“O maior momento da história”

Prefeito Beto Marcelino diz que Braço do Norte vive um momento único, com dezenas de obras e ações

PREFEITO lembra que poste pênsil será retirada no mês de novembro

O prefeito Beto Kuerten Marcelino (PSD), eleito há três anos com a maior votação da história já vivida por um político, passou de uma promessa para uma feliz realidade, no momento quem que Braço do Norte comemora seus 64 anos.
Em pouco mais de dois anos e meio de mandato, Beto impôs um ritmo de trabalho acelerado. Fechou secretarias e diminuiu em 20% o número de comissionados. Colocou em dia os pagamentos dos fornecedores da Prefeitura, que levavam até de seis meses para serem quitados, e arrancou do Governo Federal mais de R$ 21 milhões em recursos provenientes de emendas parlamentares e financiou outros R$ 14 milhões para aplicar em obras de infraestrutura e melhoria de maquinários.
Este tempo que vive a cidade é comentado nesta entrevista, enquanto saboreia o café oferecido pela Panificadora Nack.

 

Prefeito, o senhor se considera o responsável por este momento feliz que a cidade vive?
Beto Kuerten Marcelino – Longe de mim achar isso. Penso que eu sou uma importante engrenagem deste sistema. Tenho certeza que a cidade não estaria repleta de obras se não fosse o empenho da Câmara de Vereadores, a parceria com o meu vice, Ronaldo Fornazza, e dos servidores que pensam como um conjunto e entidades como o DEL, que pensam como a gente.

Se o senhor pudesse escolher uma obra para marcar essa sua passagem pela Administração, qual seria?
Beto – Nós estamos com obras nos 15 bairros do município e a manutenção das estradas é disparado a maior reivindicação atendida, no que se refere ao interior. Porém, é difícil elencar uma das dezenas em andamento e algumas que ainda vão começar. Mas, creio que duas são marcantes: o novo ginásio, que segue em ritmo acelerado. Uma obra iniciada há dois meses que ficará pronta até o final de 2020. Coincide com os 40 anos do último ginásio construído no Centro. E a ponte que liga o Centro ao bairro Lado da União. Até a metade do ano que vem ela será entregue. Lembro que, no próximo mês, a ponte pênsil será retirada e pedimos a compreensão dos moradores.

Acho que a principal crítica a sua administração é o alto investimento no pórtico do Trevo. Ainda recebe reclamação?
Beto – Mais uma vez gostaria de explicar que estamos investindo R$ 244. Somente isso mesmo, quase R$ 250 naquela obra. O dinheiro que foi enviado pelo Ministério do Turismo, através de emenda parlamentar do ex-deputado Ronaldo Bedenet, para a revitalização de nosso portal, é específico para ser utilizado no turismo. E lá está sendo alocado cerca de R$ 192 mil. Peço para que a comunidade fiscalize e acompanhe a planilha de gastos. Se suspeitar de alguma irregularidade, denuncie. Mas é importante ter paciência. Esperar a obra ser concluída, antes de emitir qualquer juízo de valor. Mantivemos a mesma estrutura do pórtico em respeito ao Grupo Moldurarte, que doou a antiga estrutura. Não poderíamos derrubar e construir outra, pois ela representa um segmento importante para a nossa cidade. Após a restauração, o local ainda lembrará da suinocultura e do gado de leite. Esperamos entregar todo o trevo revitalizado até o final do ano. O que era mato e abandono, vai se transformar em um cartão de visitas para nossa cidade.

Além do ginásio, o que podemos comentar a respeito do esporte na cidade?
Beto – O investimento no esporte já visualizamos após a conclusão do Estádio Lauro Koch, que passou a, semanalmente, reunir famílias, com o time do Sete de Setembro. Além disso, todos os sábados, mais de 130 crianças estão participando de competições das escolinhas de base. O local estava totalmente abandonado.

Braço do Norte vem sendo modelo para outras cidades. Fale um pouco sobre isso.
Beto – Após apresentação do nosso case de sucesso sobre o recolhimento do lixo, no mês passado no Congresso de Prefeitos, em Florianópolis, começamos a receber pedidos de diversos municípios que querem vir a Braço do Norte conhecer o nosso trabalho. Estamos para receber, entre outros, o prefeito de Ilheus (Bahia), que quer conhecer como funciona a nossa coleta seletiva de lixo. Nosso exemplo superou fronteiras.

