sexta-feira, janeiro 15Diário online de Braço do Norte

Sinais positivos na economia por lá e por aqui

Coluna semanal de Antenor Turazi

Nos últimos dias, com indicadores otimistas no exterior e boas expectativas do mercado quanto à retomada da atividade econômica após a pandemia do novo coronavírus, o dólar fechou na semana passada abaixo de R$ 5,00 pela primeira vez nos últimos dois meses. A última vez em que o dólar foi negociado abaixo de R$ 5 foi em 26 de março, também a R$ 4,99. Em 13 de março, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a pandemia de Covid-19, a moeda era negociada a R$ 4,81. Em maio, a moeda americana chegou a ser negociada a R$ 5,97, situação que levou o Banco Central a fazer diversas interferências no mercado cambial para segurar a alta. Existem sinais que poderemos estar diante de uma reação, já que alguns países do planeta já atingiram a pior fase do contágio da população pelo novo coronavírus. A criação de 2,5 milhões de vagas de trabalho nos Estados Unidos em maio, no meio da pandemia, surpreendeu o mercado e gerou um clima de otimismo geral. Dados divulgados pelo Departamento de Trabalho dos EUA mostram que a taxa de desemprego no país caiu de 14,7% para 13,3%, contrariando a expectativa de fechamento de mais 8 milhões de postos. Pelas projeções do mercado, o índice chegaria a 19,7%.

AQUI NO BRASIL
Embora ainda não seja possível avaliar a reabertura econômica no Brasil, que apresenta números crescentes de casos de Covid-19, economistas apostam que o movimento será positivo. A expectativa é de melhora, mas a situação aqui é mais problemática do que em outros países, porque estamos começando a abrir a economia com curva ainda alta de novos casos, em ascensão e batendo recordes, ressaltou o analista executivo do ModalMais, Álvaro Bandeira. Os dados de conjuntura ainda são “fracos”, observa, mas “já sinalizam que estamos atravessando o fundo do poço”. A abertura do comércio no exterior tem sido bem sucedida, sem relatos de uma segunda onda de contágio nos países, o que cria uma conotação positiva. Os sinais econômicos internos também geram algum otimismo. Nos últimos dias, o Ministério da Economia prometeu estender por mais dois meses o pagamento do auxílio emergencial, e o Banco Central comprometeu-se a criar novas medidas para socorrer empresas. Além disso, segundo Bandeira, “a situação política tem gerado muita incerteza, mas, nesta semana, deu uma trégua”. 

EMPREENDEDORISMO

Enquanto muitas atividades econômicas são obrigadas a encerrar suas atividades, abrem-se oportunidades a novos empreendedores que arriscam a inserção no mundo dos negócios. Dados do Portal do Empreendedor revelam que o registro de novos microempreendedores individuais (MEIs) não perdeu força na quarentena, tanto que o Brasil chegou à marca de 10 milhões em meio à pandemia. Os especialistas dizem que essa tendência deve continuar devido aos impactos econômicos da covid-19. Por isso, o chamado empreendedorismo inicial tem tudo para atingir uma marca histórica no Brasil este ano, com um em cada quatro brasileiros envolvidos na abertura de um negócio. De acordo com o Portal do Empreendedor, mais de 327 mil pessoas se formalizaram como MEI no Brasil desde o início da pandemia do novo coronavírus. O total de microempreendedores individuais passou de 9,8 milhões, na segunda quinzena de março, para 10,2 milhões no fim de maio.

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Folha do Vale