Mostra reúne trabalhos de 1.400 alunos em São Ludgero

Em dois dias de evento, Escola Estadual espera receber mais de 2 mil visitantes

Iniciou quinta e encerra nesta sexta-feira, às 19 horas, a Quinta Mostra Científica, Cultural, Empreendedora e Tecnológica da Escola de Educação Básica de São Ludgero, com o tema A elaboração de conhecimento: tecnologia como efeito do desenvolvimento humano.

Durante os dois dias, além dos workshops, os mais de 1.400 alunos de todas as 40 turmas do primeiro ano do Ensino Fundamental ao terceiro ano do Ensino Médio apresentam os trabalhos aos pais, familiares e comunidade em geral. Na prática, é o conhecimento adquirido se transformando em realidade. São esperados 2 mil visitantes, o dobro da edição passada.

“Esta é a primeira vez que o evento é realizado em dois dias. Nas edições realizadas nos outros anos, o público reclamava do pouco tempo para visitar todos os estandes, apenas um dia. Por isso, a escola decidiu dobrar o período de mostra”, explica a diretora da escola, Angelina Walter Sizenando Veronez. “Diferente de uma feira científica, a Mostra conta com teatro, contação de história, dança e workshops sobre arte da escrita, origami, moda, artesanato de encadernação, zumba, experiências fantásticas, jovens empreendedores e treinamento de alta intensidade”, faz questão de diferenciar. Também há praça de alimentação com três foodtrucks.

 

Workshops integram alunos e comunidade

Uma mostra que você é convidado a interagir e até a se emocionar. Os temas foram sugeridos pelos professores e orientadores, mas coube a cada turma organizar e planejar como seria a apresentação destes trabalhos.

A apresentação do origami, uma técnica que consiste em fazer pequenas esculturas a partir da dobradura de papel e que surgiu na China, foi desenvolvida pelos alunos das duas segundas sérias do Ensino Médio Inovador do período da tarde.

Em workshops que duram cerca de uma hora os visitantes são convidados a aprender a fazer alguns animais a partir das dobraduras. “Esta turma que acabou de sair aprender a fazer três bichinhos. Depende da capacidade de assimilação de cada turma”, conta a Heloísa Della Giustina, de 16 anos, integrante da equipe.

Antes de começarem a dobrar o papel, os visitantes são convidados a assistir um teatro. Quase impossível de não se emocionar e vir as lágrimas (assista o vídeo) com a apresentação. As estudantes encenam a lenda do Tsuru Dourado. Conta a história oriental, que qualquer pessoa que dobrar mil pássaros tsurus, uma ave sagrada, teria seu desejo atendido.

(A matéria continua depois da apresentação)

 

“As duas turmas fabricaram mais de mil tsurus cada uma e decoraram toda a sala”, lembra a professora de matemática Ediséia Faust Hobold, uma das coordenadoras do evento. “Já que podíamos fazer um pedido, nossa solicitação coletiva, foi de união das nossas salas de aula e cada estudante ainda fez seu desejo particular, acrescenta Heloisa. Os alunos utilizaram o tempo ocioso para confeccionar a ave de dobradura.

Toda a exposição tem um apelo ecológico. “Apesar de mais de duas mil aves de papel terem sido confeccionadas a professora explica que foram de sobras da impressora da escola”, explica a coordenadora.


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