sexta-feira, janeiro 22Diário online de Braço do Norte

O que é um porco, para quem tem uma granja?

Coluna de Robson Kindermann

A gente pode mais. A gente pode fazer mais pra si mesmo e também para os outros. E aquela nova frase: “o que é um porco, pra quem tem uma granja?” Não lembro qual amigo que disse essas palavras (acredito que foi Junior). Mas ela tem sentido, tem muito significado. Algumas perdas não são prejuízos. E a gente nunca sabe quando a vida está prestes a mudar para sempre. Você acorda em um certo dia, pensado que será a mesma rotina, os mesmos afazeres, sem saber que, logo ali na frente, algo muito importante está para acontecer. E aquele dia em que você toma uma decisão que parece ser só mais uma como os outros. Essa atitude muda o curso da história de forma positiva. A gente nunca sabe se o dia vai amanhecer sorrindo ou se vamos ter motivos para ficar tristes.


Não seja alegre doando migalhas. Não comemore likes como forma de atenção, amor, carinho. Entenda que você merece mais. O quanto você doa do seu tempo? O quanto você se doa para ter uma amizade mais intensa? Se prometeu um cordeiro aos amigos, pague. Se tens uma granja, o que é uns quilos de carne suína pra ver amigos reunidos. Não deixa para depois, promessas já temos demais. De espaço para a alegria vir até você. Numa sociedade como a nossa, de coisas rápidas e muito passageiras, o quanto você está disposto a doar? Não ande ao lado da pessoa só quando as peças se encaixam, mas também quando faltam peças. Transforme pensamentos ruins e desagradáveis em outros pensamentos (se assim você conseguir). Não há segunda chance para aquilo que um dia você desperdiçou.

Escrevo, logo penso, logo presto atenção aos sentimentos. Desejo que em todas as amizades haja acolhimento, tolerância e perdão. Eu sei que nem sempre todos nós seremos aceitos e amados. Não seremos amados como desejaríamos, e está tudo bem. Não faça esforços sobre-humano para sermos aceitos. A vida exige que a gente compreenda e comprometa. Expresse verbalmente sua vontade. Doe-se e doe a sua vida. Vou abrir o jogo. Dudu está só na promessa de pagar um cordeiro. Aron, acredito que vai cumprir com suas palavras, na festa de encerramento esse ano, imagino eu. Vamos dividir a cerveja. Já a carne suína será de primeira. Desculpe abrir o jogo, vocês são dois amigos iluminados, vivos e sagazes. Doar-se não é uma decisão difícil.


Por fim, vi a atitude da empresa Tevah. Há cinco anos, durante um sábado por ano, todos os funcionários se reúnem para trabalhar das 7h às 17h para confeccionar itens que serão doados a entidades assistenciais. Ninguém é obrigado a comparecer, já que é um dia de folga, mas todos comparecem. Trabalhar um único sábado por ano. Custa alguma coisa? Custa nada. As máquinas estão ali paradas. Num único dia, centenas de pessoas carentes serão beneficiadas por este ato solidário. De novo, o que é um porco, pra quem tem uma granja?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Folha do Vale