quarta-feira, janeiro 27Diário online de Braço do Norte

NÃO É RUIM, NÃO É BOM: É A VIDA

Coluna de Robson Kindemann

Tudo tem um jeito? Em tudo se dá jeito?
Não sei. A gente nasce “sem querer”,
numa família “não escolhida”, com uma
certa carga de genes que ninguém sabe direito
no que vai dar. Depois disso, somos lançados
no grande mundo, com a responsabilidade
de desempenhar bons papéis. Digamos que
somos atores sem preparo, sem destino e
com um roteiro incerto. E sem ninguém para
assoprar as nossas falas. Existe apenas três
pessoas que podem te entender; primeiro a
sua mãe; em segundo seu pai e, em terceiro,
seu psicólogo (a). Quando me refiro a profissionais da psicologia com ética e compromisso
com a profissão. Famílias, amigos, trabalho e
muito mais… então, qual seu papel aqui nessa
vida? O que a família exige? O que a sociedade
espera?
A gente comparece do jeito que dá, desde
quando começa a ter consciência – e o “Sr.
Google” não me deu muita clareza e nem certeza. Não é ruim, não é bom, é a vida. Depois
de um tropeço a gente começa a se recompor.
Os pensamentos do diabinho da tristeza, às
vezes, pousam em minha memória. Não é
sempre, mas ele aparece. Algumas pessoas
nascem mal para essa vida. Amor é fundamental, pra tudo. Amor significa colo, abrigo, escuta, bom senso e limites, em qualquer situação.
A vida sim pode ser trágica para qualquer um,
a qualquer momento. Corremos entre acertos
e atrapalhadas, alegria e tristeza, emoções e
razões. E a vida impõe com chamados, conselhos, deveres. Existe uma ordem ou desordem
em tudo. E a gente que se vire para se adaptar.
Todo mundo devia ser calmo, inteligente…
não lembro de todas as qualidades importantes que nos fazem ser bom menino. E os
amados amigos, pai e mãe se vão. E o afeto.
Simplesmente desaparecem. Mas, outros
chegam. Maravilhosamente vem os fi lhos,
netos, novos amigos, velhos amigos voltam
e permanecem. Temos os livros, os filmes, os
quadros, as músicas, o rio, o mar, as horas de
encantamento, as viagens. Então o que é a
vida? Acho que achei um título para esse texto
“não é ruim, não é bom: é a vida”. Belos vinhos
no inverno, cerveja gelada no verão. Férias.
Todo mundo deveria ser feliz ou estar feliz. É a
vida colocando chamados e deveres.
Olhei pela janela quando estava escrevendo esse texto. Peguei uma xícara de café. Vim
ligar esse computador porque tinha senti-mentos a escrever, tinha razão de estar aqui.
Esse é um dos meus vícios, minha alegria. Eu
sempre tenho a esperança e a ousadia comigo
de mais um texto, mais um livro até quando
a fonte secar. Vá em frente sem a muleta.
Escrever é como mexer num aquário com
um lápis (talvez), quando você mexe na água
tudo vem à superfície. Tudo resulta do “eu”
e um computador. Nele componho frases,
pensamentos. Sou uma alma viva que acende
uma luz que está aqui escrevendo as duas da
madrugada, com paciência talvez encontrando
alguma beleza nisso.

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