice-prefeito disputou a sua primeira eleição, mas não conseguiu o êxito de se eleger. Depois voltou a disputar em 2004 e fez mais de 1,1 mil votos. Um pouco da trajetória de sucesso de Ronaldo Fornazza, que deixou o cargo de prefeito interno esta semana, é contada durante o Café da Folha desta semana. À jornalista Suellen Souza, o vice-prefeito confidenciou como está a sua saúde, assunto que foi motivo de preocupação nos últimos anos.

Em 2004, após perder a eleição em 2000, você voltou, foi o vereador mais votado e não parou. Conte um pouco desta trajetória.
Ronaldo – Depois de uma eleição em que fiz 405 em 2000, em 2004 fiz 1.140 votos. Após isso, acabei disputando a reeleição de 2008 e foi quando eu tive a oportunidade, talvez a maior da minha vida, ocupar o cargo de prefeito. Não que eu não possa, daqui a pouco, voltar ao cargo, mas a maior oportunidade que eu tive é porque Deus me permitiu, em 2009, que eu fosse prefeito com a presença do meu pai e da mãe. Um período pequeno, mas que valeu muito mais que um mandato inteiro por ter a presença dessas duas figuras fundamentais. Para entender a minha emoção, eu saí da prefeitura dia 16 de março, dia 15 de abril nós enterramos a mãe. Em 2011 eu perdi meu pai, e hoje eu não tenho mais nenhum dos dois, mas continua o apoio familiar.
Depois disputei a eleição de 2012, na condição de vice-prefeito com o Vânio, mas não ganhamos. Em 2016, num encaminhamento onde não houve vaidade e sim a construção de um projeto idealizado por nós todos, bom para o município, voltei a disputar como vice-prefeito, ao lado do Beto Kuerten Marcelino, e fomos eleitos para o atual mandato.
Em 2009 você foi prefeito interino. Agora teve a chance de novo, mas em outra condição, pois estais na gestão. Qual a diferença?
Ronaldo – A diferença é que nós ocupamos o cargo de vice, ao lado do prefeito Beto. É um momento que nós nos preparamos para disputar uma eleição e estar à frente do município. Tínhamos um Plano de Governo, sabíamos do desafio que iríamos enfrentar. Tanto o Beto quanto o Ronaldo fazem parte de um time que decide as coisas junto e que busca o melhor para Braço do Norte.
Em 2009 eu disputei a eleição como vereador. Portanto, eu não tinha Plano de Governo, não teve período de transição, até porque foi uma coisa que decidiu-se no dia 1º de janeiro de 2009, através de uma eleição que ganhei de 5 votos a 4. Depois da quinta-feira que houve a eleição, eu passei sexta, sábado e domingo, algumas horas por dia, no gabinete e foram momentos de aflição. Eu me perguntava “o que eu vou fazer agora”. Eu não sabia por onde começar, não sabia a forma que teria que agir. Era um período de chuvas, um dos mais difíceis que o município enfrenta. Tínhamos que iniciar o ano letivo. Além das questões da saúde, que tem que dar essa atenção especial. Mas, graças a Deus, depois de chegar a chorar, Deus abençoou e iluminou para que tivéssemos sabedoria de fazer da melhor forma possível.
Tinhas qual idade na época?
Ronaldo – Em 2009, assumi como prefeito com 33 anos. Eu era o mais novo da história. A diferença minha e do Beto é que eu fiz 34 anos em fevereiro e ele em abril. O Beto me passou por dois meses.
Em 2017, um dos principais motivos de preocupação foi a sua saúde. Um princípio de AVC, depois foi falado em um possível tumor. Hoje, como está o Ronaldo?
Ronaldo – Graças a Deus, e agradeço todos os dias, o médico tem dito para mim, através dos exames, que estou 100%. Mas, na minha avaliação eu estou 95%. O cinco é para continuar cuidando da saúde, para não cair na acomodação. Eu continuo fazendo meu tratamento. Passei um período tomando 28 comprimidos por dia. De janeiro a junho de 2018, passei a tomar 26 comprimidos por dia. Hoje tomo quatro. As pessoas as vezes perguntam se eu continuo tomando os medicamentos e a minha resposta é “Graças a Deus!”. Brinco porque muitos dos que pararam de tomar é porque morreram. Mas eu estou aqui! Às vezes, nós pedimos muito a Deus. Temos que entender que Ele nos dá o que nós precisamos. Eu fui agraciado pela recuperação da saúde, que é o que a gente precisa para ir buscar os objetivos.
O que a população pode esperar da gestão Beto e Ronaldo?
Ronaldo – A administração tem na sua essência buscar e fazer o melhor. Nós temos a consciência que não vamos mudar o mundo, mas vamos fazer tudo aquilo que estiver ao nosso alcance. Temos agora que fazer investimentos na renovação da nossa frota pesada. Passamos agora um período difícil, com maquinário com problemas, mas estamos superando. A minha viagem a Brasília foi praticamente voltada a pedir o auxílio dos nossos senadores e deputados federais, para buscar recursos para o investimento na aquisição de patrolas, retroescavadeiras, caçambas. Queremos dar condições mínimas, para poder dar essa prestação de serviços com muita eficiência aos 1,2 mil quilômetros de estrada de chão que nós temos em Braço do Norte. Ainda temos o andamento de obras como o Estádio, que vamos entregar nos próximos meses. A ponte que liga o Centro à comunidade da União, com expectativa de entregar até dezembro. Temos o Avançar Cidades, em que a licitação vai ocorrer nesse mês. Serão 37 pavimentadas: o maior pacote de investimentos feito em uma única vez. Nós vamos resolver grandes problemas do nosso município. Digo isso, pois o investimento será feito com base em estudos. Vamos pavimentar as partes altas, com grandes aclives e declives, como é a Jacomo Teixeira Tasso, a Padre Jacob Luiz Neibel, a rua de acesso a comunidade da Cohab. Vamos fazer investimento na Lino Fornazza, onde todo o verão alaga as casas daquelas famílias. Estamos estruturando o município e esperamos, nesses próximos dois anos, tirar todas essas obras do papel. Uma outra grande obra que estamos fazendo, por exemplo, é o acesso, num desenho de um minianel viário, que sai da SC-370, através da Rua Márcio Crema Alberton, passando pela Irineu Bornhausen, pegando a rua que passa em frente à Metasul, chegando na bica d’água. Em todo esse trajeto nós vamos investir quase R$ 2 milhões. Toda a frota pesada que desce do Pinheiral vai ter o acesso à rodovia em uma estrada com pavimentação. São estudos que nos levam a fazer investimentos necessários e que também dão mais conforto à população.

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Folha do Vale