Previdência Privada

Um grande indicador de que o brasileiro começa a se preocupar com o futuro neste ano de 2019, após um primeiro semestre de muitas discussões sobre o sistema previdenciário público no Brasil, está no fato de que a procura por planos de previdência privada começam a aumentar com o avanço da reforma da Previdência no Congresso Nacional. O debate intenso no primeiro semestre do ano e a aprovação na proposta no primeiro turno da Câmara dos Deputados já movimentaram o mercado. A seguradora Mongeral Aegon, por exemplo, verificou que a procura aumentou 37% nos seis primeiros meses do ano no Distrito Federal, em comparação com o mesmo período de 2018. O diagnóstico da empresa é de que há uma maior preocupação dos brasileiros com o futuro. Para o superintendente regional da Mongeral Aegon, Rodrigo Moscoso, as pessoas despertaram sobre a importância de tomar as rédeas pelo próprio planejamento financeiro. Este aumento de demanda mostra um claro movimento das pessoas em buscar alternativas para garantir a renda na hora da aposentadoria, como por meio de planos privados de previdência, explicou.

Reforma Tributária

Com o encaminhamento da reforma da Previdência no Congresso, ganha espaço outro tema igualmente importante e urgente: a revisão do sistema tributário, “uma das amarras mais intrincadas e inibidoras da atuação das empresas brasileiras”, na avaliação do presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros. Para ele, o cenário é favorável para que a questão tributária seja tratada com a prioridade e o senso de urgência necessários. Temos um governo federal comprometido com a defesa de um ambiente econômico que estimule a atividade empresarial. Contamos com um Congresso Nacional renovado. É o momento de rever o sistema tributário, que é complexo, ineficiente, injusto, aberto a todo tipo de sonegação e prejudica a competitividade e eficiência das empresas brasileiras. O fato é que, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados, estão dando sinais de estar juntos neste início de segundo semestre de atividades, visando um projeto de consenso das duas casas.

Crédito  Privado

A agência de classificação de risco norte-americana Moody’s avaliou que o corte da taxa básica da economia, Selic, para o menor patamar desde a implementação do Plano Real, deverá ajudar a melhora da oferta de crédito privado para empresas não financeiras, além de ampliar o setor de debêntures, quando as companhias se financiam por meio da emissão de títulos. Setores sensíveis à taxa de juros, incluindo serviços públicos e empresas de desenvolvimento e de projetos em infraestrutura, devem se beneficiar da taxa Selic mais baixa, porque isso ajudará a facilitar o refinanciamento, informou a agência por meio de um relatório considerando o corte na Selic como positivo para a economia brasileira. A entidade destacou que a capacidade de desalavancagem das entidades nesses setores ainda dependerá do crescimento da receita, que dependerá do desempenho econômico, principalmente.


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