sexta-feira, janeiro 15Diário online de Braço do Norte

Somos breves

Coluna de Robson Kindermann

Uma xicara de café, um pensamento. A vida é breve. Essa frase ficou na minha cabeça hoje, olhando fotos antigas no celular (impressa não temos mais, o que é um erro gravíssimo). Por mais que pensamos que a vida é uma jornada longa, em que sempre pensa-se que haverá tempo para amar mais, entregar-se mais, resolver nossas pendências, conceder perdão – esse momento não será nenhum outro senão agora. Somos breves, e as escolhas que temos a nossa disposição não estarão disponíveis para sempre. Por isso, é primordial não deixar as oportunidades passarem, os sonhos se arquivarem, projetos desandarem. O tempo não para, já cantou Cazuza. Corre sem esperar os retardatários. O encontro não pode ser remarcado. Somos breves, e por isso há de se comemorar as datas especiais, comemorar aniversários, encher de entusiasmo a casa.


É importante reunir a família (nem que seja virtual). É importante sentar em uma mesa de jantar, todos juntos, se assim for viável. Mas, proteja-se da vida que está aí para ser surpreendida. Outra coisa, você percebeu que não se pode controlar tudo? Não temos controle sobre nada. Aprenda a viver com segurança, habitue-se a dizer “simplifica” para tudo na vida. Na vida, temos a certeza de nada, exatamente nada. O que existe são “modos de conforto” em que parecia que tínhamos até o momento. Nada é definitivo, nada é pra sempre. Tudo muda a cada instante e, por isso, é fundamental aquela palavra “simplifica”, dando real valor ao momento presente. Ninguém é forte sozinho. Aprenda isso também. A vida é sensível e delicada nos mínimos detalhes.


O café está esfriando, esqueci dele por um momento. Somos breves… e assim não pode haver economia de blusa nova, taças lindas na cristaleira, lingerie especial, sapato novo, vestido colorido. Tem aquela viagem… tem que deixar de ser um sonho para virar motivação, disposição e preferência. Malas prontas quando tudo isso passar e voo alto. Torne real seus sonhos: sonhe, acredite e realize. Não podemos deixar para depois qualquer pendência ligada aos sentimentos. Economize, pesquise, viabilize. Vá conhecer outro lugar, outras culturas, ler outros tipos de livros, outro tipo de filme, outras culturas, experimente novos sabores, novas comidas. Experimente a concretização de sua emoção. Decepções ocorrem a todo instante, e, por mais difícil que pareça, é nos momentos difíceis que a gente aprende a se curar.

Que a gente aprenda com erros e adquira sabedoria com o resultado que passou. Mas, é no presente que ele mostra o que a gente conquistou. Abrace, abrace a alegria, dê as mãos à sabedoria. Nesse Natal, presenteie uma criança, dance em ritmo acelerado e respeite a calmaria. Não tenha medo de desenvolver projetos e sonhar fora do seu quadrado. Somos, acima de tudo, amor, sonhos e conquistas. Somos alegria, força. Somos solidão e multidão. Eu sei, com o tempo a gente aprende a se curar. Somos breves e, ao mesmo tempo, somos nada. Somos grandes e pequenos. Somos busca e encontro.

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Folha do Vale