Plano Brasileiro de Energia

Segundo o Ministério de Minas e Energia, MME, as premissas consideradas no planejamento estratégico, PDE, dão conta de que a população do país vai crescer a uma taxa média de 0,6% ao ano, chegando a 2029 com 224 milhões de habitantes. A pesquisa considera vários cenários para a economia, mas o referência é de um crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,9% por ano e expansão de 2,2% do PIB per capita ao ano. Com os investimentos estimados, o setor de petróleo e gás do país chegará em 2029 com uma produção de 5,5 milhões de barris por dia, o dobro do registrado em 2018. O pré-sal será responsável por 77% da produção nacional. O PDE estima o crescimento do setor em 7,2% ao ano, o que nos permite projetar que o Brasil vai sair sexta para quarta posição entre os maiores produtores mundiais de petróleo.

Eletricidade

Ainda segundo o planejamento do MME, qualquer melhoria da economia pode resultar num crescimento rápido de demanda por energia. A indústria tem 30% de ociosidade e pode ocupar sua capacidade rapidamente. Por isso, o setor tem de se antecipar a esse crescimento para garantir capacidade instalada de energia elétrica. O setor de energia elétrica deve receber R$ 456 bilhões em investimentos, sendo R$ 303 bilhões em geração centralizada, R$ 50 bilhões em geração distribuída e R$ 104 bilhões em transmissão. Com isso, a capacidade instalada do país, atualmente em 176 GigaWatts (GW), terá acréscimo de 75 GW até 2029, atingindo 251 GW. A geração centralizada vai passar de 161 GW para 221 GW, com acréscimo de 60 GW, ou alta de 37% em 10 anos. A autoprodução deve passar de 13,2 GW para 18 GW, aumento de 41%. A geração distribuída deve saltar do atual 1,3 GW para 11,4 GW, expansão de 43%. Em transmissão, as redes passarão de 154,4 mil quilômetros (km) para 203,4 mil km, expansão de 32%.

 


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