terça-feira, janeiro 19Diário online de Braço do Norte

Mercado aquecido

Coluna de Fernando Freitas

Na contramão de diversos setores, que vivem os desafios de sobreviver em tempos de instabilidade econômica, o mercado imobiliário segue com bons indicadores, mesmo após a chegada da pandemia no Brasil. A redução da taxa Selic para 2% tornou o cenário ainda mais atraente para quem deseja comprar um imóvel. Apesar do aumento significativo no preço dos insumos de construção, devido a escassez de matéria prima, o valor dos imóveis na planta não sofreu reajustes, até o momento. É o que garante Rafael Teixeira Pereira, diretor da ART Empreendimentos, que constrói em Braço do Norte o Residencial Frankfurt. Faltam menos de três andares para concluir a etapa estrutural. O primeiro empreendimento de alto padrão no Centro da cidade será entregue em dois anos. Rafael reconhece que o município sofre com a falta de imóveis, o que deixa o mercado ainda mais aquecido e o setor mais otimista.

Papo reto

A vereadora e ex-presidente do Legislativo de Braço do Norte Soraya Michels (PSDB) aceitou bater um papo rápido e responder algumas perguntas para a nossa coluna. Confira:

É a primeira vez que a família Michels fica fora de uma disputa, nos últimos pleitos, para a Câmara de Vereadores. Vão apoiar algum candidato?
Soraya – Quando minha mãe foi candidata a vice-prefeita, eleita com Luiz Kuerten (PP), nós também não disputamos o Legislativo. Realmente, meu pai, Laércio, minha mãe Maria Edna, meu irmão Júnior e eu, já deixamos nossa contribuição, penso que positiva, na Câmara.

Repito, vão apoiar algum nome, específico, para a Câmara?
Soraya – Na verdade, como somos lideranças do partido, hipotecamos apoio a todos. Buscamos privilegiar todos. Sempre que sou convidada, e posso, acompanho algum candidato.

Quem deles você acredita quem tem chances de se eleger?
Soraya – Todos têm seus diferenciais, sua base eleitoral sólida e condições de surpreender. Claro que temos a questão da legenda (quantidade mínima de votos para eleger um candidato do partido), mas não se surpreenda com o bom resultado que nosso partido fará nas urnas.

Você queria ser candidata a vice de Mano. Essa situação ficou bem resolvida?
Soraya – Quem acompanhou de fora esta situação pode ter interpretado erroneamente. O PSDB colocou meu nome a disposição. Não estávamos brigando ou exigindo nenhuma vaga, como ficou subentendido. Quero deixar bem claro que o apoio do PSDB é total à candidatura de Mano e Ricardo, os nomes escolhidos pela coligação.

Você é candidata a presidente de alguma diretoria da Cerbranorte?
Soraya – Não posso descartar esta hipótese. É o que asseguro no momento.

Vestibular

O voto de 24.086 eleitores de Braço do Norte será disputado por 69 candidatos a vereador, que disputarão uma das onze vagas. No vestibular do legislativo são 6,3 candidatos por vaga. Para aquele que pensa em se eleger sem precisar da legenda dos companheiros de partido, serão necessários, aproximadamente, 1.900 votos, já que a legenda é a divisão dos votos válidos da eleição pelo número de vagas na Câmara de Vereadores. Ou seja, para eleger um vereador, o partido terá que fazer, no mínimo, quase dois mil votos.

Como assim?

O governador do Estado, Carlos Moisés, vetou a lei que proíbe aumento de tarifas do serviço público em períodos de calamidade e comprou uma nova queda de braço com o Legislativo catarinense, que aprovou a proposta no final de agosto. É certo que os deputados derrubem o veto. A lei 163/2020, de autoria do deputado Milton Hobus (PSD), impede que contas de luz e água, por exemplo, sejam reajustadas em crises como a que o país atravessa. Se a nova legislação estivesse em vigor, Santa Catarina não teria aumento de 8,14% na energia elétrica. Em sua justificativa, o governo diz que o texto é inconstitucional e “invade a competência privada da União para legislar sobre águas e energia”. No entanto, Hobus rebate que a lei é constitucional, já que o artigo 175 da Constituição garante ao poder público estadual legislar sobre direitos dos usuários e política tarifária. Há poucos dias o governador comemorava o fato de a Justiça ter acatado solicitação do Procon para não aumentar a energia. Moisés deve ter batido com a cabeça.

