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Esgoto: população de BN precisa se conscientizar

Câmara técnica ficou surpreendida com o funcionamento da Estação de Tratamento

todos os resíduos das residências já conectadas na rede de tratamento são processados, gerando resíduos sólidos para aterros ou possivelmente matéria prima para construção civil

Membros voluntários da CT (Câmara Técnica) do Meio Ambiente do DEL (Desenvolvimento Econômico Local) visitaram nesta quinta-feira, 12 de março, a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) da Casan (Companhia de Água e Saneamento de Santa Catarina), localizada no bairro São Januário, em Braço do Norte. Para a surpresa positiva do grupo, o local possui ótimas instalações, é sem odores e com grande capacidade de processamento de esgoto.
“Nossa visita foi motivada por vários motivos. Sabendo da importância do tratamento da água pós-consumo e da polêmica da cobrança em dobro do consumo de água. Estes e outros pontos foram esclarecidos pelos técnicos da companhia”, ressalta Jairo Boeing Fernandes, membro da CT. “Todos os resíduos das residências já conectadas na rede de tratamento são processados, gerando resíduos sólidos para aterros ou possivelmente matéria prima para construção civil. As águas, limpas, pós-tratamento, são devolvidas ao rio”, detalhou Jairo.
Dentre os pontos apresentados, destacou-se a capacidade de processamento de 35 litros de esgoto residencial por segundo. Atualmente, o processamento se dá em torno de 12 litros por segundo. “O grande desafio da Casan é a conscientização”, ressaltou Elton Heidemann, outro integrante da CT. “É fundamental a ligação na rede instalada por parte das pessoas, melhorando assim a qualidade de vida de todos”. Uma das reclamações da Casan é o fato de vários moradores não ligarem seu esgoto doméstico na rede de tratamento.
Ao apresentar as instalações, os técnicos relataram ao grupo da Câmara Técnica que alguns moradores fizeram as ligações de caixas de gordura diretamente na rede. O que ocasiona engrossamento das paredes e entupimento dos tubos de transmissão, gerando altos custos de manutenção e limpeza. “No filtro de limpeza aparecem areia, fraldas, cabelos, preservativos e outros materiais que não deveriam estar ali”, lembra Nei Pickler, também integrante da CT.
Para Elton Heidemann, é importante a participação das pessoas na ligação correta das residências na rede. “Muito do alto custo operacional é ocasionado por ligações irregulares, águas de calhas de chuvas, postos de gasolina e outros contaminantes na rede, o que prejudica e encarece o tratamento”, enfatizou. Além do pedido para as pessoas ligarem suas redes, as demais pessoas que moram nos leitos de rios que servem como calhas de esgoto podem perceber ligeira melhora no odor dos locais.
A Casan tem o compromisso contratual de continuar as obras na cidade. Hoje o número de coleta de esgoto apresentado é de aproximadamente 25% das residências, e no próximo ano as obras de ampliação do tratamento serão retomadas. “É perceptível o custo de limpar a água descartada. A coletada no rio para consumo é suja, mas rapidamente limpa, enquanto a pós-consumo é muito suja. Dessa forma, o tratamento visa melhorar a qualidade de vida de moradores de outras cidades que por fim consomem desta mesma água. Assim o compromisso não é só da Casan, mas de cada um de nós”, enalteceu a engenheira ambiental e sanitarista Bianca Mendes dos Santos, diretora na Fundação do Meio Ambiente de Braço do Norte (Funbama). Como integrante da Câmara, se comprometeu a idealizar pela Fundação uma campanha de conscientização.

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Folha do Vale