Ginecologista e obstetra Ingrid Junkes destaca a emoção e a responsabilidade de participar de momentos que transformam famílias
Médica Ingrid Junkes com os filhos, Leonardo e Arthur No consultório, no centro cirúrgico ou na sala de parto, a ginecologista e obstetra Ingrid Junkes, do Complexo Médico Provida, acompanha diariamente um dos momentos mais marcantes da vida: o nascimento. Mais do que trazer bebês ao mundo, a médica vive há mais de 21 anos o surgimento de novas mães. Mulheres que, a partir daquele instante, iniciam uma jornada repleta de descobertas, responsabilidades e afeto.
Neste Dia das Mães, a trajetória profissional ganha um significado ainda mais especial. Além de participar da história de inúmeras famílias, Ingrid também vive a maternidade em sua vida pessoal. Ela é mãe de Arthur, de 14 anos, e Leonardo, de 10 anos, experiência que, segundo ela, tornou seu olhar ainda mais humano e acolhedor no atendimento às pacientes.
“Participar do nascimento de um bebê é sempre emocionante, mas também é um momento de grande transformação. Ali nasce uma mãe, com seus medos, expectativas e um amor imenso. Poder estar ao lado delas nessa hora é um privilégio”.
A médica explica que escolheu a ginecologia e obstetrícia justamente pela oportunidade de cuidar da saúde da mulher em momentos felizes da vida. “Sempre me emociono muito. Não cuidamos apenas de doenças, mas acompanhamos fases extremamente importantes da vida das mulheres”, ressalta.
Histórias que marcam
A rotina na obstetrícia exige preparo técnico, atenção constante e sensibilidade. Para Ingrid, cada nascimento carrega uma história única e um significado diferente para cada família. “Não existe um nascimento igual ao outro. Cada família vive esse momento de forma muito particular, e nosso papel é garantir segurança, acolhimento e respeito às escolhas”, destaca.
Entre tantas experiências vividas ao longo da carreira, uma delas permanece marcada em sua memória. A médica recorda o atendimento de uma gestante que chegou ao hospital para dar à luz e descobriu que o bebê já estava sem vida, relembra emocionada.
“Eu estava grávida do Arthur, quase ganhando, e no desespero daquela mãe, ela alisava minha barriga como gesto de carinho. Era um sofrimento dividido entre todas nós que estávamos naquela sala”.
Segundo Ingrid, tornar-se mãe ampliou ainda mais sua capacidade de compreender os sentimentos das pacientes durante a gestação e o pós-parto. “Depois que me tornei mãe, passei a enxergar ainda mais profundamente o que cada paciente sente. Isso faz toda a diferença no cuidado”, afirma.
Neste Dia das Mães, a história da médica reforça que, por trás de cada nascimento, existe também o início de uma nova trajetória feminina, marcada por amor, entrega e transformação.