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Indústria alavanca o nível de emprego no Vale

Em julho, a empresa Sul América Molduras, de Braço do Norte, encerrou o mês com 14 funcionários a mais que em junho. Em 2020, esse saldo positivo nas contrações foi igual somente em fevereiro, antes da Convid-19 ganhar status de pandemia e das adoções de medidas restritivas de contenção de contágio.
“Em junho, já havíamos contratado mais cinco funcionários. Em julho foram 14. Para agosto, nossa expectativa é de que esse número seja ainda maior”, estima a responsável pelo departamento de Recursos de Humanos da empresa, Madalena Uliano. Para Andreza da Silva, gerente Administrativo e Financeiro, o aumento das vagas de emprego deve atingir o patamar de 10% em agosto. “Ainda estamos contratando e analisando currículos. A dificuldade que encontramos é com relação à qualificação. E, neste sentido, não estamos falando de conhecimento da área em que pretende atuar e nem da experiência, é de demonstrar interesse na vaga, apresentar postura e comprometimento com o trabalho”, lamenta.
Os números na empresa comprovam o cenário na ocupação de vagas de trabalho no município de Braço do Norte, que, na contramão do que vem sendo registrado na Amurel, fechou o mês de julho com a criação de expressivos 145 novos postos de trabalhos criados. É o segundo mês consecutivo que a cidade registra saldo positivo.
Em junho, o município registrou saldo positivo de 46 vagas de trabalhos abertas e preenchidas. No mês anterior, maio, o saldo havia ficado negativo: foram 175 postos de trabalho fechados na cidade. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia, e foram divulgados esta semana.
“Os números também reforçam os bons sinais de retomada da atividade econômica do município, que vem apresentando desempenho positivo em indicadores como taxa de produção industrial, volume de vendas do comércio e índice de ocupação”, valoriza o prefeito Beto Kuerten Marcelino.
E foi justamente a indústria o setor responsável pela alavancada na maior cidade do Vale. Sozinho segmento teve um saldo positivo de 122 novas vagas de trabalho criadas no mercado formal.
Ao contrário do observado no estado e no país, o setor de serviços foi o segundo que mais contratou: 17 novas vagas preenchidas em julho. Na construção civil, oito pessoas saíram da fila do desemprego. Apenas o comércio demitiu em Braço do Norte, com o fechamento de duas vagas de trabalho no período.
Um dos motivos para a arrancada econômica, especialmente do ponto de vista da empregabilidade, está na redução no número de casos confirmados da Covid-19. A segurança sanitária, impostas por uma série de medidas e decretos, começa a fazer a roda girar.
“O fato de Braço do Norte ter se confirmado, novamente, como o maior empregador da Amurel e o número de doentes ativos estar reduzindo a cada semana mostra que estamos chegando em um ponto de equilíbrio. É um indicativo de que a saúde e a economia estão alinhados”, destaca o prefeito.
O boletim semanal divulgado pela Secretaria de Saúde da Prefeitura de Braço do Norte confirma o registro de 102 casos de coronavírus no município entre os dias 16 a 22 de agosto. Anteriormente, entre os dias 26 de julho e 1° de agosto, 212 pessoas positivaram para a doença. Uma redução de 110 casos.
Outro dado positivo no aspecto da saúde, e que trará reflexo econômico, é que no boletim diário desta terça-feira (25) constavam 66 doentes ativos e, em 24 horas, não houve alteração nos casos confirmados.
Apesar de serem notícias animadoras, o prefeito é bastante taxativo em relação ao relaxamento das medidas preventivas. Para ele, não há equilíbrio se não houver cuidado. “O uso de máscaras, o distanciamento social e a higienização das mãos são fundamentais para que possamos seguir com bons resultados. Precisamos da colaboração de todos nesta guerra”, reforça Beto.

Outros municípios mantêm
números no azul

Em São Ludgero, o saldo de criação de postos de trabalho formal também foi positivo. Ao todo, em julho, foram criadas e preenchidas 20 novas vagas. Assim como em Braço do Norte, a indústria foi o segmento que mais contratou: 24 pessoas.
O comércio e o setor de serviços apresentaram saldos negativos: -5 e -2 vagas de trabalhos, respectivamente. Na terceira posição está Grão-Pará, com a criação de seis novas vagas de trabalho em julho.
Neste caso, porém, a agropecuária foi o segmento que manteve a cidade com o número azul: foram seis contratações no mês passado. Ao todo, foram nove admissões e 3 demissões no período.
Em Rio Fortuna, o saldo também foi positivo: cinco novos postos foram preenchidos no município. Os segmentos que contrataram foram a indústria, o de serviços e o comércio.
No geral, houve a criação de oito novas vagas de trabalho na cidade e três postos de trabalho fechados. A construção civil foi o único segmento com desligamento de trabalhadores: trêz pessoas a menos no mercado formal.
Dos cinco municípios do Vale do Braço do Norte, apenas um teve saldo negativo em relação à criação de novas vagas de trabalho no mês de julho. Santa Rosa de Lima fechou o período com menos duas vagas de emprego na cidade. Somente o setor de serviços contratou no município, com a abertura de uma vaga de trabalho em todo o mês de julho.

SC bate recorde na criação de vagas de emprego em julho

A economia catarinense encerrou o mês de julho com saldo de 10.044 novas vagas de emprego. O resultado é o melhor em 16 anos, quando iniciou a série histórica (em 2004).
Assim como em junho, o estado teve o maior saldo no sul e figura na terceira posição na comparação com o restante do país, atrás apenas de São Paulo (22.967) e Minas Gerais (15.843).
Dos 295 municípios catarinenses, 213 registram um volume de admissões maior que o de demissões. Na maioria deles, a indústria foi o segmento que mais criou vagas em julho.
O setor foi responsável pela abertura de 7.672 posições de trabalho com carteira assinada no período. O comércio (1.443) e a construção civil (1.199) também têm uma parcela importante para o desempenho recorde do estado em julho.

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Folha do Vale