Especialista alerta para sinais que merecem investigação e reforça importância da avaliação médica
alerta é da otorrinolaringologista do Centro Avançado de Otorrinolaringologia do Provida, Dra. Thayná Sentir dor de garganta de vez em quando é algo relativamente comum, especialmente em períodos mais frios, mudanças bruscas de temperatura ou durante quadros gripais e alérgicos. No entanto, quando esse desconforto passa a se repetir várias vezes ao longo do ano ou nunca desaparece completamente, o sintoma merece atenção e investigação especializada.
“A dor de garganta recorrente não deve ser encarada como algo normal, pois pode estar relacionada a diferentes condições que mantêm a região constantemente irritada ou inflamada. Nem toda dor de garganta está associada apenas a uma infecção pontual. Muitas vezes existe uma causa de base que precisa ser investigada para que o tratamento seja realmente eficaz”, explica a otorrinolaringologista do Centro Avançado de Otorrinolaringologia do Complexo Médico Provida, Dra. Thayná Furtado.
Entre os fatores mais frequentemente associados ao problema, a médica destaca as amigdalites de repetição, quadros de rinite e sinusite crônicas, que podem provocar o gotejamento constante de secreção pela garganta, causando irritação persistente. Outro fator bastante comum é o refluxo laringofaríngeo, condição em que o conteúdo ácido do estômago alcança a garganta e provoca inflamação na região.
Além disso, hábitos do dia a dia e fatores ambientais também podem influenciar diretamente no aparecimento dos sintomas. O esforço vocal excessivo, baixa ingestão de água, exposição frequente ao ar-condicionado, ambientes secos, fumaça, poluição e até infecções virais ou bacterianas mal tratadas podem favorecer o surgimento e a repetição das dores.
Outro ponto que merece atenção é a baixa imunidade, que pode deixar o organismo mais suscetível a inflamações recorrentes. Pessoas que convivem com estresse constante, noites mal dormidas ou alimentação inadequada também podem apresentar maior predisposição aos quadros repetitivos.
Além da dor, outros sinais podem acompanhar o problema, como sensação de ardor, irritação, pigarro frequente, rouquidão, mau hálito, sensação de corpo estranho na garganta, tosse seca persistente e dificuldade para engolir. Em alguns casos, o quadro pode ainda vir acompanhado de febre, aumento das amígdalas e ínguas no pescoço.
“A repetição dos sintomas é um indicativo importante de que o organismo precisa de uma avaliação mais detalhada. Quando a dor de garganta se torna frequente, é fundamental investigar a origem do problema. A consulta com o otorrinolaringologista permite identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente”, destaca a especialista.
Segundo a médica, o diagnóstico precoce é importante não apenas para aliviar o desconforto, mas também para evitar complicações futuras. Algumas condições inflamatórias crônicas podem impactar diretamente a qualidade do sono, a alimentação, a comunicação e até o rendimento profissional e escolar.
Manter hábitos saudáveis pode ajudar na prevenção. Hidratação adequada, alimentação equilibrada, controle das alergias respiratórias, evitar cigarro e excesso de álcool, além de cuidar da saúde vocal, estão entre as principais recomendações.
Cuidar da saúde da garganta vai muito além do alívio momentâneo da dor. A região desempenha papel fundamental na respiração, comunicação, alimentação e qualidade de vida, tornando essencial a atenção aos sinais que o corpo apresenta.