sábado, fevereiro 27Diário online de Braço do Norte

Superdosagem pode ter causado a confusão mental

Desaparecimento da empresária Tatiana Schuelter Honório Uliano, de 35 anos, vira notícia da semana em Braço do Norte

O desaparecimento da Tatiana Schuelter Honório Uliano, de 35 anos, moradora do Bairro Nossa Senhora de Fátima, em Braço do Norte, mobilizou toda a região. A empresária do ramo de molduras deixou a cidade na tarde de segunda feira, 1º de abril, e não manteve mais contato com a família. O marido, Alessandro Uliano, popular “Giba”, procurou a polícia no mesmo dia e, na noite de terça-feira, solicitou que a Folha do Vale divulgasse a informação nas suas redes sociais. Somente no Facebook mais de 3.200 compartilhamentos da notícia foram feitos, até ela ser localizada, inconsciente, no final da manhã de quarta-feira em São José, na Grande Florianópolis, em um hotel.

“Tati”, como é conhecida pelos amigos, vem há algum tempo fazendo tratamento para conter a depressão. Seu desaparecimento deixou preocupada toda a família. Alguns chegaram a pensaram o pior. Policiais foram acionados e no final da segunda-feira, por volta das 18h20mim, a Polícia Rodoviária Federal registrou a passagem de seu carro por um radar na BR-101, em direção ao Norte do Estado, próximo à Palhoça (Grande Florianópolis). Tatiana estava em um Ford Edge, e permaneceu incomunicável até ser localizada.
“No final da manhã de quarta-feira a recepcionista do hotel em que Tati se hospedou recebeu em uma rede social a informação do desaparecimento. Achou ela parecida com a hóspede que na segunda-feira à noite teria se hospedado ali”, explica Adriana Honório, irmã de Tatiana. “Conforme relatos do próprio hotel, a hóspede, Tatiana, minha esposa, falava pouco e estava direto no quarto. Na terça-feira à tarde eles começaram a achar estranho um hóspede não descer, mas respeitaram sua posição de tal atitude. Na quarta-feira ela, então, encontra no corredor a camareira, no qual achou a Tati com a fala mais baixa, como se estivesse tomado algum calmante”, relatou o marido Giba, na tarde de quinta-feira, em sua página no Facebook.
Minutos depois da empresária ser vista pelo corredor, a pedido da direção do hotel, a camareira foi ao quarto para ver como a hóspede estava e se deparou com Tatiana desacordada. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado. Um médico acompanhou o deslocamento até o hospital. “Minha esposa passava por um tratamento, medicamento controlado no qual teve uma reação, que abalou seu estado emotivo. A pessoa que não está bem por efeito de um medicamento pode ter este tipo de reação (sair sem rumo)”, grifou o esposo. A suspeita é que tenha tomado uma quantidade exagerada de medicamentos. A superdosagem causa sonolência, entre outras coisas, confusão mental, ataxia, excitação e lentidão de movimento. O que justificaria ela ter tomado esta atitude.
Os familiares a encontraram já no hospital com a consciência recuperada, porém, segundo os próprios médicos, com sérios riscos à saúde. “Somente no final da tarde de quarta-feira é que o risco de morte foi minimizado pelos médicos, que liberaram a paciente para continuar o acompanhamento fora do hospital”, detalha Adriana a gravidade do caso. “Agradecemos todas as orações e todos que se preocuparam com o bem de minha irmã. Ainda por orientação médica ela está isolada e não pode receber visitas até se recuperar”, frisa.

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Folha do Vale