O senhor já parou para somar quantos quilômetros de pavimentações estão sendo realizados em Braço do Norte na sua Administração?
Beto – São, aproximadamente, 40 quilômetros de pavimentação asfáltica e lajotas em mais de 80 ruas. E vem mais por aí. Muitos questionam os critérios que estamos adotando para escolher que ruas vamos pavimentar? Pois bem! Resolvemos atender as principais vias que alagavam. Em segundo lugar, como todos os bairros necessitavam de pavimentações, priorizamos o acesso a eles. O Governo Federal não encaminha recursos para pavimentação onde não exista a rede de abastecimento de água. Por isso, não foi possível incluir todos as localidades. Mas, mesmo assim, pavimentamos o Baixo Pinheiral e a subida do Rio Glória. Vamos pavimentar a Rua Dona Leopoldina, no São José. Lembro que, pela primeira vez na história, Braço do Norte tem requerido o seixo do rio. A exemplo do projeto que deu certo em São Ludgero, vamos implantar aqui também a pavimentação no interior.

Fale um pouco do trabalho da área da saúde.
Berto – Estamos próximos da entrega de uma Unidade de Saúde no bairro São Januário que atenderá, ainda, o Sertão do Rio Bonito e Nossa Senhora das Graças. E desafogará a unidade do Rio Bonito, que, atualmente, atende mais de 5 mil famílias. O programa A Fila Anda é um sucesso. Assumimos com uma fila de espera de dois anos, em exames. E, em dois anos fizemos dois mutirões de exames: em 2017, desafogamos 470 e, em 2018, foram 670, entre exames e cirurgias. Hoje, não temos mais de três meses de espera em qualquer exame. Acabamos com as filas de espera nas madrugadas, entrega de fichas. O médico atende nos postos de saúde das 7 horas às 16 horas, mesmo no horário do almoço. Descentralizamos o Pinheiral e o interior: São Maurício e Rio Amélia. Agora, cada localidade tem sua equipe, além da frota renovada, desde ambulância até da vigilância epidemiológica.

E o hospital Santa Teresinha?
Beto – Em 2016, a Administração municipal repassou R$ 1.035,00 para o Hospital. No nosso primeiro ano de mandato, em 2017, nós repassamos R$ 1,5 milhão. Em 2018, foram mais de R$ 2,1 milhões. Com isso, dobramos o repasse, que proporcionou a melhoria no plantão e o sobreaviso dos médicos, aliado à boa administração do hospital. Lembrando a memória do empresário Camilo Alberton e sua diretoria pela coragem que tiveram, e estão tendo, de combater vícios antigos que prejudicavam o atendimento.

O que mais chama atenção entre os projetos sociais?
Beto – A Secretaria de Assistência Social recebeu um projeto inovador através da aquisição de uma máquina de fabricação de fraldas infantis, viabilizado através da extinta Fundação Vida Nova. Com a mão de obra de nossa equipe e de pessoas voluntárias, as fraldas são fabricadas e doadas para pessoas carentes. Uma inovação.

E na área rural?
Beto – O nosso produtor quer estrada com qualidade. Estamos alargando as vias em todas as localidades, melhorando a trafegabilidade. A Secretaria de Agricultura está sinalizando o interior, antiga reivindicação. Conseguimos regularizar a cobrança justa da Cosip, que agora é cobrada apenas da maior fatura dentro da propriedade. Hoje o interior tem a coleta convencional e coletiva do lixo. Desenvolvemos ainda um projeto inovador de castração e microchipagem de cachorros. Até o momento, 866 animais foram atendidos. E, recuperamos a ponte do Rio Pequeno que ficou cinco anos interditada. Foi entregue após a viabilização de recursos.

Uma questão sempre muito sensível é a relação com o servidor público.
Beto – Ao mesmo tempo que acabamos com os pontos facultativos, valorizamos o servidor público. Em 2016 não foi dado nenhuma correção salarial. Em 2017, além de dar o reajuste anual, atualizamos o piso do ano anterior. Em 2018, diferenciamos por nível de graduação e, inclusive, a partir do ano passado, concedemos, através de gratificação, no mês de outubro, de R$ 100 para todos os professores. Sito os professores, mas todas as demais classes tiveram sua valorização.

Braço do Norte sofre na área do turismo e da cultura. O que está sendo feito para mudar isso?
Beto – Na área da cultura realizamos dois eventos de Carnaval, com responsabilidade e respeito. Investimos, aproximadamente, R$ 50 mil. Se, no mínimo, 10 mil pessoas prestigiaram o Carnaval no ano passando, e cada um deixou R$ 30,00 no comércio, seja em bebida, mercado, padaria, combustível, fantasia…, nossa economia movimentou em torno de R$ 300 mil. Realizamos o Carnaval sem violência, com segurança, organização e alegria, resgatando a escola de samba. Resgatamos o orgulho de comemorar o aniversário da cidade. Algo que havia sido abandonado, com a realização de uma festa aberta a todos os públicos, eclética, envolvendo as entidades que montam sua barraca, valorizando o comércio e músicos locais. Um evento para todos do município. Lembro ainda que temos o Porco Pizza, que estará em sua terceira edição e envolvemos as empresas locais.


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