terça-feira, janeiro 19Diário online de Braço do Norte

Projeto assegura atendimento a idosos

Moradora do bairro Sertão do Rio Bonito, dona Rosa, de 77 anos, tem ficado a maior parte do tempo dentro de casa, por conta da pandemia de coronavírus. Há algumas semanas, tem recebido ligações em seu celular do pessoal da Prefeitura de Braço do Norte. “Eles me perguntam como estou, se está tudo bem em casa. Procuram saber como está minha saúde e se estamos precisando de alguma coisa. Eles já têm ligado algumas vezes”, conta dona Rosa, que faz parte do cadastro de idosos da Secretaria de Assistência Social do município.
A ligação telefônica realizada faz parte do projeto ‘Alô Melhor Idade’, que, nestes tempos de isolamento, tem sido desenvolvido em Braço do Norte por meio de uma parceria entre as secretarias municipais de Assistência Social, de Saúde e de Educação, Desporto, Cultura e Turismo.


O objetivo é, mesmo que à distância, manter o contato com idosos que fazem parte de programas da Assistência Social e da Educação, como as equipes de bocha ou os grupos da terceira idade do município. São cerca 800 de pessoas com mais de 60 anos atendidas que não estão podendo participar no momento. “Vimos a necessidade de fazer contato com os idosos, já que eles não podem sair de casa, e nós também não podemos manter contatos presenciais com eles, a não ser quando muito necessário”, relata a secretária de Assistência Social, Gisely Perin Meurer.
As ligações são realizadas pela equipe do Departamento de Esportes da prefeitura. Com o uso de um questionário pré-estabelecido, os profissionais, à medida que conversam, vão avaliando a situação de quem está do outro lado da linha. “A ideia é que os professores do departamento Esportivo façam uma triagem de como estão.
Mais que isso, somos alguém com quem eles podem conversar, uma medida muito importante neste período para um grupo de risco”, comenta o diretor da CME (Comissão Municipal de Esportes) de Braço do Norte, Mário Henrique Leite de Souza. “Quando os professores percebem, através de um questionário construído com eles, que esse idoso tem uma necessidade especial, o problema é encaminhado à Saúde ou para a Assistência Social para que, na medida do possível, possam realizar o atendimento”, completa.
“Dependendo do caso, este idoso pode estar em alguma situação de vulnerabilidade ou sofrendo alguma situação de negligência física ou psicológica. Nessas ligações, os profissionais da Secretaria de Educação, através da CME, darão o encaminhamento conforme a necessidade, que poderá ser para a Secretaria de Assistência Social como também para a Secretaria de Saúde”, acrescenta a secretária Gisely.
Todo esse trabalho também tem como intenção levar uma palavra amiga a quem se encontra em isolamento social. Porém, há também aqueles momentos em que os que estão fazendo a ligação é que são ajudados, como ressalta o diretor da CME. “O pessoal tem relatado muito que quem recebe a ligação fica muito feliz, mas são eles que saem mudados. Se sentem mais úteis participando do projeto, ouvem muitas histórias de superação, mensagens de fé e de esperança”.

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Folha do Vale