O que vão comprar

Dia das Crianças promete movimentar as vendas nos próximos dias. Segundo a pesquisa de intenção de compras para a data, realizada pela Fecomércio SC, os principais destinos dos catarinenses continuam sendo o comércio de rua (62,8%) e shoppings centers (16,3%). Porém a participação dos dois recuou, enquanto a internet (9,8%) triplicou frente a 2019. Apenas 20,6% dos consumidores afirmaram que os pequenos vão acompanhar a compra do presente.
Brinquedos (47,3%), roupas (27,4%) e calçado (6,8%) devem ser os itens mais procurados. A maioria (73,1%) pretende fazer pesquisa de preço antes de adquirir o produto.

Como vão comprar

Em tempos de incertezas econômicas, o preço (29,0%) deve ser determinante na hora da compra para o Dia das Crianças, seguindo por promoção (25,7%) e atendimento (18,7%). Os dados apontam que quanto maior o gasto intencionado, maior a importância dada ao atendimento. Já os preços e as promoções são mais relevantes nos gastos menores. Embora este ano o feriado caia em uma segunda-feira, esticando o fim de semana, 65,8% não devem realizar nenhum tipo de passeio na data, seguindo as medidas de isolamento social. Entre aqueles que pretendem fazer algum programa na data, predominaram as atividades ao ar livre (7,1%) e o almoço/jantar na casa de familiar (6,2%).

Live

A banda tradicionalista Os Garotos de Ouro, fará, em Braço do Norte, no próximo 18 de outubro, domingo, a partir das 11 horas, uma live. Entitulada Bailezito em Casa, o show que será transmitido ao vivo pelo canal do Facebook da banda, está sem sua terceira edição e terá toda a renda revertida ao CVV (Centro de Valorização à Vida) e a Casa do Voluntário de Braço do Norte. Esta foi uma forma encontrada pela banda de reconhecer o trabalho realizado pelo empresário artístico, Djalma Marcelino, que faleceu vítima de Covid-19. Em 8 de outubro Djalma completaria 45 anos. Renato Soeth, o “Gaiteiro”, está a frente da organização do evento.

Contorno viário

Comentei neste espaço, semana passada, de como está lento o trabalho para tirar do papel o contorno viário de Braço do Norte, erroneamente chamado de “anel viário”. Digo erroneamente, porque não há nada de anel, ou seja, a nova rodovia ligará o bairro Rio Bonito até a localidade de Rio Pequeno em Grão-Pará, desviando o trânsito pesado do Centro de Braço do Norte, de quem vem de Rio Fortuna ou desce a Serra do Corvo Branco. Para ser um anel, teria que interligar, também, a São Ludgero, por exemplo, com outra rodovia cortando o Sertão do Rio Bonito até o Bairro Santa Luzia. Não existe nem prévia de projeto deste outro traçado.

Empurra-empurra

Para poder conversar com os proprietários dos terrenos por onde passará o Contorno Viário de Braço do Norte, o DEL (Desenvolvimento Econômico Local), solicitou aos representes da Prefeitura que fazem parte do Conselho, um protocolo de trabalho para o início dos trabalhos. Para tanto, antes disso, precisa-se saber qual a metragem da rua e matrícula de cada propriedade que será atingida pelo projeto. Surgiu aí o primeiro empasse: não existe um estudo que indique nenhum destes pontos. Não se sabe quem são os donos da terra nem mesmo o que cada um terá que doar ao município. Há apenas o projeto da rodovia já devidamente aprovado pelo departamento competente do Estado. Depois de se identificar cada uma das matrículas que serão afetadas pela abertura da rodovia, a Prefeitura deve identificar os proprietários. Com uma equipe reduzida e sabendo que isso irá gerar uma demanda de tempo e carga, a Prefeitura deve buscar uma solução que seja econômica e que resolva de vez o problema.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Folha do Vale