Médicos da Pró-Vida são aptos a operar por plataforma robótica

O urologista, Dr. Arthur e o oncologista, Dr. Cassiano  finalizaram os treinamentos e já estão capacitados e certificados para realizar cirurgias robóticas

A medicina evolui muito nas últimas décadas, aliada as pesquisas, as  novas tecnologias contribuíram com grandes melhorias na área da saúde, entre elas a criação da  cirurgia robótica. Tipo de procedimento minimamente invasivo, conduzido por um cirurgião, especializado e habilitado, a operar  por uma estrutura de sofwares e hardwares com braços, painéis e imagens auxiliares. Em Tubarão, os doutores do Complexo Médico Pró-Vida, o urologista, Dr. Arthur Radaelli Nicoleit e o oncologista, Dr. Cassiano Coral Accordi, concluíram recentemente a capacitação e certificação, em Atlanta, nos Estado Unidos,  em cirurgias em plataformas robóticas, tornando-os parte de um seleto grupo de médicos nacionais aptos a operar por robôs.

“Para conseguir essa qualificação, o médico precisa estar vinculado a unidade de saúde que faça parte de um serviço de cirurgia robótica. Hoje a regulação dessa formação é data pela empresa que fabrica o equipamento e pelas instituições que se associam ao uso dessa tecnologia. Do nosso município, eu e o Cassiano fomos eleitos para fazer essa formação no Hospital Santa Izabel, em Blumenau, que possui um robô, que está  vinculados à Congregação Santa Catarina, da qual o Hospital Nossa Senhora da Conceição faz parte”, relata Dr. Arthur.

Para o urologista poder controlar um robô durante uma cirurgia é uma grande oportunidade de fazer um trabalho muito mais minucioso, que por via laparoscópica ou convencional seria mais desfavorável.

“O uso de robô oferece mais segurança, precisão e delicadeza nos movimentos, magnificação de imagens e permite fazer dissecções mais complexas em locais mais restritos”, completa.

O Dr. Cassiano ressalta que os benefícios em se fazer uma cirurgia em uma base robótica são ainda maiores para os pacientes, ao proporcionar menores incisões, redução do sangramento durante a operação, entre outros fatores.

“Passar por uma cirurgia robótica também reduz a dor pós-operatória, proporciona uma recuperação mais rápida, diminui as complicações cirúrgicas, requer menor tempo de internação e com isso, em menor tempo o paciente voltar as suas atividades normais”, completa o oncologista.

Robô Da Vinci

Existem mundialmente alguns modelos de robôs. O utilizado  em Blumenau é  o  Da Vinci  SI, modelo que é divido em três partes. A primeira com três braços robóticos com pinças que são conectados aos portais de laparoscopia do paciente e mais um braço para a câmera, que fornece ao cirurgião imagens em 3D com ampliações em até 15 vezes. A segunda parte do robô é a torre de vídeo e a terceira é o console, onde o cirurgião  sentado, em posição ergonômica, comanda a cirurgia, visualizando e manipulando as pinças.

“Obrigatoriamente na cirurgia robótica além do cirurgião que controla o robô e participa também um cirurgião auxiliar que fica em campo cirúrgico com o paciente auxiliando por laparoscopia o procedimento robótico”, finaliza Dr. Cassiano.


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