quarta-feira, janeiro 27Diário online de Braço do Norte

Momentos da vida

Coluna de Robson Kindermann

A cada dia que amanhece nos levantamos da cama com a esperança de que o dia nos surpreenda. Mas as surpresas não são cotidianas, não ficam tão disponíveis. A todo momento, queremos coisas e emoções diferentes. A gente busca a felicidade como se ela viesse em uma calça de grife, ou num carro importado. Como se sua chegada dependesse de uma foto nossa no jornal. Na verdade, muitas coisas não darão certo na nossa vida. E isso é que é difícil de aceitar. Tem gente que diz: “mas eu queria as duas coisas”. Tem tanta coisa que eu queria que não é possível.
Então, como nada de especial acontece, podemos pensar que estamos no eixo. Só que estabilidade é a ausência das emoções (fortes). Quando um objetivo realmente se cumpre, aí que a bagunça emocional toma conta da vida da gente. Não sabemos o que fazer quando alcançamos aquilo que realmente queríamos. Às vezes, as metas alcançadas bagunçam mais do que o inesperado. Por que isso? Porque queremos uma felicidade ao extremo sempre. Não queremos jogar futebol com a turma de quinta-feira, queremos logo é jogar a final da copa com estádio lotado.
A vida passa por fases. Fase das amizades, fase dos namoros, fase do casamento, fase de aniversários dos filhos até a fase dos velórios. Não necessariamente tudo na mesma ordem. Mas, para sermos felizes, precisamos basicamente de poucas coisas. Primeiro, nascer em uma família feliz, e ter a sorte de fazer boas escolhas. Outra coisa, seus amigos escolheram ser honestos ou malandros? Porque muita coisa não depende do destino, e sim das nossas escolhas. Nós somos a soma das nossas decisões.
Por fim, quase sempre me apeguei ao assunto felicidade e infelicidade. Toda felicidade é um assunto secreto. Podem até pensar no que deixaria cada um de nós feliz, mas, capturar a nossa felicidade, só se deixarmos. Assim, como cuidamos da nossa felicidade, temos também que proteger nossas infelicidades. Não há nada mais desagradável e desgastante do que uma felicidade ou alegria forçada. Porque se você está triste, infeliz – recolha-se. Disfarçar a dor é deixar doer mais ainda.

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Folha do Vale