Companhia nega falhas no sistema e atribui variações à troca de hidrômetros antigos por novos
Segundo Reginaldo, o pedido foi motivado por relatos de contribuintes que apontam variações abruptas nos valores cobrados, em muitos casos sem alteração no consumo O presidente da Câmara de Vereadores de Braço do Norte, Reginaldo Demétrio, solicitou em março, através de requerimente aprovado pelo Legislativo, esclarecimentos à Casan (Companhia de Água e Saneamento) sobre as frequentes reclamações de moradores quanto ao aumento significativo nas faturas de água no município.
O pedido foi motivado por relatos de contribuintes que apontam variações abruptas nos valores cobrados, em muitos casos sem alteração no consumo. Segundo o documento, há situações em que contas chegaram a dobrar ou triplicar de um mês para o outro, mesmo com o mesmo padrão de uso e sem indícios de vazamentos.
Além do impacto financeiro direto, especialmente para famílias de baixa renda, o Legislativo destacou a insegurança gerada no orçamento doméstico, reforçando a necessidade de transparência na prestação do serviço público.
No requerimento, foram levantados quatro pontos principais: possível falha sistêmica ou erro de leitura; critérios para cobrança por média de consumo; procedimentos de revisão de faturas; e eventual realização de mutirão para reanálise das cobranças.
Casan responde e descarta falhas
Em resposta oficial, Pedro Joel Horstmann, diretor de Operação e Expansão e Vinícius André Ferreira, gerente de Serviços ao Consumidora da Casan, informaram essa semana que não foram identificadas falhas sistêmicas, erros de leitura ou irregularidades nos hidrômetros que justifiquem aumento indevido nas faturas.
Segundo a companhia, as variações observadas estão relacionadas principalmente à substituição de hidrômetros antigos por novos equipamentos, que apresentam maior precisão na medição. De acordo com a Casan, hidrômetros com o tempo tendem a submedir o consumo real, o que pode resultar em aumento no valor cobrado após a troca.
Cobrança por média segue regra técnica
A companhia também esclareceu que, nos casos em que não é possível realizar a leitura do hidrômetro, por ausência do morador ou dificuldade de acesso, o faturamento é feito com base na média dos últimos seis meses de consumo efetivamente medido, conforme normas vigentes.
Sobre possíveis divergências nas faturas, a Casan informou que dispõe de procedimentos operacionais para revisão de cobrança, que podem ser solicitados pelos usuários. Entre as causas analisadas estão erro de leitura, vazamentos não aparentes, falhas técnicas ou inconsistências cadastrais.
Os pedidos podem ser realizados por meio dos canais digitais da companhia ou presencialmente nas agências de atendimento, inclusive em Braço do Norte.
A Casan também descartou a necessidade de um mutirão de revisão de faturas, afirmando que não há indícios de erro generalizado no sistema. A companhia reforçou que cada caso deve ser analisado individualmente, com base em critérios técnicos.
Por fim, a empresa reiterou seu compromisso com a transparência, a qualidade dos serviços prestados e a correta medição do consumo, permanecendo à disposição para esclarecimentos adicionais.