Desafios técnicos e condições geográficas exigem intervenções complexas, incluindo contenções e detonações de rochas
As obras na Serra do Corvo Branco, que ligam o Planalto ao Sul catarinense, avançam com desafios técnicos e um cronograma rigoroso. A interdição total de um trecho de 2,5 quilômetros, entre os quilômetros 102,5 e 105 da SC-370, pode durar até um ano e iniciou na segunda quinzena de março. A medida é necessária para a execução de trabalhos pesados, como detonações de rochas e contenções robustas, devido às condições íngremes e rochosas da serra.
O secretário da Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper, destaca que a segurança dos trabalhadores e da população é prioridade. O investimento para colocação de asfalto na SC-370 é de R$ 50 milhões. Além de facilitar a mobilidade, impulsionará o turismo e o desenvolvimento da região. A pavimentação da rodovia tem a intenção de facilitar o acesso ao turismo e o escoamento da produção agrícola.
A previsão é que o fechamento do trecho permaneça até a conclusão de uma série de serviços, como limpeza, terraplanagem, execução de drenagens, além de obras de contenção projetadas, como solo grampeado, barreiras de impacto, muro de gabião, telas de alta resistência e cortina atirantada. A complexidade da obra na Serra do Corvo Branco é um reflexo das características geográficas da região.
A serra possui trechos íngremes, curvas fechadas e desníveis acentuados, tornando o trabalho de terraplenagem e pavimentação mais complexos. Há ainda a necessidade de cortes e aterros, que aumentam o risco de deslizamentos. Tendo em vista que a região tem solo instável e rochas expostas, as obras de contenção robustas são fundamentais para evitar desmoronamentos.
Além disso, as chuvas frequentes podem comprometer a execução dos serviços e aumentar o risco de erosão e deslizamentos. A neblina intensa também dificulta a visibilidade e segurança dos trabalhadores. Somam-se a isso as estradas estreitas e o relevo acidentado, que tornam o transporte de materiais e equipamentos desafiador; o uso de maquinário especializado para operar em espaços reduzidos e em terrenos íngremes; e demais medidas para minimizar impactos ambientais.
Com a interdição, as rotas alternativas são a BR-282 e a Serra do Rio do Rastro. O trânsito nos demais trechos seguirá com obra no sistema pare e siga quando necessário. Para os visitantes que desejam acessar as áreas mais altas e turísticas da serra, está liberado o acesso aos pontos de visitação (veja no mapa). Para serviços pontuais, o tráfego poderá ser interditado por um ou dois dias, com a devida divulgação prévia.