sábado, janeiro 16Diário online de Braço do Norte

A importância de não obrigar a criança a cumprimentar os outros

E em mais uma semana temos Theo e Eu com a colunista Aline Patel Tramontin

Criança bem-educada é lindo de se ver! Chega em um ambiente, aperta a mão, dá beijinho, abraço apertado, responde ao que lhe é perguntado, é a alegria de todos a volta! Quem não gosta de receber um mimo daquele serzinho tão fofo? Porém, verdade seja dita, essa não é a realidade da grande maioria das crianças. E, sabe de algo? Está tudo bem!
Desde pequena, eu sempre tive o costume de cumprimentar todo mundo. Minha mãe conta história de que era só me colocar na cadeirinha da bicicleta e lá ia eu dando “ooi” para todos que passassem! Cresci e continuei assim. Com o passar dos anos, mais reticente, seletiva, mas é de mim, gosto da troca de sorrisos. Do contato nem tanto. Dentro da minha família temos este costume. Quando chega alguém aqui em casa, até o cachorro levanta para cumprimentar a visita. É uma forma que encontramos de nos mostrar gratos pela pessoa que chega e de fazer com que ela se sinta bem-vinda.
Como somos humanos, não é todo dia que queremos conversar. Não é todo dia que queremos contato, trocar palavras. Há dias que são mais pesados que outros. Nesses dias, será mais difícil me ver na rua. Talvez de cabeça baixa não querendo encontrar ninguém. É assim com todo mundo. Ninguém é feliz o tempo todo. E, está tudo bem.


Nestes dias quentes de verão, tenho saído muito com Theo de bicicleta. Coloco ele na cadeirinha e ficamos passeando pela orla de Laguna. São várias idas e vindas. Nossa dose diária de vitamina D. Num dia desses, uma situação me chamou atenção. Encontramos um casal de conhecidos. Conhecidos para mim. Para Theo, nem tanto. Parei a bike, e, como o momento atual exige, nos cumprimentamos com um “soquinho”, ao se direcionarem ao Theo, este virou a cabeça, olhou para baixo, sinalizou que não queria papo. Começamos a conversar. Contei como estava sendo saudável a gravidez. Que, com o passar das semanas, tenho ficado mais confiante e com menos medo das consequências de um parto prematuro por conta do DIU… Eis que a atenção volta ao Theo, que estava ali quietinho, no canto dele. Tentam fazer cócegas, chamam a atenção dele. Voltam-se a mim e questionam: “Mamãe, que bravo que seu filho está! Ele não gosta de cumprimentar?” – um desgaste só! Com um sorriso meio sem jeito engato que ele está com sono e seguimos nosso passeio.

Por que você não deve obrigar seu filho a cumprimentar?

Forçar as crianças a ter contato físico ao cumprimentar pessoas, o usual “dá um beijo na titia”, provoca situações de ansiedade nos pequenos.
“Ao obrigar as crianças a cumprimentar um adulto que não conhece, ou que conhecem, mas naquele momento não querem dar um beijo, estamos a expondo a ter menos controle sobre o corpo diante de possíveis abusos”, diz a psicóloga Macarena Chia, do Instituto Galeno.
A exigência não deve recair sobre as crianças só para que a pessoa mais velha se sinta melhor.
Embora as convenções sociais impõem certos costumes ao exigir que a criança cumprimente, deixe ser tocada, abrace ou beije, pode enviar uma mensagem prejudicial. Temos que respeitar as crianças quando elas sentem uma possível timidez ou inibição. Afinal, há dias que nós mesmos não queremos nenhuma forma de contato. Por que seria diferente com as crianças?

Alternativas saudáveis

Considero ser dever dos pais ensinar hábitos sociais como a saudação. O exemplo é a melhor opção. Alternativas para não deixar a criança pressionada são o famoso soquinho – “toca aqui” ou o beijo voador. E, caso a criança apenas queira ficar na dela, deve ser respeitada.
E claro, não esquecer da recompensa. Quando a criança se sentir confortável e manifestar interações sociais, elogiá-la. Conversar sobre sua atitude. Respeitar o comportamento da criança a favorecerá a ter mais autonomia sobre suas atitudes e atos.

Vamos Brincar!

Como nesta época do ano vamos mais à praia, selecionei algumas brincadeiras a serem praticadas na areia e assim passar mais tempo junto das crianças.

Castelo de Areia


Não precisa ser daqueles mirabolantes. É só pelo prazer de sentar e brincar com a areia. Se tiver um baldinho por perto para ajudar, melhor ainda.

Fotos engraçadas

Normalmente a gente vai para a praia cheia de apetrechos, né? Aproveite a pá, o balde, o que mais tiver ido na bolsa, para tirar fotos divertidas!

Acerte o Alvo


Outro jogo fácil de fazer usando pedras ou conchas grandes. Com um graveto ou palito de picolé você desenha três círculos concêntricos. Cada círculos ganha uma numeração. A brincadeira é acertar o alvo. Quem terminar com a maior pontuação, ganha.

Caça ao tesouro


Essa funciona muito bem com crianças menores. O tesouro são as conchas. Você pode sugerir uma lista de desafios (quem acha uma concha grande, uma concha com um furo, uma concha com uma listra colorida, uma concha totalmente branca) e ajudar o seu filho na busca.

Desenhos na areia


Com um graveto ou com os dedos, faça desenhos na areia e deixe as ondas apagarem!

Enterrar o corpo


Brinque de enterrar os pés das crianças. Quanto mais fundo, melhor. Para os maiores, vale até um João Bobo com a criança com o pé preso (é só brincar de empurrar o corpo de um lado para o outro). Para quem gosta muito de areia, dá para enterrar muito mais!

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Folha do Vale