sábado, janeiro 23Diário online de Braço do Norte

QUALIDADE DOS GASTOS

Coluna de Antenor Turazi

Só em termos de aumentos de despesa, estamos chegando a R$ 586 bilhões. No início do ano a gente esperava aumento de 2,5% no PIB, que está em queda de quase 5%. Isso também traduz em menos arrecadação. Projetamos um déficit de R$ 871 bilhões. Se vemos quanto o Brasil, gastamos 8,4% do PIB, acima da média dos países em desenvolvimento e de países avançados. Isso se reflete na dívida, que subiu de 76% para quase 95%. Foram ações necessárias, mas a conta precisa ser paga, explicou o secretário. Funchal destacou, no entanto, que o país já vinha lutando contra o aumento da despesa pública antes da crise provocada pelo coronavírus. Quando olhamos para a situação dos entes subnacionais, vemos a situação fiscal frágil que já vinham carregando ao longo do tempo. Uma das principais despesas é de pessoal, que vem crescendo de forma constante, sistemática, e pressiona as contas dos Estados. Isso acaba pressionando os indicadores de responsabilidade fiscal e endividamento. O mesmo ocorre com os municípios. Temos um Estado que gasta muito, o que se reflete em menos investimento público, e aumenta o endividamento para as três esferas da federação, lembrou.

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Folha do Vale