domingo, janeiro 24Diário online de Braço do Norte

Roberto Kindermann renuncia ao mandato

Projeto da chapa é fazer uma administração sem interferência político-partidária na cooperativa

POR orientação da administração da Cerbranorte, vereador apresentará renúncia, não apenas a licença

O vereador Roberto Kindermann (PSD) se despede da Câmara de Vereadores na próxima segunda-feira, quando entrega sua renúncia de vereador. O edil pretende concorrer como candidato a vice-presidente da Cooperativa de Eletricidade de Braço do Norte (Cerbranorte Distribuidora) na chapa que tem Mayco Niehues como presidente. O projeto da chapa é fazer uma administração sem interferência político-partidária na cooperativa.
Roberto Kindermann foi eleito em 2016, o oitavo mais votado em Braço do Norte, com 722 votos, na primeira eleição que concorreu como vereador. Filho do empresário Celso Kindermann, já falecido, que na vida pública foi presidente da Câmara de Vereadores e candidato a prefeito. Celso também dirigiu a Cerbranorte de 1983 a 1986. Cargo que o filho já disputou na eleição de 2011.
“Me despeço da política para encarar o cooperativismo. Nossa chapa está com toda a documentação em dia, esperando apenas este meu comprovante de afastamento da Câmara de Vereadores para realizar a inscrição”, salienta Kindermann. Uma das exigências do edital é que o candidato não esteja exercendo mandato eletivo. “Até chegamos a conversar pessoalmente, na última sexta-feira, com o administrador da Cerbranorte, Cristiano Orlandi. Ele falou que, no seu entendimento, o ocupante de mandato eletivo deve renunciar ao cargo para concorrer. Que apenas um afastamento temporário, como uma licença, não cumpriria o que diz o estatuto. O que fortaleceu ainda mais a minha intenção de me afastar definitivamente do Legislativo”, ressalta Roberto.
“A observação do vereador é verdadeira, uma vez que o administrador judicial fez constar na Resolução nº 01/2020, que regula as eleições a seguinte observação: ‘serão considerados inelegíveis os candidatos a quais cargos disputados nesta eleição que estiverem em pleno gozo de mandato eletivo na data do registro da chapa’”; lembra o assessor jurídico da candidatura de Mayco e Roberto, o advogado Maicon Schmoeller Fernandes. Lembra que o documento complementa: ‘ainda que por qualquer motivo esteja licenciado de suas atividades’. A exigência prevista na Resolução, segundo o administrador judicial, é o que está previsto no art. 31, inciso II, do Estatuto Social, entendendo ele que eventual licença não retira o mandato eletivo de seu titular, razão pela qual nem com licença o administrador vai aceitar candidato.
Roberto aproveitará sua última sessão para usar a Tribuna na condição de vereador. “Me despeço da política de cabeça erguida e com a missão do dever bem cumprido. A população sabe que fui um dos mais aguerridos na Câmara. Não poupei críticas até mesmo à atual administração do meu partido, quando achei que era devido. Pretendo, após eleito, me dedicar da mesma forma na Cerbranorte”, finaliza.

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Folha do Vale