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Passam para três os braçonortenses na UTI

Na tarde de sexta-feira, 27 de março, Cleusa Pra, 57 anos, foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Nossa Senhora da Conceição. Assim como sua mãe, Maria Joana Prá, a “Dona Joaninha”, 84 anos, ela também foi infectada pelo coronavírus Covid-19.

Cleusa foi diagnosticada com o Covid-19 logo após a sua mãe ser internada no Hospital Santa Teresinha. Pouco depois o seu estado se saúde piorou e as duas foram transferidas para Tubarão. O último boletim médico na tarde de sexta-feira indicou uma reagida no estado de saúde de Joaninha. Com a diminuição da sedação, acreditava-se que em pouco tempo ela volte a ter consciência. Porém, sua filha teve uma piora em seu quadro e os médicos optaram em transferi-la para o a UTI. “O exame de oxigênio no sangue da Cleusa tinha baixado e os médicos acharam melhor leva-la para a UTI. Ela está consciente e passou bem a noite”, tranquilizou hoje pela manhã Cleonice Prá, irmã de Cleusa.

As duas foram levadas à UTI pelas dificuldades de respiração. “A mãe foi sedada e entubada na quarta-feira. Ontem já tiraram a sedação para ela voltar a consciência. Assim como a minha irmã, também passou bem à noite”, comemora a reação positiva. “Elas devem sair dessa porque o tratamento iniciou no começo e tinham muitos recursos disponíveis”, acredita Cleonice.

Além das duas, Rafael Boeing Silvano, o “Maradona”, 37 anos, empresário do ramo de equipamentos para alimentação, ainda aguarda os exames para comprovação da doença na UTI do mesmo hospital. “Tendo em vista todos os sintomas, inclusive na tomografia (vidro fosco), sim, ele é positivo para coronavírus”, postou a esposa, Roberta Borges Bernardo Silvano, no início da madrugada de quinta-feira nas redes sociais.

O boletim médico de sexta-feira mostrava que o pulmão não estava fazendo as trocas de gases necessárias e todos os recursos existentes estavam sendo adotados para reverter o quadro. Também iniciou o de combate ao Covid-19 ministrando a hidroxicloriquina com a associação da azitromicina, que leva 72 horas para surtir efeito. “Eu creio que daqui três dias o Rafael está melhorando”, explicou ontem, por áudio na última, a esposa. Seu quadro na manhã de sábado é estável.

Rafael começou a tossir na quarta-feira, 18 de março. Ela se agravou para uma febre na sexta-feira, 20. Como ele estava sentindo falta de ar, fizeram uns exames no Hospital Santa Teresinha. “Apesar da febre dele ser bem alta, atendiam e mandavam para casa. Até que, na madrugada de domingo para segunda-feira, ele se sentiu mal, com falta de ar, e chamaram o Samu. Levaram ele direto para o Hospital de Braço do Norte”, conta Caroline Boeing Silvano, irmã de Rafael. “Como ele é comerciante e atende um monte de gente, não tem como saber de onde pegou a doença. Além disso, ele esteve em Florianópolis e foi para a praia nos últimos dias antes da quarentena”, explica a irmã.

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Folha do Vale