domingo, janeiro 17Diário online de Braço do Norte

Pense nos outros, agrade a você mesmo

Coluna de Robson Kindermann

A vida é cheia de pontos finais. Em um momento, encerramos um ciclo. E é provável que começaremos outro. Novas histórias estão prestes a ser escritas, e mesmo que haja dificuldade em virar a próxima página, alguns ciclos se encerraram. Isso independente da nossa vontade. As pessoas resistem a algumas formas importantes na sociedade. As suas linhas são grifadas pela própria comunidade, sinalizando que aqui reside uma memória importante. Você já pensou nisso? Algumas coisas são faíscas, mas tem o dom de transformar. É como quando alguém sorri pra você no meio de uma multidão.
A vida interpreta sinais. Sua alma na cidade onde moras encontras reciprocidade. Seu momento coincide com o momento de alguém. Por mais que isso dure apenas alguns segundos. Grato por descobrir (e escrever) esse texto. Mesmo que dure pouco, essas palavras podem despertar algo que você nem se tocava e nem sabia que existia. Por isso que as questões mais simples podem ser aquelas que tenham valido a pena. Quem dera a gente ficar feliz por um elogio, quem dera a gente não sentir dor por perder algo importante.
A gratidão deveria permanecer com a gente por 24horas, 7 dias por semana. Seja grato, nem que for por um segundo. Com maturidade e com a vivencia da vida a gente aprende que a vida não é feita só de ganhos. Em alguns momentos a gente perde também, e são esses momentos que nos lapidam e nos fortalecemos. Com o tempo a gente aprende que nem todas as relações são saudáveis e que nem todas as pessoas são do bem. Muitas coisas não dão certo, outras darão muito certo. E a vida nos apresenta novas chances o tempo todo – de amar, de perdoar, de esquecer, de recomeçar.
Crescer e aprender a seguir com os próprios pés, ouvindo a própria voz, dando sentido as inquietações. E reconhecer-se apto a fazer boas escolhas, a se posicionar diante das situações difíceis ou constrangedoras, e não se culpar quando decide enlouquecer de vez em quando. Eu entendo, é preciso muita maturidade para aprendermos a valorizar nossas escolhas. Tem dias que a gente tem que se pegar no colo, ouvir mais nossas vontades e respeitar de verdade nossos desejos mais genuínos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Folha do Vale