quinta-feira, janeiro 21Diário online de Braço do Norte

Focos do mosquito da Dengue em SL

Semana marca ações de combate ao Aedes Aegypti

Ocalor e a temporada de chuvas acendem o alerta com relação à possibilidade de surgimento de focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika vírus, febre amarela e chikungunya. Entre os municípios do Vale do Braço do Norte, até esta quarta-feira, 2 de dezembro, São Ludgero registrou seis focos do inseto.
Como resposta, os profissionais da Vigilância em Saúde do município definiram uma série de ações de mobilização que deverão se encerrar neste sábado, dia 5. O objetivo é reforçar a prevenção de doenças por meio do combate à proliferação do mosquito. “A mobilização que vamos fazer aqui se repetirá em todo o Estado de Santa Catarina, diante da preocupação e da quantidade de casos de dengue confirmados”, informa a agente de Combate a Endemias Aline Dutra. “Os meses de novembro a maio é considerado o período epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti, diante do calor e das chuvas, que são condições ideais para a proliferação. Por isso, esse momento requer maior atenção e intensificação dos esforços para não deixar o mosquito nascer”, complementa.


Neste ano, as ações de divulgação e conscientização tiveram uma série de restrições por causa da pandemia de coronavírus. A equipe de agentes de Endemia optou por intensificar a divulgação de medidas de combate ao mosquito nas redes sociais e com a contribuição da imprensa local.
Nos últimos anos, os trabalhos preventivos têm se intensificado em São Ludgero. Atualmente, são 62 armadilhas instaladas e visitadas semanalmente, além de outros 10 pontos estratégicos visitados a cada 14 dias. Com frequência são descobertos novos focos, mesmo, de acordo com Aline, tendo a população sempre colaborado com a prevenção. “Já tivemos ano em que chegamos a descobrir 17 focos. Não sabemos dizer ao certo porquê, pois os moradores sempre contribuíram, eles mantêm seus quintais limpos, e tudo mais. Pessoalmente, acredito que se deve ao fato de São Ludgero ser uma cidade industrial, que recebe, por exemplo, muitos caminhões de outras localidades. Para nós, agentes de Endemia, é a única explicação plausível”, analisa.

Ano com mais casos em Santa Catarina

A DIVE/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) alerta que 2020 foi o ano com o maior casos de Dengue já registrados em Santa Catarina. A maior parte dos casos se concentra na Região Oeste. Segundo o órgão, são 11 municípios em situação de epidemia de dengue, contabilizando mais de 11 mil casos da doença. “A maioria dos casos são autóctones, ou seja, foram contraídos dentro do território estadual. Os dados registrados até agora são o reflexo da presença e disseminação do Aedes Aegypti”, alerta João Fuck, gerente de Zoonoses da DIVE.


Ao longo da semana, a Diretoria divulgará informações sobre as medidas a serem adotadas, bem como o resultado da ação de recolhimento de pneus que está ocorrendo em alguns municípios do Estado. Também, serão apresentados os resultados do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), atividade que está sendo realizada pelos municípios infestados e que mostrará o risco de transmissão das doenças na próxima temporada.

O Aedes aegypti tem como criadouros os mais variados recipientes que possam acumular água parada. Os mais comuns são pneus sem uso, latas, garrafas, pratos dos vasos de plantas, caixas d’água descobertas, calhas, piscinas e vasos sanitários sem uso. A fêmea do mosquito pode, também, depositar seus ovos nas paredes internas de bebedouros de animais e em ralos desativados, lajes e em plantas como as bromélias.

Cuidados a serem tomados em casa

Encher de areia até a borda os pratinhos de vasos de plantas.

Se você não colocou areia e acumulou água no pratinho de planta, lavá-lo com escova, água e sabão. Fazer isso uma vez por semana.

Colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira bem fechada. Não jogar lixo em terrenos baldios.

Lavar, principalmente por dentro, com escova e sabão os utensílios usados para guardar água em casa, como jarras, garrafas, potes, baldes, etc.

Não deixar a água da chuva acumulada sobre a laje.

Embale para recolhimento todas as garrafas pet e de vidro vazias que não for usar. As garrafas de vidro não descartadas devem ser guardadas de boca para baixo ou em local coberto.

Manter bem tampados tonéis e barris de água.

Se você tiver vasos de plantas aquáticas, trocar a água e lavar o vaso principalmente por dentro com escova, água e sabão pelo menos uma vez por semana.

Jogar no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, potes, latas, copos, garrafas vazias, etc.

Entregue os pneus velhos aos serviços de limpeza urbana. Caso realmente precise mantê-los, guarde-os em local coberto.

Remover folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas.

Manter o saco de lixo bem fechado e fora do alcance de animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana.

Manter a caixa d’água sempre fechada com tampa adequada. Lavar semanalmente por dentro com escova e sabão os tanques utilizados para armazenar água.

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Folha do Vale