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Robson Sombrio: seu terceiro livro e a vida

Colunista da Folha lança livro e mostra como “as músicas e as palavras afetam as pessoas”

Mundo globalizado, vida contemporânea, a pressão sobre as pessoas se tornou grande. É preciso ser magro, atlético, competitivo, rico, competente, correr atrás do sucesso, da fama, se destacar. Mas a vida é isso? O psicólogo Robson Kindermann Sombrio afirma que não.

Autor de três livros e há quase 15 anos colunista da Folha do Vale, faz de seus textos um caminho para reflexão. Sobre a nossa maneira de encarar a vida. Escreve sobre o viver, sobre a morte, a família. Diz ele. “Assim como as palavras, mas músicas afetam as pessoas”.

Quem é o Robson?
Robson Kindermann Sombrio – (Risos) Pergunta difícil essa. Minha psicóloga sempre reforça isso. ‘Quem é o Robson?’ Sou bom em intuição quando estou escrevendo. Tem pessoas que são mais racionais, outras emocionais. Sou mais emocional e intuitivo. Eu tenho uma boa escuta, e também uma boa intuição.

Como surgiu a vontade de ser escritor em você?
Robson – A verdade é que nunca tive projeto literário. Eu nunca pensei que seria escritor, nunca tive projeto nenhum. O meu projeto era ter um bom emprego, fazer meu trabalho, cuidar da minha família. Eu nunca tive um projeto de ser escritor. Eu deixo as coisas acontecerem. Agora eu sei, coisas boas estão por vir.

A verdade é que nunca tive projeto literário

Terceiro livro: “Músicas dão conta de tudo aquilo que a gente sente”. Fale mais sobre ele.
Robson – Todo livro meu foi gestado quando e como quis ser escrito. Eu não consigo dizer “agora vou escrever um romance”. Já cheguei a escrever outras coisas, mas as palavras não vinham, não tinha paixão. Têm escritos que não andam. Sobre esse livro novo, gosto muito de música. Não tenho o dom de tocar, por isso, resolvi escrever. Simplesmente levantei da cama em uma manhã escutando, era U2, fui para computador escrever. Lembrei das “perdas” que já sofri: pai, mãe e irmã. Dali saiu primeiro o capítulo e foi. Aí escrevi um capítulo, depois segundo, “nem tudo é como você quer”. Eu acho que meu trabalho é muito intuitivo. Esse livro meio que se determinou. Mas, sempre lembro, assim como as palavras, mas músicas afetam as pessoas.

Você sempre fala da existência.
Robson – As coisas mundanas me intrigam. Eu sou muito curioso. Eu acho que escrevo porque não entendo. Ou continuo a não entender. O dia que eu entender, vai perder a graça. Só escrevo sobre coisas que não compreendo.

Como você define o ser humano?
Robson – As pessoas querem amor, querem ser felizes – seja lá o que significa para cada um. Querem ter um sentido na sua vida. As pessoas querem ser reconhecidas, só que nem sempre isso vai ser possível. Se alguém ler meu livro ou algum texto e dizer: “nossa, que bacana, adorei”, lógico que ficarei muito feliz. Mas, se não vier esse reconhecimento, continuarei escrevendo.

As pessoas querem amor, querem ser felizes – seja lá o que significa para cada um

O que é mais importante, pensar ou não pensar?
Robson –
Eu acho muito importante pensar. Só que se pararmos para pensar em tudo, a gente enlouquece. Não dá para parar e pensar “muito”.

Você escreve rotineiramente?
Robson – Sim, quase todos os dias eu escrevo um pouquinho. A gente só fica bom naquilo que quer repetindo. Então, essa é a minha filosofia de vida, repetir.

Como você encerraria essa entrevista?
Robson – Busque ser coerente com as suas emoções e encontre em Deus as repostas para as suas questões mais importantes. Às pessoas que leem o que escrevo, minha gratidão. Tento fazer o melhor a cada texto. É o leitor que me estimula a sentar na frente computador para escrever cada vez mais e melhor. Muito obrigado a cada um. Obrigado a você pela oportunidade da entrevista.

Os livros podem ser adquiridos através do site da editora: www.editoraalbatroz.com.br

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